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Maiko D
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303 críticas
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2,5
Enviada em 12 de abril de 2015
Vi muita crítica negativa. É um filme diferente, talvez por isso eu gostei. Está tudo tão igual, comum. Senso comum, que fica uma mesmice danada. É o que vende. Assisti por acaso, passando na tv a cabo. Não pesquisei sobre o filme. No fim, vi escrito algo sobre Alejandro Jodorowski aí resolvi ler algo sobre o filme. Mas, não foi ele quem dirigiu. Mas, o filme tem uma direção diferente, um enfoque diferente. Tendo em vista o famoso Hollywoodiano do filme, a gente pensa que é a personagem principal, fiquei surpreso, realmente não se espera vê-lo nesse tipo de filme. Enfim, não achei perda de tempo, tampouco me arrependi. "Dá para assistir" uma vez.
É o pior filme que já vi na vida. Diversas cenas em silêncio e flashbacks sem sentido. A história é vazia e confusa. Ryan só fala uma frase depois de uns 30 min de filme. O policial oriental maluco canta por mais tempo do que o Ryan falou o filme todo. Teve cenas que eu ri de tão surreal....
Filmaço! Prova da capacidade do cinema tem de provocar; simplesmente nos provocar. Nem todos gostam de serem provocados, se assustam quando saem da sua zona de conforto; este filme é isso, te tira do lugar comum; não é para qualquer um.
A questão é, porque Ryan Gosling se presta a atuar em um filme desse tipo? Um ator consagrado em excelentes roteiros e com elencos de peso, atuando em um filme sem sentido, com um roteiro bizarro e personagens estranhos, sem nenhum tipo de produção que mereça destaque ou reconhecimento. Este é mais um daqueles longas de fim de noite, horríveis. Sem dúvida, entra para a lista dos piores filmes.
Assim como o filme Drive(bom filme) o ator Ryan Gosling recebeu poucas falas. O fato do filme se passar Bangcoc e ter uma pitada de boxe tailandês, drogas, clubes de stripper teria tudo para ser um filme bem interessante, mas infelizmente acaba se tornando apenas mais um filme fraco sobre "vingança".
O filme é uma bomba. Nem parece que foi dirigido pelo mesmo diretor de Drive (que, aliás, nem é tão bom assim, mas é excelente se comparado com Only God Forgives). É trash. É B, com maiúscula. É intragável. É apenas um veículo para Nicolas Winding Refn mostrar rios de sangue e muita violência gratuita (a trilogia Pusher, que consagrou o diretor, já mostrava muita violência, mas na hora certa e a serviço de uma causa, ou seja, dos filmes, do seu contexto; aqui não há isso). O roteiro é um delírio (parece que o roteirista é fã de LSD). O filme começa com o irmão do personagem de Gosling aprontando todas (mas todas mesmo), sem que se saiba por que (e é gozado, pois o script sugere que a figuraça costumava fazer o mesmo quase todas as noites, sem que nada até então tivesse lhe acontecido, o que é, no mínimo, surpreendente, dado o grau do seu desatinado comportamento, como constatará quem assistir o filme). Já a escolha da Tailândia como cenário da mirabolante história serve apenas para justificar a inserção das artes marciais tailandesas, e seus executantes, no filme; tudo indica que não há outro propósito, além desse, em rodar o filme ali. Os atores se mostram deslocados e mal dirigidos. Gosling passa o filme todo com a mesma expressão, quer nas cenas de sexo, quer nas cenas de luta e matança, o que comprova que mesmo bons atores (e Rosling é um deles) precisam ser bem dirigidos (Jack Nicholson que o diga...) Mas quem causa maior estranheza é Kristin Scott Thomas, na pele de uma perua, mãe do protagonista, e que parecer estar sempre perguntando: como é que eu fui para aqui! (mesma pergunta, por sinal, que fazem os espectadores...). Resumindo: lamentável. Se continuar assim, é bem provável que Refn acabe seus dias como assistente de Tarantino... Isso se não for escalado para a continuação de Machete...
Nicolas Widing Refn continua aqui sua saga de querer convencer seu público que a gratuidade na violência sem necessidade narrativa, a falta de expressão de seus personagens e punhetagem visual sejam confundidos com estilo. Só que aqui parece que atinge um outro nível. O cara simplesmente pegou uma história que poderia ser contada num curta de 20 minutos e enfiou cenas longuíssimas e sequências desnecessárias e transformou num longa.
É, em certo nível, até um pouco de pegadinha com espectador a forma com que ele instiga cena-a-cena sem que não haja conteúdo por trás, apenas forma. Personagens perdidos, cenas avulsas, momentos criados apenas pela finalidade gráfica, enquanto a narrativa fica de segundo plano.
Estou rindo até agora dessa tentativa fracassada de Ryan Gosling de criar um personagem. Ele já não é um ator muito bom, e se pega um personagem tão vazio, que é uma reprise das piores coisas do motorista de Drive, nunca que vai conseguir dar escopo. Sua escolha por não mudar em momento ALGUM de expressão facial no filme e sua composição corporal com gestos mecânicos soa preguiçosa, o que gera cenas que causam uma extrema vergonha-alheia, principalmente quando o diretor resolve, sem mais nem menos, enquadrar apenas o rosto do personagem por longos segundos.
Se algo no filme vale além de sua trilha-sonora onipresente, são algumas escolhas fotográficas. O vermelho e o azul sempre presentes parecem querer dizer alguma coisa, e apesar de na verdade não passarem de um elemento visual a mais, geram quadros que, isolados, tornam-se pura arte.
Kristin Scott Thomas também vale a conferida. Apesar de Refn oferecer muitos poucos momentos pra atriz brilhar, insistindo em planos abertíssimos em que nem podemos ver direito as características pessoais dadas por ela à personagem, quando aparece, rouba a cena por sua impiedade e falta de discernimento moral (isso fica bem evidente na cena em que a mãe reencontra o filho pela primeira vez).
Recebeu elogios demais, depois do sucesso de Drive, e resolveu fazer um filme pra sustentar o próprio ego. Que na verdade, é um gigantesco embuste. Refn está deixando cada vez mais claro a farsa em forma de cineasta que é. Only God Forgives é raso, esquecível e muito, muito desnecessário.
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