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Sidney M.
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1.082 críticas
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3,5
Enviada em 15 de agosto de 2016
Gostei do filme, é claro que não aquela obra cinematográfica mas não tem a pretensão de ser. O esquema aqui é reunir a galera, esquece da vida e se divertir.
Quando vi o trailer de "Um espião e meio", fiquei com muita vontade de assistir o filme. Por se tratar de uma comédia, mas principalmente por conta dos protagonistas. Dwayne Johnson e Kelvin Hart são dois gênios que conseguem arrancar uma gargalhada facilmente. E eles não me decepcionaram. O filme tem ação (muita ação), tem reflexão e tem vários momentos divertidos. Vale destacar a forma como trataram a questão do bullyng. De forma divertida, sem ser caricata. Te faz repensar, e mostra o valor da amizade. Saí do cinema ainda mais fã do The Rock.
Este trama tem como principal objetivo, a superação das inseguranças dos personagens. A busca da sua verdadeira identidade. Dito isto, o que realmente funcionou neste filme foram os pequenos símbolos que refletem esse estado de “ânimo” dos personagens. Por exemplo, a escola representada em arquitetura grega, filmada em um leve contra-plongée, nos indica um lugar histórico, do passado, mas ao mesmo tempo sua história está muito presente na vida de todos. Ainda, a representação do “golden Jet” ou “jato dourado” em tradução livre, como símbolo de vitória e sucesso, servindo de inspiração e motivação para conquistar algo.
Contudo, apesar da historia ter um grande potencial, a narrativa foi mal colocada. Primeiramente, o tema da bullying, muito atual e um tema muito sério, foi transmitido como um clichê. É um menino gordo e nerd que é rejeitado, vítima de brincadeiras maldosas que depois se dá bem na vida e se torna um garanhão musculoso. O cara mais popular, esportivo, e bonitão, entra em um declínio, sendo um fracasso na sua vida profissional. Será que já não vimos algo assim antes?
Além disso, é a impressão de que o filme tentou desesperadamente ser engraçado, o tempo todo. Foram vários recursos visuais utilizados ao mesmo tempo, que não atribuíram um efeito natural à comédia. As elipses foram exageradas, alguns movimentos de câmara para criar tensões ou efeitos cômicos não funcionaram. As cenas de ação foram mal executadas e os sucessivos tiros para o nada é outro clichê mal resolvido. (porque, por serem agendas da CIA, eles conseguem atirar uns aos outros com balas que nunca atingem ninguém).
As piadas são tão sem graça, sem sentido e nada inteligentes, que chega a ser de mau gosto. Como, por exemplo, a cena em que mostra a forma como Bob Stone (Johnson) tenta fazer com que Joyner (Hart) confesse que ele queria ser pai simulando a queda do avião, ou então a cena do discurso do próprio bully Trevor (Bateman) que foi bem maldosa e tentou passar um tom cômico desnecessário. Podemos citar também a cena que a agente Harris (Ryan) tortura Johnson por horas, mas se desculpa dizendo que não foi “nada pessoal”, entre outros.
Por fim, os personagens também foram interpretados de uma forma muito exorbitante: Bob Stone (Johnson) é o machão com um lado tão emotivo que chega a ser infantil, dando a impressão até de um nível de burrice do personagem; Joyner (Hart), por outro lado, grita o tempo todo e não consegue tomar um atitude séria sem surtar.
O filme, em seu conjunto, resultou em uma comédia forçada com uma história de espionagem muito mal desenvolvida.
Um roteiro meio preguiçoso, mas que te tira algumas risadas que ao contrário do que se pensa, Kevin Hart que leva o filme nas costas, já que o personagem do The Rock esta muito forçado.
Trata-se de uma ótima comédia, mas também nos traz em sua composição um importante assunto, muito atual, que é o bullying. Muito discutido na comtemporaneidade, o Bullying, causa efeitos devastadores na autoestima de quem o sofre. E o filme Um Espião e Meio aborda de maneira muito clara o que de fato acontece na mente da pessoa que foi vítima deste mal. Parabéns!
Comédia rotineira que inclui bullying. The Rock é sempre simpático e divertido e aqui se junta com o ex-aluno mais popular do colégio para resolver uma situação de espionagem, mas não esperem muito.
Um Espião e Meio fica devendo em muitos quesitos. Porém, o grande deslize do filme é não se desprender por completo de uma pieguice. Algo que fala sobre como o filme usa mais seu coração do que o cérebro. Resultado também da química de seus protagonistas e do carisma de Dwayne “The Rock” Johnson e Kevin Hart que, junto das sagazes referências em forma de piadas, são o que salvam o filme. Assim, Um Espião e Meio em parte funciona e diverte, contudo, em parte é mais do mesmo e com um efeito tão efêmero quanto sua própria duração.
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