Excelente filme. Um grande clássico do cinema. É o típico filme que não poderá nunca ter uma refilmagem, pois a fidelidade ao livro e a qualidade do elenco não poderão ser repetidos jamais. Se trata de um filme que marcou história pelos diálogos interessantíssimos e pelas frases de efeito usados como referência até hoje em muitas obras da televisão e do próprio cinema. E o que falar da composição do personagem com os gestos e falas de Don Corleone? E o Michael de Al Pacino? Que começa tímido e meio que afastado dos "negócios" da família e que aos poucos vai assumindo tudo com propriedade absoluta.
Esse é o filme das frases inesquecíveis, tais como: "Nunca diga o que sente para alguém de fora da família", "Mulheres e crianças podem ser descuidadas, homens não", "Se você fosse meu amigo, os seus inimigos seriam meus inimigos agora".
É muito interessante ver no início do século XX, a ascenção da máfia italiana em pleno Estados Unidos, os tratados, as negociações, os interesses, o jogo de poder e interesse, a corrupção, as influências e tudo que envolviam a família Corleone e as demais presentes nos Estados Unidos. Algumas cenas são clássicas: como a morte de Paulie num lugar isolado, o atentado contra Don Corleone, a cabeça de cavalo ensanguentando a cama, as cenas viscerais e secas das mortes em geral, o atentado ao carro na Itália, dentre muitas outras.
O elenco é exepcional, especialmente Marlon Brando e Al Pacino. Apesar da longa duração e da maioria das cenas serem paradas, de conversas entre os integrantes do crime organizado, o filme tem boas cenas, reviravoltas interessantes. Destaco aqui o roteiro maravilhoso e muito bem adaptado pelo mesmo autor do livro, Mario Puzzo e pelo então novato Francis Ford Coppola que conseguiram mostrar bem a máfia italiana, desde a hierarquia familiar, atitudes específicas, até as festas tipicamente italianas com precisão incomparável. Coppola conseguiu realizar uma grande direção, com cenas clássicas, sabendo-se utilizar muito bem os planos gerais, os closes, e aliado à excelente fotografia, figurino e direção de arte criar o clima mais sombrio e até ameaçador em boa parte das cenas. Outro ponto que também merece destaque especial é a trilha sonora fenomenal e precisa imortalizada por Nino Rota, especialmente nas cenas da Itália com o tema clássico do filme.
Esse filme é a combinação perfeita de uma direção forte e segura de Coppola, atuações inspiradas e uma história interessante e com muito a dizer. Imperdível sob todos os aspectos, quem não viu não sabe o que está perdendo!