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Ana (Torrent) vive com a irmã mais velha, Irene (Pérez) e mais nova Maite (Sanchez) com uma tia, Paulina (Randall), que as aborrece, a avó (Díaz) que não consegue mais falar, e a empregada Rosa (Chico), numa mansão. O universo de Ana precocemente se depara com várias mortes. A da mãe (Chaplin), de uma doença letal. A do pai (Alterio), encontrado morto por ela, após ter esse encontrado uma amante, Amelia (Miller). E também seu pequeno porquinho da índia de estimação.
Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2023/06/filme-do-dia-cria-cuervos-1975-carlos.html
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Resolvi assistir o filme devido a fama de grande cineasta de Carlos Saura. Porém, não vi um filme grandioso. Tem sim os seus bons momentos, mas, no geral, nada de extraordinário.
Filme lindo! Lindo demais! Uma história tocante que trata da morte mais temida para todos nós: A morte da mãe. A protagonista vivida pela atriz Ana Torrent, lida de forma peculiar com a morte. Uma história que fica muito tempo em nossa memória e, em nossos corações. A canção "Por que te vas" é praticamente a "protagonista" da história. Uma canção que faz com que o filme ainda fique mais magnífico! Assistam que vale a pena!
A jovem Ana, personagem da estupenda Ana Torrent, acorda uma noite e se depara com seu pai morto, antes, vê se súbito uma mulher fugir da casa. Seu pai um militar a serviço de Franco, de alguma forma martiriza a consciência de Ana que está certa de ser culpada pela morte. Com uma abertura assombrosa, torna-se aos poucos uma crônica de Ana e suas duas irmãs que vão amadurecendo para a liberdade. Uma metáfora ao fascismo, porém, um filme bem sensível e gracioso. Geraldine Chaplin, a preferida e musa constante do aqui diretor, produtor e roteirista Carlos Saura, está maravilhosa em um papel duplo como a mãe de Ana, sofrida pelo câncer, e a Ana adulta que reflete sobre seus eventos passados. Tudo conflui implicitamente para suplantar o fascismo, algo suportado com peso, mas que, no fim, é vencido.
Por muito tempo ficaram em minha memória tanto a música "Por que te vás" quanto o ditado espanhol "Cría cuervos que te arrancarán los ojos". Ana Torrent era uma atriz promissora e sensível. Geraldine Chaplin foi uma escolha acertada do genial diretor Carlos Saura.
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