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Rodrigo Pina
5 seguidores
4 críticas
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5,0
Enviada em 19 de novembro de 2025
O elenco e o roteiro do filme são excelentes, é um clássico e um espetáculo de filme. Com certeza poderia estar em uma lista de 100 filmes para assistir antes de morrer. Deveria ter assistido antes.
Que atuação de Mattew Mc e Samuel Jackson! Um pai corroído pela dor, que faz sua própria justiça. O conflito racial que explode na cidade. Os conflitos internos de um homem branco e um homem negro. E o final?? Os dois "falam" com os olhos e mandam o recado que ainda há esperança. Filme longo, mas vale cada minuto.
Ótimo filme em atuações, amarração de enredo e direção. Mas ganha destaque na critica étnica e moral, a história nas entrelinhas não deixa ser cansativo de assistir, principalmente quando se entende a motivação do Jack em não abrir mão do caso.
Trata-se de um filme de tribunal que vai muito além do gênero: é envolvente, intenso e profundamente reflexivo.
A trama gira em torno de Carl Lee (Samuel L. Jackson), cuja filha Hannah é brutalmente violentada por dois jovens brancos. Desesperado ao perceber que os criminosos provavelmente receberiam uma pena branda — ou até mesmo seriam absolvidos, como já havia ocorrido em casos semelhantes contra negros — Carl Lee decide fazer justiça com as próprias mãos e executa os dois homens publicamente, nas escadarias do tribunal. O julgamento que se segue abala toda a cidade e desencadeia uma onda de violência e manifestações. Jake Brigance (Matthew McConaughey, em uma atuação memorável), advogado de Carl Lee, passa a enfrentar não apenas os desafios jurídicos do caso, mas também uma série de ataques pessoais. Sua família é ameaçada pela Ku Klux Klan e precisa deixar o estado, colocando em risco seu próprio casamento e equilíbrio emocional. A tensão do filme se constrói na alternância entre o drama do tribunal e a pressão externa, marcada pelo racismo, pelo ódio e pela perseguição. O espectador é mantido em suspense constante, sem saber até onde cada personagem conseguirá suportar o peso da situação. No tribunal, Jake apresenta uma defesa que oscila entre falhas e momentos brilhantes. Contudo, é em seu discurso final que ele conquista o júri, majoritariamente branco, com uma argumentação tão comovente que se torna decisiva para a absolvição de Carl Lee. Mais do que um filme de julgamento, é uma obra que expõe feridas sociais, levanta debates urgentes sobre justiça e racismo, e prende o espectador até o último instante.
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