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Diogo Codiceira
26 seguidores
920 críticas
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4,5
Enviada em 29 de junho de 2026
A hora da estrela é um filme de drama nacional que contou com a direção de Suzana Amaral que tbm participa do roteiro ao lado de Alfredo Oroz. Vale lembrar que o filme é baseado no romance homônimo de Clarice Lispector. Na trama, acompanhamos a jovem nordestina Macabéa (Marcélia Cartaxo), que vive em São Paulo. Trabalhando em uma pequena repartição como datilografa e morando em uma pensão em condições precária, divide o mesmo quarto com outras mulheres. Macabéa deseja ter um namorado e conhecer outro nordestino chamado Olímpico (José Dumont), onde tenta um relacionamento. O que falar dessa obra? Filme que foi escolhido para representar o Brasil no Oscar, mas que infelizmente nao chegou lá, porém ganhou diversos prêmios na Europa, América Latina e principalmente no Brasil. Amaral coloca sutileza na obra e uma licença poética para trabalhar a perspectiva do silêncio de Clarice Lispector. Basicamente se usa do modo externo, com imagem e nao apenas con expressões verbais, mas o rosto, a forma de falar e até mesmo andar de Macabéa. O argumento do filme segue o mesmo do livro: uma nordestina (estrangeira) sem pai e mae, com apenas 19 anos, está em uma cidade grande. Sendo muito ingênua, Macabéa logo sofre com a maldade existente da cidade grande. Incrível como Amaral emula isso muito rápido: já na primeira cena vemos Macabéa de cabeça baixa falando sim senhor, depois sabemos que foi a única que aceitou trabalhar ganhando abaixo do salário mínimo. O que nos corta o coração é perceber sua ingenuidade e o olhar de maldade dos demais, logo sabemos que a pobre irá sofre alguma consequência. É nesse curto modelo de espaço e tempo que se passa um trecho da vida da jovem de forma muito intensa. Precisamos falar da nostalgia que nos vemos diante do rádio relógio, com as notícias em tom de curiosidade sendo narradas. Tais notícias despertam de forma genuína a curiosidade da moça que usa Olímpico para fazer questionamentos. Reconheço, é verdade, que a película tem as suas limitações em nível de composição, mesmo de tecnologia cinematográfica – e me incomoda um pouco que, ainda em 1980, se utilize da voz gravada sobre o plano da imagem, algo que era feito nos primórdios do cinema brasileiro; contudo, toda essa carência e simplicidade no trato narrativo não deixam, jamais, de fazer um par harmônico com o conteúdo. Interessante como a camera usa os diferentes ângulos para identificar a subjetividade de Macabéa, seja no espelho, no momento da sua dança, mas serve para mostrar que existe algo em uma pessoa que está sendo apaga diante de todos ao seu redor. Por falar nisso, o tema social está super presente no filme, mas nao é abordado a miséria e pobreza de Macabéa e sim sua situacao de abandono emocional e afetivo diante daqueles que estao ao seu redor. Curioso é percebe que a sua inocência nao permite enxergar a sua infelicidade. Onde doi? Nao se sabe, para isso se toma remédio (aspirina). Desfecho com uma boa metáfora, da busca pelo outro, pelo amor genuíno, que doi, que é um risco. Por fim, que atuação de Marcélia Cartaxo. Está no meu top 5 dr atuações femininas dr toda a história do cinema brasileiro.
Acabei de terminar o livro e achei o filme extremamente fiel à obra. Arrisco dizer, inclusive, que o filme humaniza ainda mais a Macabéa. No livro, tenho a impressão de que, de forma intencional, ela é construída quase como um “nada”, alguém socialmente invisível e insignificante. Já a interpretação de Marcélia Cartaxo é excelente: ela traz sensibilidade, delicadeza e até certo carisma para uma personagem aparentemente banal, uma pessoa comum. Gostei bastante do filme.
Esse filme é sensacional literalmente lindo a história é aforismatica tudo o que a cartomante fala que, a vida dela seria tão triste e mentir para ela, a primeira vez que sente esperança é atropelada é de lindo significado
Fizeram o filme sem tirar a essência de Clarice Lispector, deixaram o filme com um ar melancólico do começo ao fim. Macabéa sofreu tanto, ela merecia um final feliz.
Gostei do filme, da inocência de Macabea e seu contraste com a expertise de outros personagens me envolveram. Me compadeci da protagonista diversas vezes. É um filme triste com final inesperado. Valeu a pena, é um clássico nacional, embora eu acredite que o desenvolvimento deveria ser mais minuciosa e aprofundado.
Primeiro ponto, vale lembrar que o filme é de 85, não podemos assisti-lo esperando elementos da atualidade. Dito isso, esse foi um dos primeiros filmes brasileiros que me propus a assistir e me encantei. Tem a capacidade de nos capturar a atenção e nos transportar no tempo.
Esse é um dos meus livros favoritos, me prendeu ao ler. PORÉM ESSE É COM CERTEZA UM DOS PIORES FILMES QUE EU JÁ VI!!! Não percam tempo, um desastre para a produção cinematográfica. Poderia ter sido bem mais aprofundado e foi uma BOSTA!
esse filme é uma obra prima amo muito a Marcélia Cartaxo atuando como a macabea é incrível uma protagonista que eu amo forte determinada e que não desiste dos seus sonhos outras pessoas deveriam conhecer essa obra prima do cinema brasileiro
Macabéa (Cartaxo) é uma jovem nordestina sonhadora e virgem que passa a morar em São Paulo. Orfã de pai e mãe, com a tia que a criou morta, Macabéa passa a morar em um pensionato, onde divide o quarto com três outras mulheres. Trabalhando como secretária, tem um chefe de seção paternalista, que não tem coragem de despedi-la e como colega Glória (Taxman), que faz sucesso com os homens e já fez cinco abortos.
mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2024/12/filme-do-dia-hora-da-estrela-1985.html
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