Com certeza, merece muito essa nota que ganhou, o filme é simplesmente perfeito, emociona, e te faz pensar no que o ser humano é capaz de fazer para sobreviver e encontrar sua família num desastre.... Drama que é tenso, mas vale muito a pena assistir. Recomendo.
Adorei o filme. Filme catástrofe, baseado em fatos reais, que prende a atenção e que nos envolve com a situação vivida pelos personagens. Naomi Watts certamente receberá a sua segunda - e merecida - indicação ao Oscar de atriz principal, pois está soberba na caracterização da sua personagem. Outro destaque é o pequeno Thomas, papel vivido pelo ator mirim Samuel Joslin, que roubou a cena nos poucos minutos que apareceu na tela. Nota 10
Choro " Tsunamis " sempre que vejo esse filme . A atuação do garoto Tom Holland é incrível ! Naomi Watts ( O Chamado ) também estava impecável neste filme .
Clint Eastwood já havia encenado a tragédia do tsunami na Ásia, em 2004, mas o diretor mostrou apenas a força da água como coadjuvante no longa “Além da vida”. Em “O impossível”, filme que resgata a temática, amplia ainda mais os trágicos acontecimentos e eleva o impacto e a emoção para níveis astronômicos.
A estória, inspirada em fatos reais, fala de uma família Britânica que vai passar as férias em um resort na Tailândia e é surpreendida por um tsunami devastador. A onda separa o casal e filhos e, quando as águas abaixam, Maria (Naomi Watts - em grande atuação) sobrevive e começa a procura por seus parentes em meio ao caos.
“O impossível” recria a tragédia com tanta perfeição de detalhes que a sensação que temos é de que o filme foi feito no momento do acontecimento. O longa emociona em diversas camadas dramáticas ao longo da projeção e o faz muito bem, como o realismo da destruição (incluindo a espetacular cena do tsunami), a solidariedade do humilde povo tailandês, a esperança e o sofrimento dos protagonistas e, sobretudo, o clímax arrepiante.
O diretor Juan Antonio Bayona (“O Orfanato”), que faz uma obra digna de Oscar, trabalha a narrativa com ritmo tão intenso que, mesmo sabermos como tudo termina, ainda ficamos com a sensação de mistério em relação ao desfecho dos fatos, o que valoriza ainda mais o fator emocional. Outro detalhe que enriquece o drama, além da trilha sonora pontual, é o tratamento da tragédia que chega a ser perturbadoramente poético em alguns momentos, como na ‘cosmética da destruição’, nos contrastes sociais e étnicos, na solidariedade e na força de Maria que inspira o título do filme.
Ainda que fique a curiosidade de ver mais versões sobre o acontecimento para explicar as poucas pontas soltas, o longa cumpre o que promete e faz refletir sobre as dores e os papeis sociais que os grandes desastres causam nas pessoas. Impossível não ficar com olhos marejados!
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