Precisamos Falar Sobre o Kevin
Média
4,2
1372 notas

107 Críticas do usuário

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wesleyaxe
wesleyaxe

10.962 seguidores 680 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2012
Filme excelente! Uma dura crítica à responsabilidade moral, que deve ser passada de pai para filho, quando não se tem limites e nem controle, as consequências podem ser inimagináveis. Uma forte reflexão sobre a sociedade de hoje, onde o cidadão nasce em uma família.
danicarreis
danicarreis

46 seguidores 71 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de fevereiro de 2013
Uma palavra que define perfeitamente: IMPACTANTE!
Atuações perfeitíssimas... Realmente um filme "punkaço" porém IMPERDÍVEL!!
David F.
David F.

25 seguidores 23 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de janeiro de 2014
Fiquei esperando muito mais do final, poucos personagens, talvez deixou o filme sem graça.
Mary M
Mary M

18 seguidores 55 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de junho de 2021
É um bom passa tempo, com alguns pontos fortes e outras partes um pouco entediantes. Senti falta de aprofundamento e envolvimento com os personagens, logo, não me envolvi muito com a história. Penso que a ideia é muito boa e poderia ter sido melhor executada. Amei a atuação do Kevin, e esse é um ponto forte do filme.
João Vitor Pereira
João Vitor Pereira

14 seguidores 59 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de julho de 2015
Filme impressionante, me deixou de boca aberta 
Daniella L.
Daniella L.

4 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de maio de 2016
O texto todo tem Spoiler.

Sobre a subjetividade humana ainda há muito que se falar, e o filme de Lynne Ramsay: Precisamos falar sobre o Kevin, comprova essa teoria. A narrativa demarca uma possibilidade para o posicionamento mãe-criança, dentro dessa cadeia imaginária de significantes resultantes na estrutura perversa. A obra é uma adaptação do romance de mesmo nome, que retoma a história de uma chacina que ocorreria em uma escola dos Estados Unidos, algo também que já é muito falado nas experiências americanas. No entanto o foco principal do discurso do longa é o drama de Eva (Tilda Swinton), uma mulher disposta a experimentar os prazeres da vida sem limites, que nunca quis ser mãe, mas que dá a luz a Kevin (Jasper Newell/ Ezra Miller), um menino que no decorrer de seu desenvolvimento apresenta comportamento extremamente hostil e agressivo, especialmente com ela, demonstrando prazer no sofrimento da mãe. Nem mesmo o casamento de Eva com Franklin (John C. Reilly) e a chagada na família de sua filha Célia (Ursula Parker) conseguem transformar a relação ambivalente de Eva com o filho, levando o espectador a tentar digerir um relacionamento marcado pela perversão, obrigando-o a falar sobre um tema o qual não tem muito conhecimento, porque, talvez, sempre fora mais fácil ignorar,
A narrativa alinear oscila entre o presente de Eva, devastado com os resultados das ações do filho: sua solidão, sua dependência de medicamentos, a injúria e maus tratos dos vizinhos e colegas de trabalho; com as lembranças de seu passado, uma tentativa fracassada de viver conforme as circunstâncias: o nascimento indesejado do filho, o seu casamento, o nascimento de sua outra filha e ate então a chacina na escola. Nesse sentido as sequencias são sobrepostas com as vivências de seu passado traumático, a culpa de seu presente, junto a falta de perspectiva para o seu futuro.
O filme inicia-se em uma cena sem som, em preto e branco, na imagem apenas o balançar suave e lento das cortinhas de uma janela para onde a câmera se dirige, sugerindo nos mostrar algo. A cena corta e podemos ver, em outra, o que a anterior sugeria: a vida de Eva, contraditória a calmaria da primeira imagem, conturbada, inconsistente, estimulante, chocante, comparada a um festival de tomates, como nos lembra as imagens que se seguem, sob as quais avista-se de cima, um mar de gente confluindo em meio ao vermelho sangue dos frutos, tão intenso como vazio atual da vida da personagem, como confirma-se nas cenas posteriores. A primeira cena do filme, da janela, no decorre da narrativa, é a mesma que nos mostra outra situação angustiante, contraditória, provando que nada é apenas o que aparenta: há muito mais para se falar quanto se trata do comportamento humano.

A ambivalência então, se torna a essência do discurso no filme, assim como a cor vermelha o seu relator. Nessa linha, essa narrativa comprova que a vida termina como começa , quando Eva nunca quis ser mãe e tem que se haver com o fato de sua gravidez inesperada: e simbólico nascimento do filho é também a sua morte. A sequência do nascimento é tão angustiante para ela, quanto para o seu espectador: a imagem turva confirma a ausência de desejo da mãe para com o filho, sua instabilidade, acompanhada pela fala da médica dizendo para ela não resistir quanto ao nascimento da criança. Mas não resistir ao seu nascimento seria confirmar a morte de quem ela é, em seu imaginário.
A relação de Eva com o filho durante o seu desenvolvimento é marcada pela dor e o prazer, o sofrimento e a satisfação: os sentimentos mais penosos cabem à mãe, enquanto que os prazerosos são sempre do seu filho, condicionados à dor de Eva. Ela não sabe lhe dar com a criança, não sabe como demonstrar amor (quando, culpada, acredita que possa não o ter), e em vista de sua fragilidade, o menino sempre busca dominá-la, inserindo-a em suas ações sádicas, perversas, para a sua satisfação pulsional. A falta de autoridade da mãe também é encontrada no pai, mais vulnerável, impotente às atitudes do filho, sempre muito passivo e ausente, um alvo fácil para a criança que, dissimulada, tenta agradá-lo, apenas para confirma para a sua mãe a sua “impotência”, e reafirmar a sua autossuficiência narcísica. Nesse transcorrer narrativo, identifica-se pouco a pouco um sujeito perverso, enquanto estrutura psíquica, a sua constituição e o seu desenvolvimento, junto a um cenário apropriado a essa condição de subjetividade.
A constituição do sujeito e assim como da estrutura narrativa é condicionada pela teia de sentimentos distintos que se estruturam em significados importantes no desenvolvimento do enredo fílmico. Afinal, a relação entre mãe e filho é marcada por ambiguidades que convergem apropriadamente com a estética e a trilha sonora da narrativa, demonstrando o contraditório dos relacionamentos, mas especialmente da relação entre mãe e filho. Por isso, a imagem representada é instável em sua linearidade temporal, a cor vermelha é sempre invasiva, mesmo em cenas em que é mal quista; a câmera lenta registra imagens contraditórias a angustia expressa na encenação e a música sempre ritmada sobre notas que expressam alegria ou traduzem o amor em sua letra, em contradição ao drama e ao sofrimento que se expressa na tela.
O ápice do filme se atém não na tragédia ocasionada por Kevin, o que acarreta no massacre em sua escola e na morte de seu pai e de sua irmã, mas nas visitas que Eva, mesmo depois de todo o ocorrido, faz ao filho no presídio. Encontros sempre muito silenciosos, como se um esperasse sempre algo do outro, refletindo um pouco da posição dos espectadores desesperados por uma explicação sobre o desenrolar da história. E para o alívio de alguns, em uma dessas visitas, a mãe pergunta a ele o porquê do que fez, e sua resposta é clara: “Eu achava que você sabia... Agora não tenho tanta certeza”. A afirmação do personagem comprovaria que a essência do comportamento perverso poderia ser sustentado pelo relacionamento da mãe com o filho, ou explicado pelo estrutura familiar, pois a própria culpa de Eva por rejeitar seu bebê (um posicionamento percebido por ele) a condiciona a aceitar o lugar de objeto frente as demandas perversas da criança. Apenas isso, provavelmente não, e a incerteza na resposta de Kevin comprova esse fato: muitas correntes teóricas poderiam tentar explicar a origem de um comportamento perverso. O principal foco seria a mãe, Eva, emergida na culpa e o filho na sua satisfação de seus desejos para com ela. Mas a verdade é que pouco se fala no assunto, ou por ser chocante demais aos idealistas, ou por as pessoas não saberem o que fazer com ele, afinal, Eva também não sabia o que fazer com Kevin.
Weid W
Weid W

14 seguidores 16 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de outubro de 2015
Um ótimo elenco, um ótimo enredo, um ótimo roteiro, um ótimo desfecho, um excelente filme...
Jéssica F.
Jéssica F.

33 seguidores 58 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de abril de 2012
Você sabe que um filme é bom o bastante pra vc por na seleta lista de favoritos quando ao acabar, vc já quer assistir de novo e de novo. E acha lindo mesmo ele tendo uma das mais terríveis histórias.
Essa reação que esse filme me causou. Terrivelmente belo.
Comparei qndo estava assistindo com a Profecia, e acho que o terror na vida real, é o que esse filme define.
Os personagens são mto bem construidos, e contam com atuações grandiosas, tanto a Tilda Swinton qnto o Ezra Miller e até o Jasper Newell que f az o personagem do Kevin quando criança.
Tenso,impactante, com dialogos acima da média. E que históriaa!!! Precisodesse livro agora,que deve ter mtos mais detalhes. RECOMENDO.
Jacqueline
Jacqueline

8 seguidores 51 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de agosto de 2013
O filme mostra como a sociedade é preconceituosa com a mulher,pois quando o filho faz alguma coisa de errado,a primeira indagação é : onde está a mãe desse menino?
Eu sentia pena da personagem de Tilda,o carma dela era pesado spoiler: :o filho não gostava dela,ela dizia isso ao marido,que pensava que ela estava implicando com o Kevin,a filha perde a visão de uma vista por causa do irmão,ele assassina um monte de gente no colégio e mata seu pai e sua irmã e
quem leva a culpa é ela.
Yan
Yan

8 seguidores 47 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de fevereiro de 2014
Filme bom e tecnicamente bem feito. Retratado em diferentes épocas, o espectador é convidado a montar em quebra cabeça. Na verdade, quem assiste ao filme ve a construção de uma tragédia anunciada no princípio da película. O diretor chama atenção para o tema que é recorrente principalmente nos EUA mas repetidos pelo mundo a fora. Atuações impressionantes, pouco diálogo mas muito a dizer. Fotografia interessantíssima que consegue passar a emoção que o diretor quer. Recomendo.
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