Precisamos Falar Sobre o Kevin: Críticas - Página 4
Precisamos Falar Sobre o Kevin
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Sil R.
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4,0
Enviada em 18 de junho de 2017
O filme é muito bom, a linha temporal do filme é instável e você pode ficar um pouco confuso, chega a ser cansativo ficar tentando entender de que época é aquela cena, é como se estivéssemos vagando pela cabeça da mãe com suas lembranças e percepções, nesse balanço você vai recebendo pequenos golpes até os momentos finais, qdo resolvem bater pra valer!
O filme é baseado em fatos que colocam em dúvida o espectador quanto sua veracidade, pois algumas cenas são bem chocantes. O que por outro lado nos traz para a reflexão, além de tocar em questões referentes ao bullying, depressão e a outros problemas psicológicos da mente humana. Vale destacar a sensibilidade da diretora (Linne Hamsay) em apresentar uma tragédia que já se mostra anunciada por conta de alguns fatos retratados desde a infância de Kevin. Enfim, observamos nesse filme os resultados gerados por situações mal amparadas e resolvidas pelo poder público, pela família e sociedade.
Como diz o velho ditado, "amor de mãe é incondicional". Mesmo convivendo com o estranho comportamento de Kevin, desde bebê, Eva, assim como seu marido, sempre superprotegeram o filho de suas estranhas atitudes, encarando com naturalidade aquela realação familiar conturbada, talvez até sem perceber. Observa-se nítidamente uma família desajustada. Falta de diálogo, de observação, intolerância, etc, são os ingredientes para um quadro de evolução que pode desencadear consequencias, até previsíveis e possíveis de ser evitada, desde que alguém observe e procure ajuda há tempo.
Roteiro muito bem montado, como um quebra-cabeças, vai conduzindo e prendendo a atenção durante todo o filme. A fotografia super!
Uma das cenas que mais me chamou a atenção foi a do sanduíche no prato, o qual Kevin comprime o pão de forma sobre o recheio de tomate seco com môlho vermelho sangue. Cena que associada a dos cadernos absolutamente em branco, são as deixas, que sugerem o massacre na escola que posteriormente viria a acontecer.
Sem dúvida nenhuma, um dos filmes mais fortes que já vi... Não pelas cenas mostradas, mas sim pelo desenrolar da história!!! Os atores escalados estão ótimos (nem tem o que dizer de Tilda Swinton e John C. Reilly), mas o destaque fica para a atuação dos atores que interpretam Kevin na fase criança e adolescente (Ezra Miller). Muito bem dirigido e bem contado "Precisamos Falar Sobre o Kevin" é um dos melhores filmes dessa década. RECOMENDADÍSSIMO!!!!
Achei um excelente filme, apesar de sua condução meio que lenta e repetitiva. Um filme bem tenso e dramático. Com um final bem surpreendente, que por sinal, foi o ponto alto do filme. Destaque também pra atuação do garotinho Kevin, e também para o ator que interpretou o Kevin na versão adulta, que deu um tom sombrio ao menino...
Nesse filme mostra como reagem as famílias dos agressores e não das vitimas como estamos acostumados. Superar o ocorrido é doloroso para todos e fica bem pior quando não se tem apoio ou onde procurar já que todos o considera o problema. Ótima atuação de Tilda Shilton e Jonh Reilly.
um filme muito intenso, provocativo e relativamente pesado psicologicamente. em termos técnicos há uma grande riqueza para os amantes de cinema, isto é os Tapes muito bem editados, a perspectiva em primeiro plano da protagonista (que por sua vez estava muito bem feita). o tema complexo também é ótimo para segurar a atenção. contudo, acho que o ponto mais fraco está na evolução da história e sua concretização que ficou rala quando comparada a toda intensidade que provocou no início e sobretudo no meio da história.
Olha, tenho que dizer, achei muito, mas muito ruim mesmo. Eu li o livro antes e fiquei decepcionada. O filme deixa de fora tantos momentos essenciais do livro, que contribuem para entender a personalidade dos personagens, as relações entre eles, os conflitos existentes. Eva é muito mais viva e falante do que se mostra no filme, Kevin é muito mais maldoso e sarcástico, Franklin é muito mais forçado (como pai) e iludido. Existem conflitos gritantes entre o casal e entre Kevin e Eva. Até mesmo entre Celia e o pai. A atuação de Tilda Swinton deixa muito a desejar. O roteiro, nem se fale. Enfim, pra quem não leu o livro pode ser que agrade, mas pra quem leu... é perda de tempo.
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