[Precisamos Falar Sobre o Kevin](/precisamos-falar-sobre-o-kevin) aborda de maneira surpreendente e inovadora o ponto de vista não de Kevin, um menino problemático que se tornará na sua adolescência autor de uma tragédia, mas o drama de sua mãe, evocadamente chamada Eva a que deu à luz Caim, o primeiro assassino do mundo bíblico e interpretada por Tilda Swinton de maneira brilhante e sem qualquer reservas.
Uma história que conta sobre um assassinato em massa em uma escola, sendo vista do ponto de vista da mãe do assassino. Por si só já é um ponto impactante e inovador. O filme conta uma ótima história, de como a coisa chegou a esse ponto, de como é a vida pós esses casos. Não consegue cobrir todos detalhes que o livro traz, mas consegue trazer a tensão e a angústia dos principais momentos
Um filme desconfortante .., denso..! impactante.., Muito bem feito , direção primorosa , trilha sonora bem feita.., o filme te deixa um tanto aflito pela passividade dos pais na criação do menino.., isso me incomodou , me deixou agoniado..! sensacional a forma de manejo da câmera , com closes intimistas , parecendo que entravamos na alma do personagem.., Tilda Swinton está fantástica no filme! assim também como o jovem Ezra Miller , Um filme que nos traz reflexão.., sobre comunicação , sobre como uma boa conversa ajuda e resolve muito .., sobre impor limites! e o final , é simplesmente um tapa na cara!
O filme em si é movido todo pela atuação de Tilda Swinton a protagonista e matriarca do "problema Kevin". O titulo do filme é irônico pelo fato de que é a questão principal, por que não acontece? O filme é bastante não cronológico e por isso não dá para acompanhar muito pelos eventos e cenas em si mas a grande sacada e acompanhar a experiência pessoal de Eva, com certeza uma das melhores características do filme. A situação em si assombrosa mas abordada de um ponto vista pessoal da personagem do filme. Gostei bastante, falemos, um filme não adequado para assistir numa tarde de final de semana mas conveniente para um momento de curiosidade. Choque muito mais pessoal para cada pessoa que assiste. E antes que pensem: não tem susto e cenas de sangue o ponto de vista do filme não esse. Muito bom pela experiência vale a pena assistir. A obra obviamente e trabalhada para trazer o suspense e drama que apresenta, o objetivo e esse mesmo.
Precisamos falar sobre o Kevin foi um filme dirigido por Lynne Ramsay que também roteirizou e contou com a ajuda de Rory Sterwart Kinnear (Lembrando que o filme é baseado no livro homônimo de Lionel Shriver). A trama conta a história de Eva (Tilda Swinton) que é casada com Franklin (John C. Reilly), mas nunca quis ser mãe. Porém, Eva tem o seu primeiro filho, Kevin (Erza Miller) e a partir disso começa a ter uma relação complicada. O filme começa com Kevin adulto e preso, Eva se ver como responsável pela tragédia que o filho cometeu. O filme procura abordar a racionalização de uma mãe sobre os feitos do seu filho que o deixou na cadeia. Afinal, o garoto tem traço de psicopatia por conta da criação, dos acontecimentos de sua vida ou já nasceu assim? Apesar do filme ser previsível, o que nos prende a trama, é que desde o início sabemos que algo não vai dá certo, e os problemas são vão aumentado à medida que o filme vai avançando. O filme trabalha com duas linhas do tempo diferente: a atual com Kevin preso e Eva sendo culpada por todos da sua cidade diante do acontecido e o segundo com o as suas memórias a partir do nascimento de Kevin até a tragédia. O foco do filme é Eva, pois a sua memória é que projeta os acontecimentos com Kevin e alguns outros são ocultados. Precisamos enaltecer a incrível atuação de Swinton e Miller que encenou bem o jovem problemático.
Denso e complexo, PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN foge das soluções fáceis e das dicotomias rasas do bem contra o mal e do bom contra o mau...E talvez por isso mesmo, e também por uma frieza em retratar a tragédia que chega a ser opressora e insensível, seja impenetrável ao grande público, acostumado a soluções fáceis e simples, onde os personagens são retilíneos, plenos e sem dubiedade alguma.
Uma viagem sem concessões aos meandros da mente humana e à complexidade da vida, o filme não é indicado para quem pensa que os dilemas humanos podem ser solucionados com a leitura de manuais de auto ajuda.
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