Esquadrão Suicida
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3,3
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Eder Brito
Eder Brito

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2,0
Enviada em 14 de maio de 2018
Muito Fraco ainda mais considerando os valores que esse filme deve ter gasto para ser feito. Diálogos pavorosos como chegar na cara da Antagonista e dizer "Você é má"...o filme acha que o espectador é idiota ao ficar afirmando coisas obvias como " spoiler: precisamos tirar o coração dela, ai depois afirma...ela conseguiu tirar o coração dela (como se fosse obvio a todos.
Furos sem sentido...por exemplo, tem alguem prestes a destruir o mundo...ta uma guerra do cassete nas ruas...E poucos quarterões antes há um bar aberto ontem algumas pessoas já estavam relaxando e tomando um Drink e ignorando totalmente a situação q estava ali fora...Um dois piores roteiros que já vi...dialogos extremamente fracos e esquecívels. Trilha muito boa, Atuações da Margot (show) e Will salvam...
Diego S.
Diego S.

16 seguidores 6 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 9 de agosto de 2016
Diretor/Roterista.....................David Ayer
Pistoleiro.................................Will Smith
Arlequina.................................Margot Robbie
Coringa.....................................Jared Leto
Amanda Waller..........................Viola Davis

Desde a comic con de 2015, "esquadrão suicida " vem sendo vendido como um filme de super-vilões totalmente irreverente.Mas o resultado é um filme irregular,desordenado,e que falha de maneira desastrosa em ser "os guardiões da galaxia" da DC. Vamos por partes ,no primeiro ato do filme temos a introdução dos personagens e da historia. A apresentação dos futuros integrantes do esquadrão é chata e repetitiva. A formula usada é a seguinte : temos uma lista .O primeiro da lista é o pistoleiro. Um rapido flashback é apresentado de maneira apressada e com uma musica característica de fundo. E tambem temos uma ficha que aparece rapidamente ao lado do personagem que consta os seus poderes,altura e etc. Depois disso ,temos o mesmo pra arlequina e assim sucessivamente. O problema é :
1- As fichas que constam as caracteristicas e habilidades dos personagens passam muito rápido,sendo impossível de ler tudo e ainda acompanhar narração em off da Amanda Waller.
2-Não é atraves de fichas que se cria empatia pelos personagens.Sendo assim, elas são quase que despensáveis.
3- As fichas são apresentadas de uma maneira esparafatosa e colorida(como se fossem grafites) parecendo com a abertura da malhação ou qualquer outro programa adolescente.
4-David Ayer colocou uma musica para cada personagem na tentativa de desenvolve-los mais. Acontece que essas musicas não casam em nada. Ele mistura rolling stones e queen com pop e hip-hop. E ao longo do filme,ele tira e coloca muitas musicas aleatoriamente de uma maneira não pensada.Então fica uma confusão sonora. É como se ele estivesse na sala de montagem e saisse colocando as musicas de seu celular no filme de maneira aleatória . Fica óbvio que ele estava tentando imitar James Gunn("guardiões de galaxia'').Mas veja bem ,James Gunn desenvolveu seus personagens atraves do roteiro e de ações . As musicas foram usadas como algo à acrescentar.E além disso ,as musicas de "guardiões da galaxia'' dão o tom do filme e condizem muito com a personalidade de Peter Quill tornando-o ,assim, mais multidimensional.Então se David Ayer tentou fazer algo igual ,simplesmente não deu certo.
5-Essas cenas de flashbacks de personagens são muito apressadas e jogadas. Principalmente as da Arlequina. A cena em que o coringa a transforma em "arlequina'' usando o eletrochoque é muito picotada.A montagem é tão ruim que essa parte parece uma daquelas cenas editadas para o trailer(onde voce não pode entregar muita coisa).
6-Então, voce tem toda essa pessima introdução de personagens se repetindo de novo e de novo.
Depois de tudo isso, temos a apresentação do plot do filme . Amanda Waller é uma das pessoas de maior autoridade do pentágono.Temendo a aparição de outro ser superpoderoso como o superman que não possua "os mesmos valores" dos humanos ,ela decide criar uma força tarefa que possa participar de missões secretamente.Uma equipe que possa colocar a poeira debaixo do tapete.E se algo der errado,é so culpa-los.Afinal de contas, eles são vilões. Vai saber porque essa força tarefa precisaria de uma mulher sem poderes com um bastão e um cara que so tem boomerangues. E a premissa do filme contradiz a mesma.A ameaça global do filme,Magia ,surge exatamente pela união dos mesmos. Então, eles se juntam para acabar com um problema que foi resultado da sua propria união.Não faz muito sentido né ?
Amanda waller "recruta" Juune que é possuida por Magia,uma bruxa de milhares de eras atras super poderosa. Amanda consegue controla-la pois possui seu coração, o que lhe tira sua liberdade. Acontece que magia liberta seu irmão(que ate então não havia nem sido mencionado) e eles juntam forças . E apartir dai , o roteiro ignora completamente o coração de magia que estava em posse de Amanda Waller. Se Amanda estava com coração em suas mãos era so destrui-lo para acabar com toda essa dor de cabeça em questão de segundos.
E temos os vilões do filme que são simplesmente estereotipados e nem um pouco desenvolvidos. Suas motivações são as mesmas de sempre , "dominar o mundo". E seu exércitos é composto de criaturas genéricas que possuem um pessimo design. E a modelo que interpreta Magia faz caras e bocas durante a maioria das cenas.E mais uma vez, o filme contradiz a propria premissa. O esquadrão que foi formado para missões secretas e sujas agora é obrigado a deter uma ameaça global e salvar o mundo.
Agora,já estamos no meio do segundo ato e o que era pra ser um filme de equipe acaba virando um filme da arlequina e do pistoleiro.Katana,capitão boomerangue,el diablo,crocodilo e amarra quase não tem relevância e são meros coadjuvantes. Amarra é o primeiro a morrer e isso com apenas tres falas. David Ayer acabou não soubendo aproveitar todos os seus personagens ,dividindo de uma maneira muito desigual sua relevância e importancia.É bem provavel que voce saia do cinema sem nem lebrar o nome de todos eles. É na metade do filme tambem que fica evidente que o filme é irregular.Ele não tem um tom definido. A maioria das piadas não funcionam e não se encaixam. David Ayer acabou revelando ter um pessimo timing para comedia e interação de personagens.
À medida que se aproxima mais do terceiro ato,as coisas começam a ficar mais previsíveis e clichês. Os vilões,ou melhor,os pseudo-vilões começam a se tornar bonszinhos. E o artifício usado é um sentimentalismo barato e piegas demais para fazer voce acreditar naquilo.Sem falar ,que o markiting havia dito que esse era o primeiro filme de "vilões horroros''. so que na verdade, David Ayer acabou infantilizando os personagens tornando-os(inexplicavelmente)em heróis. Algumas cenas chegam a ser cafonas como o sacrificio de EL Diablo. O personagem alega que vai morrer defendendo a sua segunda familia. Familia essa formada por pessoas que ele conheceu em menos de 24 horas que é formada por loucos e psicopatas. A resolução da magia pelas mãos da arlequina tambem foi outro momento desses " não vou deixar que machuque os meus amigos" .Ou então o momento em que o pistoleiro, assasino frio e calculista,fraqueja ao atirar em arlequina. E mais uma vez , a montagem horrivel marca presença. No meio da ação do clÍmax, somos apresentados flashbacks desnecessários que destroem o ritmo do filme que mal tinha sido construido.
E finalmente temos o terceiro ato, os recem-formado heróis contra o vilão . Esse ato aborda completamente os clichês do generos com direito até ao raio azul em direção ao céu(o mesmo de vingadores,quarteto fantástico,senhor dos anéis,harry potter,indepedence day e outros). Na verdade ,toda a sequência em si lembra muito o terceiro ato do primeiro caça-fantasmas. E as cenas de ação são pouco inspiradas.As coreografias não são lá grandes coisas, a continuidade é toda furada e picotada. E o diretor emprega um uso excessivo de camera lenta(tentativa falha de imitar zack snyder em 300).E a fotografia não é muito perciptivel na hora em que estão lutando no meio da fumaça e da água.Quase não da pra entender o que esta acontecendo. Sem falar que é dificil de imaginar quatro deles lutando de igual pra igual com um ser super poderoso.
sobre a arlequina :
Margot Robbie é uma boa atriz mas o roteiro não a favorece com frases de efeito e piadas que não funcionam. É como se o filme não conseguisse retratar o quanto a personagem é louca ,por isso ,corre-se para o caminho mais fácil do tipo "eu sou louca hein ,cuidado comigo porque eu sou louca".Sem falar que ela é retrada de uma maneira muito machista e sexista pelo diretor. Na maioria de suas cenas o enfoque das cameras estão em sua bunda.Enquanto os outros lutam na chuva com roupas fechadas ,ela usa mini-saia. Eu entendo que a personagem é sexy, mas ai também é apelar demais. Afinal de contas,Marilyn Monroe sempre foi sexy sem ser vulgar. Assista " quanto mais quente melhor '' e ''o pecado mora ao lado" para voce ver.
quanto ao coringa :
Muito se foi falado do coringa de Jared Leto durante a divulgação do filme. O próprio diretor e elenco fez questão de fazer o maior alarde a respeito nas duas últimas comic cons. E o resultado é decepcionante.Primeiro vamos lembrar um pouco do coringa passado,o de Heath Ledger. A atuação de Heath Ledger como coringa foi tão incrível que qualquer comparação com o Robert de Niro em ''touro indomável'' ou com o Marlon Brando em ''poderoso chefão'' não é nenhum exagero. Heath foi fundo no personagem e ao mesmo tempo o reiventou. Seu coringa era a encarnação do mal,um anarquista,um agente do caos( lembra até um pouco os personagens de ''clube da luta'' e de ''laranja mecânica''). Bastava um segundo de cena pra perceber o quanto o seu coringa era perigoso e psicopata. Ele criou varios trejeitos para compor o personagem : a língua inquieta que lambia as cicatrizes como se fosse pra verificar se elas ainda estavam lá ,o olhar não fixo entre outras coisas. E sua risada era macabra. E como se não bastasse ,Cristopher Nolan(diretor de cavaleiro das trevas) deu um ótimo objetivo para o personagem : provar que qualquer um que tiver um dia ruim pode enlouquecer. E agora temos o coringa de Jared Leto em esquadrão suicida. Pra começar sua participação no filme é praticamente descartável e irrelevante. Se no ''cavaleiro das trevas'' o coringa era centrado em causar o caos na sociedade,aqui ele só ta interessado em recuperar sua namorada de volta. E sua atuação é simplesmente muito exaltada(como uma imitação do tony montana). É muito caricato e exagerada . E o pior é que ,em momento nenhum ele é ameaçador. E ele cria uns trejeitos estranhos como fazer um som parecido de um porco quando chega perto de sua primeira vitima no filme. E fica rindo o tempo todo(e sua risada é horrivel). Se o coringa de Heath Ledger ria quando se divertia com algo,esse aqui ri o tempo todo só para lembrar o expectador de que ele é o coringa. Só que é preciso mais do que isso pra nos convencer disso. Até o coringa de Mark Hamil(o do desenho da decada de 90 dublado pelo eterno luke skywalker) consegue ser melhor.
os unicos qua mandam bem no filme são o pistoleiro e amanda waller. will smith,não importa o que faça,sempre é carismático e Viola Devis é durona pra caraca como amanda waller(assim como nos quadrinhos). Então é isso, "esquadrão suicida" tinha tudo pra ser um filme super autoral ,mas acabou sendo decepcionante. Nem ''bohemian rhapsody'' salvou o filme.

spoiler:
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de outubro de 2016
Esquadrão Suicida - não sei como puderam fazer críticas negativas sobre esse filme, achei um dos melhores do ano, já estava ancioso pra assistir e gostei muito, principalmente da Arlequina, pq será que ela vai ter um filme só dela? fora que a trilha sonora apavora.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 30 de janeiro de 2019
Com o sucesso de guardiões da galaxia do lado da Marvel o que foi uma grande surpresa,a Dc resolveu apostar em um novo grupo também:O Esquadrão Suicida que teve um trabalho de Marketing e divulgação excepcional além dos Trailers nos ter dado expectativas e não só para o filme como o novo coringa do cinema e tudo isso acabou resultando em uma das maiores decepções do ano de 2016.O filme tem a proposta de reunir um grupo de vilões para que possa resolver problemas fora de alcance dos militares e como recompensa uma diminuição de pena,a ideia é altíssima qualidade mas que basicamente foi jogada pro ralo apesar de ter alguns bons personagens.O diretor escolhido foi David Ayer que além de dirigir também é roteirista mas infelizmente ele não se sai bem,primeiramente o filme é carente de violência o que não cola porque o esquadrão tem como característica a violência mas isso não é maior culpa do diretor pois a Warner para fazer algo mais lucrativo impossibilitou a possibilidade ficando mais difícil de termos uma história menos enlatada,os primeiros minutos são promissores apresentando os integrantes mas ele parece não saber levar a história a um rumo que faça sentido ou que se sustente e consequentemente temos personagens vazios e sem desenvolvimento como é o caso do capitão Bumerangue,Katana,Crocodilo e o El diabo que ainda é tentado acrescentar algo mais já é tarde demais,os que tem mais desenvolvimento e é criado um apreço são Will Smith como pistoleiro com uma boa atuação e é um dos destaques e a verdadeira vilão do filme é a Viola Davis como Amanda Waller ,mas o destaque maior é a Margot Robbie como Arlequina,ela é louca sexy e tem uma atuação impecável.Mas o que tinha mais expectativas era Jared Leto como coringa que foi um balde de água fria ele nem tem tempo de tela suficiente e apenas entrega Flashes de um coringa ao menos um pouco convincente.A vilã do filme é patética algo ridículo e os efeitos especiais dão conta do recado.Esquadrão Suicida tem um bom começo mas logo se derrama em clichês e se desenvolve em uma trama chata que só é segurada pela Arlequina e pistoleiro e não tem mais nada a oferecer.
Wagner J.
Wagner J.

6 seguidores 3 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de julho de 2018
Atuações fracas, mania da DC de adotar um cenário noturno levando a entender que estão economizando com efeitos especiais. Coringa descaracterizado, etc. Péssimo filme quando se esperava muito mais.
Luccas Goulart
Luccas Goulart

51 seguidores 133 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de novembro de 2019
Depois dos trailers excelentes na época eu fui ver no cinema muito animado é ansioso
Mas o trailer me enganou muito é engano todo mundo é legal mais não merece nota legal pois não foi legal a propaganda enganosa
Lilia Fitipaldi
Lilia Fitipaldi

10 seguidores 30 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de novembro de 2019
Depois da decepção que foi Batman vs. Superman ouso dizer que a maioria das pessoas tinham certas dúvidas sobre o filme, incluindo essa pessoa que vos escreve. Várias perguntas surgiram na cabeça do público: a DC conseguiria fazer uma boa adaptação da história? Será que esse filme seria melhor que o seu antecessor? Como seria o Coringa de Jared Leto? 
Para a maioria dos fãs Esquadrão Suicida era a grande chance da DC ultrapassar a rival Marvel, as expectativas do filme eram altas, altas até demais. 
 A História do filme era até então uma coisa inédita no cinema; afinal, como o próprio diretor do filme, David Ayer disse não se trata dos heróis contra os vilões (nem vice-versa) se trata dos Vilões contra um mal muito maior. O filme tinha a difícil missão de fazer o publico leigo simpatizar com a história dos vilões. E digo com toda a certeza que conseguiu. 
 O roteiro é bem desenvolvido, apresenta bem os personagens e soube equilibrar o tom cômico e o sombrio. 
Sobre as atuações Viola Davis, Margo Robbie e Will Smith merece destaque. Davis conseguiu captar a personalidade autoritária e enigmática de Amanda Waller; enquanto Margo Robbie roubou a cena e acabou se tornando a estrela do filme, a interpretação Robbie foi maravilhosa e fiel a pessoa estilhaçada, louca e apaixonada que é a personagem Arlequina; já Will Smith particularmente foi o que mais me impressionou (confesso que das escolhas do elenco o nome de Smith foi o que mais me causou discórdia) fico feliz em dizer que o eterno Maluco no Pedaço calou a minha boca, seu Pistoleiro trouxe fielmente toda a personalidade bagunçada do personagem. 
 Já o Coringa de Jared Leto mostrou fielmente todo o poder do personagem e um pouco de sua psicopatia, porém a interpretação de Leto deixou deixou a desejar, seu Coringa ficou mais parecendo um mafioso, um rapper gângster do que o grande vilão psicopata que realmente é. O fracasso de Leto só é compensado quando suas cenas com Margo Robbie são mostradas. Os dois conseguiram mostrar de forma sublime o relacionamento obsessivo e violento disfarçado de romance de seus personagens. 
 O filme também pecou em dar muita enfase em personagens já conhecidos e negligenciou outros que mereciam ser mais explorados como Capitão Boomerang e Katana.
Esquadrão Suicida foi a redenção da DC, que mostrou que ainda está no páreo e que ainda há muita coisa boa por vir.
Edlincom O.
Edlincom O.

10 seguidores 12 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de agosto de 2016
Quando saiu o trailer , eu pensei mentalmente " Ate que enfim algo diferente " Não foi o que aconteceu . O filme e muito previsivel , facil de captar o que vem em seguida , e sempre com aquela sencacão de "Poxa ja vi isso " , Uma mistura de thg(Esperança o final ) , xman , etc . fiquei decepcionado em partes , esperei algo novo q te prenda na telinha e nao te solte , a dc continuou a errar , em minha opniao errou até mais do q o confronto de Batman x superman , com erros de sequências bem mais visíveis . Porem o lado fã amou , adorei a atuação da Viola e da Cara . Margort tbm estava incrivel as tres levaram o filme nas costa .
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 4 de agosto de 2016
Muito barulho e pouco resultado. Viola Davis dá o tom deste filme que imita o padrão Marvel, mas aqui com metahumanos do crime, que infelizmente têm momentos fofos e afetuosos. Um Esquadrão com tipos estranhos e sem capacidade de neutralizar o controle ao qual estão submetidos docilmente. Margot Robbie como Alerkina é o maior destaque com talento e papel bastante marcante, louco e irônico. O oscarizado e excelente ator Jared Leto como Coringa é o mais aguardado e a maior decepção, pois seu papel é minúsculo e desconectado da trama. Não pode competir com Jack Nicholson ou Heath Ledge que foram protagonistas e Heath Ledger ainda contracenou com o excelente Christian Bale e levou um Oscar in memorian pelo papel. Leto pode superar Ledge? Sim, mas precisa de um roteiro expressivo e contracenar com atores de peso. DC Comics precisa melhorar muito, pois não adianta promover tanto e entregar tão pouco.
Lucas Alcântara
Lucas Alcântara

14 seguidores 49 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de agosto de 2016
Quando Batman Versus Superman: A Origem da Justiça (2016), dirigido por Zack Snyder, chegou aos cinemas, não foi muito recebido tanto por boa parte do público quanto de crítica por ter um tom bastante sombrio e não haver uma cena se quer na qual "se via a luz do dia".

Sendo assim, Esquadrão Suicida, de David Ayer, estava a alguns meses de estrear. Então, a Warner Bros. decidiu: faria refilmagens da produção e mudaria o tom do longa para aproximá-lo mais do que o público buscava.

O resultado foi claro: o filme de Ayer foi impregnado pela fórmula divertida da Marvel de fazer filmes. A pergunta é: será que funcionou?

Dando continuidade aos eventos de Batman Versus Superman: A Origem da Justiça, Amanda Waller (Viola Davis) está preocupada com possíveis ameaças e já que o único ícone que poderia pará-las — Superman — está morto, a agente pretende montar uma força tarefa com os piores criminosos já fichados: Floyd Lawton (Will Smith), o Pistoleiro; Dra. Harleen Quinzel (Margot Robbie), a Arlequina; Capitão Bumerangue (Jay Courtney); Chato Santana (Jay Hernandez), o El Diablo; Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e Amarra (Adam Beach). Junto a eles, se une Rick Flag (Joel Kinnaman), líder do Esquadrão; e, para auxiliá-lo, a Dra. June Moone (Cara Delevigne), possuída pelo espírito da Magia e Tatsu Yamashiro (Karen Fukuhara), a Katana. O esquadrão é requisitado quando eventos estranhos ocorrem em Midway City e sem saber o que vão enfrentar os criminosos são obrigados a dar a vida pelo seu país numa missão aparentemente suicida.

De fato, é uma boa ideia tornar o tom do filme mais divertido. Até por que desde quando seu marketing começou ele foi vendido como um produto de apenas entretenimento, uma história simples e nada pretensiosa. Porém, o diretor e roteirista David Ayer abusa dessa tecla e exagera nos momentos que pretende ser engraçado. Com diálogos bastantes repaginados para atrair o público que não costuma consumir a cultura pop, Ayer chega a arranhar nossos ouvidos.

O roteiro é bastante simples; porém, isso não chega a ser um erro. Erro de fato é uma ponta solta que fica boiando durante a duração do filme. Por que motivos Amanda Waller quis montar uma força tarefa com os piores criminosos já conhecidos para combater os piores desastres, sendo que o mais surpreendente deles solta apenas fogo num mundo no qual existe Batman, Flash e Mulher Maravilha? A motivação de Waller para montar a força tarefa fica bastante implícita e não convence.

Apesar de estar repaginado com um tom que até certo ponto combina com o proposto, a direção policial de Ayer também atrapalha o longa, já que não combina muito bem com a temática super-herói. Mas isso não se torna o erro mais gritante do filme.

Quanto ao Coringa, não há muito do que se extrair de Jared Leto. O ator faz apenas um cameo e só serve de escada para a origem de Alerquina. O erro não está no pouco tempo de tela do Coringa, mas sim no marketing, que vendeu bastante o personagem para no final mostrar pouco. As comparações com Heath Ledger (O Cavaleiro das Trevas – 2008), por parte do público são realmente inevitáveis, contudo podem ser inúteis: Leto ainda não mostrou o suficiente de seu Coringa. Enquanto o músico teve apenas uma participação no filme de 2016, Ledger teve um filme inteiro para se provar o ótimo Coringa que foi.

O vilão que acaba se revelando ser Magia também não é impactante. Mesmo que Magia pretenda dominar o mundo e o filme inteiro só fique numa estação de trem, sua pouca vilania se deve muito mais a atriz que incorpora a entidade, Cara Delevigne, que, sinceramente, como atriz é uma ótima modelo. Talvez se o roteiro explorasse mais o misticismo da personagem Magia seu núcleo poderia se tornar mais interessante e quem sabe mais aterrorizante.

Como aspectos positivos, o filme cumpri com o que promete: diversão. O longa já conta com um ritmo alucinado e frenético, com uma trilha sonora que dança perfeitamente com o filme, e cenas de ação de tirar o fôlego. Já que o roteiro é bastante raso, o ponto alto está concentrado na equipe de vilões, os quais contem ótimos momentos tanto de sensibilidade — sim, pode acreditar — a momentos de humor cômico.

A Alerquina de Margot Robbie se torna a melhor personagem feminina do Universo Cinematográfico da DC Comics. Mesmo sendo bastante louca, representa ao máximo a imagem feminina: poderosa, louca, desequilibrada e frágil, tudo isso ao mesmo tempo e apesar do tom do filme, de maneira bastante crível.

Viola Davis é ótima atriz, porém em Esquadrão Suicida ela não faz nada de surpreendente, já que não faz nada além de repetir seu papel em How to Get Away With a Murder. Mesmo assim, claro, seu desempenho não atrapalha o filme.

O longa se trata de uma equipe, e sendo assim, consequentemente, alguns personagens são deixados de lado. Principalmente Katana e Amarra. Mesmo assim, todos têm seu tempo e espaço e seus momentos para se provarem bons personagens.

Quem ganha mais destaque é Alerquina e Floyd Lawton. Will Smith se torna praticamente o líder do Esquadrão, com uma personalidade carrancuda e ao mesmo tempo bondosa, por parte de sua filha. O ator também não dá nada de surpreendente e só reprisa a si mesmo na produção da DC Comics.

Jay Hernandez faz um ótimo El Diablo. O personagem fique par a par com Alerquina se tratando de personalidade e desenvolvimento. Apesar de não ser o maior destaque do filme e ter uma história de origem clichê, Chato Santana consegue emocionar em todas as cenas na qual aparece.

Se inspirando na fórmula Marvel para fazer filmes e sendo bastante divertido, Esquadrão Suicida cumpre com o prometido e consegue atrair todo o público leigo que se afastava dos outros filmes da DC Comics. Com um ritmo constante prende o espectador na poltrona e dança muito bem com o fato de ser um filme de vilões narrado do jeito mais divertido o possível.

Nota: 7,7/10
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