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Eduardo P.
84 seguidores
98 críticas
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3,0
Enviada em 7 de março de 2013
Um drama histórico extremamente convencional. Destaque para o trio de atores (em especial, Mikkel Boe Folsgaard) e as passagens sobre o iluminismo na Dinamarca. Belos figurinos, fotografia bem construida e direção de arte digna. Enfim, um filme competente, mas que não é grande coisa ou acrescenta muito do que agente já sabia do que era realeza e iluminismo; personagens estereotipados e obviedades narrativas soterram tudo, o deixando bastante óbvio, mas é história real, então, apesar desse fato irritar, não é exatamente um demérito.
Um filme de excelente qualidade, em tudo, direção, atuações, locação, enredo. Um romance, drama e tragédia ao mesmo tempo nas vidas da corte da Dinamarca no final do século XVIII. A atuação de Mikkel Boe Folsgaard como o Rei Christian VII é perfeita, vale o ingresso. A história se desenrola de tal forma que você se envolve nas intrigas e fofocas da corte e percebe como foram corretas as decisões dos povos em limitar e quase anular os poderes dos Reis nos país que ainda tem monarquia como forma de governo. Imperdível.
Fui ver esse filme por falta de opção e me surpreendi positivamente. Só acho que faltou aprofundar um pouco na divulgação dos valores do iluminismo defendidos pelos protagonistas e ter ousado um pouco mais na retratação do ramance da rainha com o seu amante.
Como é bom se deparar com um belo drama histórico em pleno 2012. Esse gênero tão odiado e engessado, que quando rende é capaz de gerar obras de excelência como esta. Poucas vezes vi um filme conjugar tão bem política, amor, poder, História e cinema. A fórmula? História real desconhecida e empolgante + fotografia e direção de arte impecáveis + direção correta + roteiro equilibrado + um trio de protagonistas inacreditavelmente perfeito (Mads Mikkelsen já é veterano, mas os jovens Mikkel Boe Følsgaard e, pricipalmente, Alicia Vikander são grandes revelações. O amadurecimento da rainha é algo que palavras não podem descrever) + coadjuvantes de luxo, como Trine Dyrholm. É um filme tecnicamente perfeito que consegue também comover. Uma história que começa com o fim já declarado e ainda assim provoca tensão. Um deslumbrante épico fora do eixo Inglaterra-França-EUA.
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