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Jhonathan C.
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415 críticas
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5,0
Enviada em 14 de maio de 2014
Um drama baseado em fatos reais. Que belo documentário dirigido por Bruno Barreto. Foi comovente e mostrou as coisas por dentro dos fatos que aconteceram. No próprio filme deu para sentir uma certa tensão, principalmente nos minutos finais. Michel Gomes se saiu bem.
Infelizmente, um filme brasileiro que não é do gênero da comédia na maioria das vezes conta a história do tráfico de drogas e da criminalidade. Nesse caso não é diferente, o que não faz com que o filme deva ser desmerecido. Poucos são as obras nacionais que tanto me impressionaram quanto Última Parada 174, uma trama bem escrita, com grandes atuações de atores mirins e adultos e uma história realmente dramática, do começo ao fim. Contando a história de Ale, o filme consegue ilustrar muito bem a realidade de muitos do país, realidade que poucos tentam reverter. O menino se separou da verdadeira mãe logo após o nascimento, foi levado por um traficante porque a mulher não havia pagado as dívidas com as drogas. Sua mãe adotiva foi assassinada a facadas e Sandro foi morar com a tia. Procurando se recuperar se distanciando do cenário doloroso o menino sozinho foi conhecer Copacabana. Sem casa morava na rua, e pouco a pouco começava a se viciar em drogas e acompanhava mais um episódio dos muitos que marcariam sua vida: a assassinato dos colegas (também moradores de rua) por dívida com membros de facção. O filme é sem dúvida nenhuma é um dos melhores nacionais já publicados, e "dá um tapa na cara" naqueles que dizem que brasileiro não sabe fazer cinema. Um filme realmente incrível.
Filme interessante e infelizmente retrata a triste historia do país. O título do filme não condiz muito, pois só nos últimos minutos que mostra o sequestro de fato.
ESSE FILME MOSTRA A QUALIDADE QUE O BRASIL PODE ALÇANCAR EM FILMES, MOSTRA O TALENTO QUE O DIRETOR BRUNO BARRETO TEM E ATE MAIS ONDE ELE PODE ALCANÇAR. E DETALHE ALGO REALMENTE BASEADO EM FATOS REAIS, ALGO DA NOSSA REALIDADE AQUI NO BRASIL QUE NOS AFETA
Um final infeliz para as duas partes. Sandro e Geísa. Pois pensando com o coração, ele tbm foi vítima disso tudo. Já fui assaltada dentro da minha casa(4 assaltantes bem armados) colocavam armas em nossas cabeças(dos meus filhos, marido , pais) e brincavam de engatilhar. Senti a morte na minha frente. Quando tudo passou, meu coração não aceitou revidar com violência, não desejei um segundo o mal p/ eles. quanto ao filme,confesso que senti pena dele. Pelo que ele passou, por sua mãe ser morta na frente dele e por Geísa. Enfim é muito complexo. Só o nosso interior que conhece nosso limite.
O filme é um tiro a queima roupa, no meio do peito. Tem que ter estômago, pois é um exercício de necropsia no corpo moribundo desta cidade partida, em que transitamos completamente alheios ao seu cheiro de putrefação. Esteticamente não há surpresas, nem deleites, é retrato em preto e branco, quase jornalístico, duro, dolorosamente real, como as capas dos tablóides populares. Bruno Barreto teve o mérito de conseguir transportar o espectador, sem meias palavras, ao mundo animalizado dessas crianças e adolescentes cuja alma foi completamente carbonizada pela violência, pela dor, pela solidão, pelo descaso. Cinematograficamente, considero Linha de Passe um filme melhor, pois explora com poesia um mundo quase tão duro quanto àquele que Bruno Barreto se propôs mostrar. Mas será que não foi mesmo esta a idéia do diretor? Purificar cada fotograma (sem, contudo, deixar de ter apuro técnico) de tudo que não fosse a realidade? Se há retoques na obra, acredito que estão localizadas em certos aspectos do roteiro que poderiam ser mais bem pontuados, como por exemplo, a demonização e a lavagem cerebral que crianças como Alessandro (atuação surpreendente e impactante) são submetidas para que possam ser recrutadas ao crime; e a solidão, a culpa e a dor das mães desses pequenos cadáveres sociais. Esse último aspecto, aliás, poderia ter fornecido ao filme um ritmo melhor, pois traz consigo um dos ingredientes mais instigantes ao espectador que é a surpresa. Como o próprio Walter Salles disse, o mérito de um filme é sua capacidade de contar a história de um povo, para que possamos evoluir, melhorar, não esquecer (idéia, aliás, em oposição ao mercado cinematográfico). Se esse é o maior mérito de um filme, Bruno Barreto cumpriu com muito sucesso. Vale a pena conferir.
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