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Ravi Oliveira
28 seguidores
560 críticas
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4,0
Enviada em 4 de outubro de 2026
“Razão e Sensibilidade”, adaptação do romance homônimo de Jane Austen, encontra em Ang Lee uma direção que consegue equilibrar o romance de época com conflitos bastante humanos. O roteiro de Emma Thompson preserva a essência da obra ao acompanhar as irmãs Dashwood diante das limitações impostas pela sociedade e pela própria situação financeira. A história gira principalmente em torno das diferentes maneiras como Elinor e Marianne lidam com sentimentos, relacionamentos e expectativas, usando esse contraste para discutir até que ponto é possível seguir o coração sem ignorar as consequências das próprias escolhas.
Emma Thompson constrói Elinor como uma personagem extremamente contida, que aprendeu a esconder aquilo que sente para proteger a família e manter uma postura adequada diante das convenções sociais. Kate Winslet, por outro lado, dá a Marianne uma energia completamente diferente, tornando sua personagem impulsiva, apaixonada e muito mais disposta a demonstrar o que pensa. A química entre as duas é um dos pontos mais fortes do filme, porque elas não parecem apenas opostas, existe uma compreensão entre as irmãs mesmo quando discordam. A relação ganha força justamente pela maneira como cada uma precisa aprender algo com a outra.
Alan Rickman também se destaca como Coronel Brandon, construindo um personagem marcado pela melancolia, mas sem transformar sua contenção em falta de personalidade. Sua postura mais reservada cria um contraste interessante com a intensidade de Marianne e faz com que o relacionamento entre os dois se desenvolva de maneira mais gradual. Rickman consegue transmitir muito através de pequenos gestos e olhares, deixando claro que Brandon possui sentimentos fortes mesmo quando prefere não demonstrá-los. Essa escolha combina bem com o próprio tema central da obra, em que controlar as emoções pode ser tanto uma forma de proteção quanto uma fonte de sofrimento.
Visualmente, o filme também evita transformar o período retratado em uma paisagem simplesmente bonita e idealizada. A fotografia e os cenários criam um contraste importante entre a grandiosidade fria das propriedades das quais as Dashwood são afastadas e a atmosfera mais simples e acolhedora da pequena cabana em Devonshire. Essa diferença ajuda a acompanhar a mudança na vida da família sem precisar explicá-la constantemente. Os espaços passam a refletir as condições dos personagens, tornando a ambientação parte importante da narrativa e não apenas um cenário para os romances.
“Razão e Sensibilidade” encontra seu maior valor na maneira como transforma um conflito aparentemente simples entre razão e emoção em algo mais complexo. Elinor e Marianne representam formas diferentes de lidar com os próprios sentimentos, mas nenhuma delas é apresentada como completamente certa ou errada. A direção de Ang Lee, o roteiro de Emma Thompson e as atuações de Thompson, Winslet e Rickman dão ao filme uma boa combinação entre romance, drama familiar e observação das convenções sociais. É uma adaptação que respeita a essência de Jane Austen sem depender apenas da ambientação de época para construir seu interesse.
Espectadora comum, que não entende profundamente de cinema: Adorei o filme que, embora seja de época, deixa muito claro as personalidades distintas das irmãs.
Novela açucarada que revela os valores sociais de 1880, ou por aí, apenas alguns ainda vigentes (como casar por dinheiro), mas arrastado, longo com desfecho óbvio. Belíssima fotografia e excelente desempenho das mulheres, em especial EmmaThomson e Kate Winslet mais a fofoqueira irmã de Hugh Grant (mais uma vez caricato) cujo nome desconheço. Regular!
Mais um trabalho de direção magnífico de Ang Lee, Razão e Sensibilidade é um triunfo cinematográfico em quase todos os sentidos. Adaptando a famosa obra de Jane Austen, Emma Thompson mantém o classismo do material de origem sem abrir mão do imediatismo moderno que uma adaptação em filme pede. Excelentes atuações de basicamente todo elenco, com destaque para a então principiante Kate Winslet. Finesse pura!
A adaptação ficou boa, no entanto tive a impressão de que uma pessoa que não tenha lido o livro terá dificuldade quanto ao entendimento das cenas que mudam repentinamente, no mais trata-se de um bom filme.
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