Biutiful
Média
3,6
488 notas

24 Críticas do usuário

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4 críticas
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Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

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4,0
Enviada em 13 de maio de 2026
Biutiful é um filme de drama espanhol que contou com a direção de Alejandro González Iñárritu que tbm participou do roteiro ao lado de Armando Bó. O filme recebeu 2 indicações ao Oscar de 2011: melhor filme internacional e melhor ator (Javier Bardem). Na trama, acompanhamos Uxbal (Javier Bardem) um homem que recebe a notícia de um câncer na próstata em estado terminal. Tentando deixar tudo em ordem para sua partida, Uxbal percebe que terá que tomar decisões difíceis diante dos seus 2 pequenos filhos e de sua ex-esposa bipolar Marambra (Maricel Àlvarez). É incrível que mesmo depois de alguns anos alguns temas trabalhados no longa ainda sao atuais. mesmo que o cerne do drama seja a questão existencial de Uxbal, pois a partir da certeza da morte ele passou a querer viver. Lógico que o roteiro nao explorou isso de uma forma comercial, mas puramente dramática. No sentido de que ele nao pode viver plenamente uma "louca vida", pois tem suas responsabilidades com relação aos seus filhos e ainda com relação ao seu trabalho. Por falar nisso, é o outro tema do filme. A questão dos imigrantes que saíram da China para tentar uma vida na Espanha. Com trabalho precarizado. Uxbal entra nessa para facilitar as coisas: soltando grana para policiais e colocando os chineses para trabalhar em lugares como a construção civil. O filme mostra de forma interessante essa realidade. Quando se tem gente que passa a se utilizar dessa condição precária de trabalho e de vida. Uxbal após o seu diagnóstico passa a enxergar melhor isso, ficando do lado dos imigrantes chineses. Mas o ponto conflitante de maior drama é a sua família. Já vibrando em situação precária, Uxbal tem 2 filhos pequenos e ainda tem uma ex que tem problema com a sua bipolaridade que não está sendo tratada e ao mesmo tempo com drogas. Fora isso ainda tem o seu irmão mais velho que fica dando uns pega na ex. Uxbal se ve numa situação que deve aceitar sua ex de volta para ser ela a responsável por cuidar dos seus filhos. Aqui talvez , o roteiro tenha desenvolvido muito mal a doenca de Marambra. Nao sabemos em que grau está, quando ela deixou de se cuidar etc. Fica um pouco superficial ( mais ainda sim aceitável). O roteiro divide bem os seus atos, com o primeiro apresentando a vida tóxica do protagonista, a segunda como ele reage diante do diagnóstico e a ultima como o mundo de fato desaba sobre ele ( incluído uma situação com os imigrantes chineses que ocorre no galpao, por uma certa culpa dele). O filme mostra que mesmo que Uxbal nao tivesse seus dias contandos, sua vida nao teria como ser resolvida. Talvez, nunca estamos prontos para partir. Mas devemos entender que estamos no mundo para morrer. Mesmo nao contando em momento nenhum o seu diagnóstico, o protagonista recolhe bem diante de suas escolhas, assumindo suas responsabilidades. E é isso que deixa o drama tão pesado. No mais, temos uma ótima atuação de Javier assistir esse filme se exige uma certa paciência, pois o roteiro vai mostrando uma realidade crua da vida.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de dezembro de 2024
Biutiful (2010), de Alejandro González Iñárritu, apresenta uma visão sombria de Barcelona, longe de sua imagem turística. A história segue Uxbal (Javier Bardem), um homem que enfrenta um câncer terminal enquanto lida com questões familiares e sociais, incluindo o trabalho escravo de imigrantes e suas próprias habilidades mediúnicas. O filme explora temas de sofrimento e egoísmo, com uma fotografia sombria e uma trilha sonora de Gustavo Santaolalla que reforçam sua atmosfera opressiva.

Embora algumas subtramas sejam excessivas, a atuação de Bardem é o destaque, trazendo profundidade emocional ao filme. Apesar de sua duração longa e momentos melodramáticos, Biutiful é uma obra intensa que oferece uma visão realista e implacável da vida, com cenas impactantes, como a de um atropelamento, que marcam o filme.
A obra é voltada para quem aprecia filmes desafiadores e não tem medo de emoções fortes e uma narrativa reflexiva.
Lucas Moraes
Lucas Moraes

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2021
Filme que explora a vida de imigrantes na Espanha e um retrato sobre a relação com a morte. O "mediunismo" do personagem é pouco explorado, o personagem principal não adquire profundidade, ele apenas busca reconciliação em um ambiente completamente negativo. Javier Barden entrega uma atuação intensa, mas sem brilho.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de agosto de 2020
O nome do filme pode ser “Biutiful”, mas a realidade do personagem principal da obra dirigida por Alejandro Gonzalez Inarritu não é nada bela. Uxbal (Javier Bardem, indicado ao Oscar 2011 de Melhor Ator) é um antiherói, que acaba de ser diagnosticado com um câncer de próstata já em metástase. Com dois meses de vida, a jornada dele não é em busca da redenção ou da aceitação do seu destino. Uxbal, na realidade, vive um momento muito sombrio em que a sua grande preocupação é deixar seus dois filhos pequenos (que moram com uma mãe de trajetória altamente errante) numa situação confortável após ele partir.

“Biutiful” é a primeira obra que o diretor Alejandro Gonzalez Inarritu realiza sem a habitual parceria do roteirista Guillermo Arriaga. Porém, curiosamente, este filme trata muito dos temas recorrentes vistos nos longas resultantes desta antiga parceria de trabalho. “Biutiful”, de certa forma, lembra muito “21 Gramas”, no sentido de que a essência de ambos os longas fala a respeito da continuidade da vida, da necessidade do reencontro com o cerne que nos faz aquilo que somos ou, simplesmente, do sentimento de compaixão pela dor, pela jornada ou pelas escolhas equivocadas dos outros.

Em “Biutiful”, com a exceção da ausência de Guillermo Arriaga, Alejandro Gonzalez Inarritu se rodeou de constantes colaboradores, como o compositor Gustavo Santaolalla, o diretor de fotografia Rodrigo Prieto e o editor Stephen Mirrione. Por causa disso, a marca do diretor e o estilo que ele imprime são notadamente percebidos desde o primeiro ao último quadro. Uma obra dedicada pelo diretor em homenagem à figura de seu pai, isso nos ajuda muito a compreender “Biutiful”. Como dissemos, o filme não é sobre a redenção de alguém, sobre ultrapassar obstáculos ou vencer a dor. O longa fala sobre a busca de um homem pela paz, pelo conforto, por aquele instante em que ele pode dizer que pode partir em paz porque tudo vai ficar bem.
Marco Silva
Marco Silva

132 seguidores 185 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de agosto de 2020
Amargo... Muito mais que triste, o filme é amargo. Não tem preocupações nem condescendências com os personagens. É uma história de total amargor, sobre como a vida pode ser abjeta e sem propósito.
Yanko Rodrigues
Yanko Rodrigues

369 seguidores 254 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de dezembro de 2019
Biutiful é um filme sofrido, duro, denso e muito triste. Javier Bardem está maravilhoso, tão bem quanto esteve em Mar Adentro. Poucos filmes conseguem passar essa sensação de dor para o espectador, esse consegue com muita facilidade.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.476 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 16 de janeiro de 2017
Este é mais um filme que flerta com o mundo após a morte, como o [Além da Vida](/alem-da-vida) de Eastwood, mas com uma interpretação tensa de Javier Bardem (Vicky Cristina Barcelona), que faz Uxbal, um pai separado que tem que tomar conta dos dois filhos pequenos e de seus negócios escusos, como produtos falsificados por chineses semi-escravos.
Adriano C.
Adriano C.

15 seguidores 31 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de abril de 2015
Quantas faces possui a realidade dura e dolorosa de um homem? Descubra através de Uxbal (Javier Bardem).
Constantemente chamado de "fábrica de sonhos", o cinema abriu, em 2011, espaço para essa obra de Alejandro Gonzalez Inarritu, que nada mais é do que um retrato de uma "realidade" incômoda e cruel...deixando de lado a fantasia e a esperança.
Um drama mexicano denso...desolador...
Um soco na boca do estômago...
Talvez o mais irônico seja que...se você prestar atenção à dor, verá no seu íntimo uma pitada de poesia...
Não seria surpresa se isso explicasse o título da obra...que numa linguagem própria e disforme...se apresenta como... "Biutiful".
Belo trabalho...
Silvio Do Teatro V.
Silvio Do Teatro V.

79 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de janeiro de 2015
Ótimo filme, mostra o outro lado de uma cidade da Europa, Barcelona, o tráfico de pessoas, a pobreza, a marginalidade num regime capitalista, muito bem filmado, importante para se mostrar em faculdades, sindicatos e escolas. Ah e fala também de mediunidade, assim de passagem. Impactante!
Marcelina A.
Marcelina A.

32 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de julho de 2014
A história é é um ator maravilhoso e muito competente.
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