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Crismika
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510 críticas
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4,5
Enviada em 15 de julho de 2021
Filme muito bem dirigido, com fotografia impecável e atores excelentes resultam numa grande trama que vai e volta para contar a história de Raimundo Nonato, vindo do nordeste para São Paulo e acaba se envolvendo no mundo da gastronomia e prostituição da cidade grande. A trama vai cerceando sua chegada em SP e sua vida na prisão com a história fechando de forma espetacular no fim. SUPER RECOMENDO. João Miguel e Fabíula Nascimento impagáveis em seus papéis, para variar, atores de primeira linha do cinema nacional.
Gostei muito do filme, sou chef de cozinha e tive muita empatia pelo personagem, e até pelo dono do restaurante italiano, a sequência é muito bem feita, os atores são bons, só não dou 5 estrelas porque algumas cenas são meio forçadas, os atores parecem recitar um texto, principalmente nas cenas da cela e das prostitutas na rua...
Filme que me foi uma grata surpresa. E olha que possuo certa reticência com filmes nacionas. Mas estae, chamou minha atenção. Atuações fantásticas, o que faz a nota do filme subir!
Muito bom. Roteiro do "nordestino ingênuo que vem para a cidade grande ganhar a vida", mas que o diretor soube muito bem trabalhar uma trama bastante interessante e criando uma personagem forte, Nonato (João Miguel), que surpreende pela sua transformação ao longo do filme.
As críticas positivas aqui postadas, especialmente dos cinéfilos Thalita Uba, Julio L. e Adriana Polyanna, já relatam por si próprias a excelência deste filme sensacional.
Filme muito interessante. Um olhar gastronômico-antropológico das relações humanas, tendo uma cadeia e um restaurante "chique" como principais cenários. Brasil e Itália partilhando uma boa produção.
Segundo a descrição do próprio diretor do filme, o curitibano Marcos Jorge, Estômago “pode ser definido como ‘uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária’”. É, acho que essa é mesmo a descrição perfeita.
O roteiro traz a história da ascensão e da queda de Raimundo Nonato, um nordestino que, como tantos, vem tentar a vida no sul do Brasil e se descobre, no fim das contas, um exímio cozinheiro. Sua vida muda e ele se depara um mundo novo, repleto de aromas, sabores e amores que ele nunca experimentou. Como todo bom ser humano, Nonato acaba se deixando consumir pelos sentimentos e comete um crime que o leva à prisão, onde ele usa seus dotes culinários para adquirir o poder que almeja.
Logo em sua estreia nacional, no Festival do Rio de 2007, Estômago já levou de cara quatro prêmios: melhor filme pelo público, melhor diretor, melhor ator e prêmio especial do júri. Em sua estreia europeia, mais sucesso: Lions Award no Festival Internacional de Rotterdam, na Holanda; e participação especial no Festival de Berlim de 2008, com direito a jantar inspirado nos pratos do filme. Logo depois disso, o filme ainda angariou o prêmio de melhor filme no Festival de Punta del Este, no Uruguai. A lista é longa.
A produção foi um completo sucesso de público e crítica, mas, por motivos bastante conhecidos dos brasileiros – as famosas “costas quentes” –, perdeu a nomeação para a indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro para um filme que não vou nem me dar o trabalho de mencionar. Uma pena, pois além de muito bem produzido, o filme traz um ótimo elenco, que abrilhanta a produção com sua excelente interpretação, e um roteiro muito bem amarrado, que faz deste um dos meus filmes brasileiros preferidos.
Uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária. É isso aí.
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