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Henrique Douglas
1 seguidor
9 críticas
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4,5
Enviada em 28 de agosto de 2026
Baita filme, tudo que merece ser elogiado já foi pontuado.
As críticas com 0 estrelas foram dadas por uma pessoa que aparentemente errou ao classificar e por outra que parece não saber nada do país onde vive, muito menos sobre cinema.
Assistam, é um dos melhores filmes brasileiros dos últimos 30 anos.
A atuação de João Miguel é impressionante. Ele interpreta com muita sutileza um homem que, à primeira vista, parece simples e até ingênuo, mas que, nos últimos minutos do filme, revela-se um verdadeiro líder.
A trilha sonora de Giovanni Venosta também merece destaque. Ela combina perfeitamente com o universo culinário do filme e reforça suas múltiplas metáforas, que envolvem desejo, controle e poder.
O filme sugere que quem controla o estômago controla o povo. No fim, essa ideia vai muito além da comida: alimentar alguém também pode ser uma forma de conquistar confiança, influência e autoridade.
Nossa... pensando bem, isso é mesmo verdade, não é?
Pelo trailler voce imagina que é um filme de superação, de crescimento profissional, social, de um cara simples que se revela um grande chef, quem sabe até aprender uns truques gastronomicos... Mas aí voce lembra que é cinema nacional... aí entende o lixo que é: Muito palavrão, cenas de sexo que nao acrescente em anda a historia, presidios e mortes gratuitas... O cinema brasileiro é só isso, por isso precisa de leis que obriguem cinemas e streamings a passarem estas porcarias.
Crítica de Estômago: Análise dos Pontos-Chave 1. A Relação entre Íris e Nonato: A Comida como Vínculo A ligação da Íris com o Nonato é estritamente a comida; sendo assim, não existe outro tipo de relação entre eles. Inclusive, a cena em que ela cuida dele após a surra dos seguranças me faz pensar se não há ali uma ponta de retribuição pelo que aconteceu. Essa dinâmica mercantilista fica evidente em três momentos:
Primeira cena: Quando eles transam no restaurante, a feição dela comunica que o ato é um fardo que ela precisa suportar para continuar aproveitando a comida.
Segunda cena: A nova cena de sexo expõe esse mesmo fato, mas, dessa vez, com ainda mais clareza.
Terceira cena: O momento no bar, que escancara o doloroso contraste entre o "ela é minha amiga" dito por Nonato e o "seu cliente" dito por terceiros.
2. Aspectos Técnicos: Fotografia, Câmera e Montagem A fotografia, a câmera e a montagem são muito boas e extremamente comunicativas. Aquela cena dos dois em enquadramentos separados (a cena da janela em que ela cuida dele) é fantástica. Ela ilustra, mais uma vez, a ingenuidade do protagonista — que só é quebrada no final do filme, quando ele busca uma nova parceira.
Além disso, a estrutura da montagem ajuda a dar sentido à narrativa, mostrando o futuro antes para justificar as ações do passado. Como vemos o filme sob a ótica do protagonista, entendemos melhor o funcionamento da sua mente (como na cena em que a câmera foca na bunda da Íris em um plano centralizado), o que nos faz lembrar que os fatos podem não ter acontecido exatamente daquela maneira.
3. A Transformação de Raimundo Nonato A mudança de personalidade é construída de forma sutil entre o "antes" e o "agora" (o recém-chegado ingênuo versus o prisioneiro experiente). No início, ele não consegue negociar sequer a própria vida. Depois, a situação muda: ele fica calejado e aprende como as engrenagens do lugar funcionam.
O antigo Nonato morre na cena da roda de baralho e da bebedeira. A partir dali, o Nonato nordestino passa a botar medo no homem que o filme havia definido como "calado e perigoso" (o Sequestrador). Nesse momento de confronto, os papéis se invertem: é o criminoso temido quem começa a falar demais e a demonstrar nervosismo, agindo exatamente como alguém que está com medo.
Estômago é um filme de drama/comédia nacional que contou com a direção de Marcos Jorge que tbm participou do roteiro ao lado de Lusa Silvestre. Na trama, acompanhamos Raimundo Nonato (João Miguel), que decidiu se mudar para a cidade grande em busca de oportunidades. Ao aceitar ser cozinheiro em um bar, descobre o seu grande talento que é cozinhar. Logo, Raimundo passa a ser contratado por um requintado restaurante italiano da cidade. Ao passo que se apaixona pir uma prostituta Iria (Fabíula Nascimento). Marcos Jorge consegue entregar diferentes gênero na trama: drama, comédia e suspense são os mais evidentes. Colocando o protagonista que absorve de forma sensorial tudo o que a cidade tem a oferecer, o desenvolvimento do seu protagonista funciona bem, pois somos cativado pela sua inocência. A narrativa é basicamente divida em 2 partes, que acabam se cruzando ao longo do filme: a primeira que é o passado de Raimundo, mostrando como ele chegou, sua vida na cozinha e o seu envolvimento amoroso com Íris; e a parte em que ele está na preso numa cela com Bujíu (Babu Santana) um figuraça do presídio. O roteiro nos convida a saber o motivo do inocente Raimundo ter sido preso, pois em ambas as narrativas nao se leva jeito de criminoso. Mas além disso, ambas as narrativas que parecem nao ter nenhum vínculo sao muito agradável. Embora que a inocência de Raimundo tenha sido contaminada pelos problemas sociais e particulares de uma grande cidade, vemos, que tanto na cadeia, quanto solto, o protagonista almeja poder, subir de classe, subir de prestígio. Trabalho bem feito da montagem que soube mostrar o que no momento certo. A trama trabalha com um hábito natural de comer, mas nao comer por comer, vemos diversos personagens comendo a comida de Raimundo e experimentando a boa sensação do talento do cozinheiro paraibano, mas para além disso, temos o som, o mastigado, a salivação e a expressão no rosto de cada personagem. No mais, o filme nos prende e é incrível como muitos brasileiros ainda nao conhece.
Filme que carrega o puro suco do cinema brasileiro, com uma narrativa que avança de forma lenta e gradual. Apesar do ritmo mais cadenciado, a história mantém um objetivo claro e consegue desenvolver sua proposta de maneira consistente. O grande destaque fica para o desfecho, que surpreende e dá ainda mais força ao conjunto da obra.
Filme muito bom. A história muito envolvente que prende a atenção de quam assiste. Foi muito bom tem contado duas histórias do protagonista: o passado e o presente. As duas histórias tratam de sobrevivência e crescimento e mostra que se a pessoal não for esperta o suficiente , ela será passada pra trás. A interpretação de João Miguel é magestral, uma pessoa simples e cativante que faz a gente sentir empatia para com ele. A única coisa que me incomodou é a visão como o nordestino é quase sempre tratado: um coitado, morto de fome e ignorante e não somos assim não mas entendi que a condição do personagem é chave funfdamental para o drama. Vale muito apena assistir
O filme por si só é muito bom, Netflix finalmente trazendo umas obras nacionais de qualidade, esse eu não conhecia e amei. Mas a cereja do bolo foi ter a chance de ver Babu Santana morrendo, um sabor de cena diga-se de passagem.
Pelas notas eu esperava mais, um filme chato e quase morto que tem um final legal... Uma hora e quarenta e oito pra ter um minuto de filme bom... Se fosse melhor dirigido talvez ficasse melhor...
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