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Arthur Beck
1 crítica
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4,5
Enviada em 28 de abril de 2025
Gostei muito do filme, no início achei que sobraram algumas lacunas, mas pensando bem o filme era sobre as duas crianças, então retratou muito bem o Bruno indeciso se apoiava o pai ou o amigo, e o judeu (não sei escrever o nome dele) sem saber de tudo, na inocência de uma criança. Assistam se puder
Não entendo como algumas pessoas podem dar menos de 3 estrelas para esse filme, que retrata fielmente o que se passava nos campos de concentração nazistas.
O Menino do Pijama Listrado (2008) é um filme baseado no livro homônimo de John Boyne, que aborda a amizade entre Bruno, um garoto de 8 anos, e Shmuel, um menino judeu prisioneiro de um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. A história, sem dúvida, é comovente e traz à tona temas como a inocência infantil, a tragédia do Holocausto e os horrores da guerra. Eu daria uma nota 3,5/5 para esse filme, porque, embora tenha seus méritos, também apresenta algumas limitações.
Primeiramente, a atuação de Asa Butterfield (Bruno) e Jack Scanlon (Shmuel) é bastante boa, especialmente considerando que eles são jovens atores. A química entre os dois é genuína, o que torna a amizade deles – tão pura e inocente – muito tocante. O filme faz um bom trabalho ao mostrar o contraste entre o mundo protegido e ingênuo de Bruno e a realidade brutal que Shmuel vive, mesmo sem que Bruno compreenda completamente o que está acontecendo ao seu redor.
O conceito de uma criança se tornar amiga de alguém de uma realidade tão distante e aterrorizante é uma das grandes qualidades do filme. Ao focar no ponto de vista de Bruno, que está alheio à verdadeira natureza do campo de concentração, o filme consegue transmitir um choque emocional de forma gradual, revelando a crueldade do Holocausto de maneira sensível, sem ser excessivamente gráfico.
No entanto, o filme tem algumas falhas. Um dos pontos mais problemáticos é o fato de o enredo, em alguns momentos, parecer forçado ou até um pouco inverossímil. A ideia de Bruno, uma criança tão ingênua, não perceber a gravidade da situação ao seu redor é interessante, mas em certos momentos se torna um pouco difícil de acreditar. A forma como ele e Shmuel se comunicam sem ser interrompidos em um campo de concentração e a maneira como Bruno simplesmente consegue chegar ao lado oposto da cerca, sem chamar atenção, acabam sendo elementos um tanto artificiais que comprometem a verossimilhança da história.
Além disso, a construção do personagem de Ralph Fiennes, o comandante do campo de concentração e pai de Bruno, poderia ter sido mais desenvolvida. O filme sugere que ele é uma figura rígida e implacável, mas não explora muito os conflitos internos ou as motivações que o levam a adotar essa postura. Isso acaba deixando o personagem um tanto superficial, quando poderia ser mais complexo e multifacetado.
Por fim, o final do filme é, sem dúvida, comovente e trágico, mas também um pouco previsível. A revelação final, apesar de ser emocionalmente impactante, não é algo totalmente inesperado para quem já tem alguma familiaridade com o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial. A forma como a história se desenrola até chegar a esse ponto poderia ter sido mais sutil, sem tanta ênfase na iminente tragédia, o que poderia ter deixado o impacto ainda mais forte.
Em resumo, O Menino do Pijama Listrado é um filme com um tema muito importante e com um enfoque emocionalmente tocante sobre a amizade e a inocência infantil em meio a um dos períodos mais sombrios da história. No entanto, devido a algumas falhas de enredo e personagens um pouco superficiais, ele não atinge o nível de excelência que poderia alcançar. Ainda assim, é uma obra que, com suas limitações, vale a pena ser assistida, especialmente para refletir sobre os horrores do Holocausto de uma maneira mais acessível.
O Menino do Pijama Listrado não é apenas um filme sobre a inocência infantil, mas um retrato impiedoso da cegueira e da conivência criminosa dos adultos. A trama retrata a amizade entre Bruno, filho de um oficial nazista, e Shmuel, um menino judeu preso em um campo de concentração, no auge da Segunda Guerra Mundial. Enquanto um vive cercado de privilégios, alimentado por mentiras confortáveis, o outro sobrevive em meio ao horror, desumanizado por um sistema que os próprios pais de Bruno ajudaram a perpetuar.
A tragédia final não é um simples choque narrativo, mas a consequência inevitável da negligência e da omissão. Os pais de Bruno não são vítimas do nazismo, são engrenagens dele. A mãe, inicialmente apática, só reage quando percebe que a máquina de morte que sustentava seu estilo de vida ameaça engolir o próprio filho. O pai, devoto ao regime até o fim, só compreende que o ajudou a construir quando já é tarde demais. O sofrimento deles não inspira piedade, mas sim uma amarga sensação de justiça poética – o mesmo destino que reservaram a milhares de crianças judias agora lhes arranca aquilo que tinham de mais precioso.
O filme é um tanto "parado", mas talvez seja a ideia dos diretores, já que, desta forma, nos obriga a observar, com desconforto crescente, a estupidez e a hipocrisia de quem fecha os olhos para o mal até que ele os devore também. A história de Bruno não é só um conto trágico sobre amizade e ingenuidade, mas um lembrete cruel de que a ignorância deliberada tem um preço – e, às vezes, esse preço é pago com sangue.
Oi gente filme incrível top demais fala sobre dois meninos separados por uma diferença de status o filme é incrível te prende e te ensina muito sobre ter humildade e pensar no próximo amei o filme e super recomendo
Um filme que meche com o coração e com a emoção,uma história linda de amizade que não conhece etinia,classe, religião ,a pureza desss 2 garotinhos especialmente do Bruno nos faz pensar em como as crianças só querem ser criança mesmo com tanto horror e dificuldades,e como o ser humano pode ser tão cruel ,tudo por poder.Quemnunca assistiu eu recomendo.
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