Drive
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4,2
1267 notas

118 Críticas do usuário

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Lucas G.
Lucas G.

6 seguidores 32 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de julho de 2013
O diretor Nicolas Winding Refn teve um projeto ousado para dirigir, o thriller de ação " Drive ". Estrelado por Ryan Gosling, totalmente perfeito, numa atuação que merecia o Oscar, onde consegui ser frio cruel, mas ao mesmo tempo mostrando afeição por uma outra personagem do filme, essa vivida por Carrey Mulligan, em um papel sensível, e que me convenceu. O resto do elenco, temos Bryan Cranston e Albert Brooks, também muito bem. Um roteiro muito bem escrito, com reviravoltas incríveis, que te deixarão vidrados até o fim do filme, mas o que mais me chamou a atenção no roteiro, foi que, vendo o filme, não quis saber a origem dos personagens, o porque deles fazerem o que fazem, eu só queria ver o que ia acontecer a frente, um grande ponto positivo para o roteiro. Uma trilha que combinou bem com o suspense, ação, e romance do filme, além da fotografia espetacular. Som muito bem mixado e editado. Podemos dizer, que este filme em si, praticamente ridicularizado pela Academia no Oscar 2011, foi o melhor de sua temporada, batendo filmes como " O Artista " e " A Invenção de Hugo Cabret ", e merecia muito mais do que recebeu na " maior " premiação do cinema ( pois só levou uma misera indicação ). Um filme que me lembre muito o estilo de Quentin Tarantino, e me fez amar mais ainda filmes thriller, ainda mais a este modo, romântico, com ação do inicio ao fim, e o que mais gosto, sangrento.
Nino G.
Nino G.

4 seguidores 26 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de julho de 2017
Tudo em “Drive” é muito interessante, das lacunas inquietantes propostas pelo roteiro, por sua trilha sonora repleta de sintetizadores com mensagens descritivas das personagens, o estilo neo-noir (neon) adotada pela fotografia e pelos enquadramentos impecáveis que remetem ao estilo Tarantino.

“Drive” é um roteirizado adaptado por Hossein Amini, inspirado nos livros da série “Diver” do escritor americano James Sallis, tendo sido dirigido em 2011 pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn. Uma curiosidade é que Ryan Gosling, protagonista do filme, indicou o diretor para os estúdios da FilmDistrict.

Em “Driver” Ryan Gosling vive o protagonista sem nome, que não é citado ou nomeado em momento algum do filme, isso já pontua a característica misteriosa da personagem, que possui hábitos noturnos e faz às vezes figura de vigilante das ruas da cidade de Los Angeles, que ele conhece muito bem, tão bem, que o filme inicia com Ryan deixando claro sua habilidade de conhecedor das ruas e de motorista, e que ele se resume naquele momento a isso, o serviço para qual ele está sendo contratado ou que virá depois desse serviço não lhe interessa. Todo esse discurso inicial do protagonista é capturado em cortes assimétricos de uma janela, com um jogo de sombra e luz característicos do filme noir e que colaboram para a construção de um prólogo que apresenta uma situação, não explica nada, o que o público pode contar é com aquele momento e aquela situação que ambienta e apresenta em uma pequena dose, uma das faces do protagonista. E essa será uma constante em todo o filme, não há explicações, há o recorte de um determinado momento na vida do personagem principal e que acompanharemos até o que podemos entender como desfecho, onde nesse ciclo, da mesma forma que esse homem se apresenta e se encerra enigmaticamente.

Destaca-se no prólogo uma concisa apresentação da proposta fílmica, sendo muito clara que pretende ser e a forma que utilizará para isso. Um trabalho magnífico de roteiro e direção que somado com a fotografia, edição, arte e trilha sonora promovem um trabalho excepcional e merecidamente figurando como no top 10 dos melhores filmes realizados em 2011, rendendo a Winding Refn o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes. Ainda sobre o prólogo, destaca-se entre outros, o recurso de unir a fuga dos assaltantes contra a polícia, onde no carro Ryan ouve a narração de um jogo de basquete, que servirá como narração da própria fuga e de auxiliador para os ladrões se dispersarem, no carro onde ocorre a fuga de dois bandidos sendo guiado por Ryan, temos uma câmera que registra todos os momentos de dentro do carro e que revela o motorista através do retrovisor e do reflexo no painel frontal do carro. Após a bem sucedida fuga, temos um letreiro estilizado com uma cor pink neon que intitula o filme e tendo como fundo musical a sugestiva “Night Call” (Kavinsky & Lovefoxxx), reparem que da escolha musical a inserção ao título, aos recortes e a fotografia neon, tudo é muito bem pensado e estruturado, colaborando ainda mais para preparar o terreno de “Drive” que não significa apenas dirigir, quer dizer também impulso, motivação, sendo essa última a característica primária da personagem de Ryan Gosling, ele é um herói que ronda a cidade em busca de motivação, de algo que impulsione sua vida e o faça ser um herói de verdade.

Ryan se vale da sua habilidade no volante para exercer as mais diferentes funções, ele é mecânico, piloto de Stock Car, dublê de motorista em filmes, vigilante noturno e entre outras, motorista de fuga em assaltos. Tendo Shannon (Bryan Cranston), como empresário, agenciador e a figura mais próximo de um amigo. Uma característica na apresentação das personagens, é que raramente elas se apresentam de uma forma convencional, sempre surgem de encontros casuais ou na medida que são necessárias para um serviço, por exemplo, o próprio Shannon aparece a primeira vez como alguém que aluga um carro para Ryan, já Irene (Carey Mulligan), por quem Ryan depois irá se apaixonar, aparece despretensiosamente em um encontro casual de elevador. Detalhe para o elevador, que dá mesma forma que apresenta e é ponto de encontro das personagens, será futuramente de separação e desfecho, em uma belíssima cena, capaz de inserir no mesmo ambiente romance e violência, utilizando luz, trilha e atuações perfeitas.

Irene é a responsável para conhecermos outras vertentes e facetas de Ryan, através da relação traçada e que assistimos ser desenvolvida ao longo do filme por Ryan, “Irene” e o seu filho “Benicio” (Kaden Leos), que podemos ter a dimensão humana desse herói, e é através dessa relação com a interseção do namorado de Irene que estava preso, que surge uma motivação para o herói presente em Ryan se apresentar, e isso é explicitado no filme em vários diálogos, principalmente quando Shannon diz a Ryan, que ele é o único homem que tenta salvar o marido da mulher por quem se está apaixonado.

Os diálogos em “Drive” são construídos por uma originalidade e pontualidade raríssima. Tanto que é um filme de poucas falas e vários momentos de silêncio que dizem muito, principalmente pelo jogo realizado pelos atores, onde a interpretação de um subtexto é muito mais importante e evocativa do que qualquer outra fala. Dentre as atuações Bryan Cranston - como Shannon - se destaca. A versatilidade desse ator, famoso por interpretar Walter White na série Breaking Bad, mostra mais uma vez sua capacidade em criar personagens diferenciados e com uma precisa atenção para os detalhes e sutilezas de um sorriso ou do desconforto de um mancar. O resto do elenco promove um trabalho preciso, mas Ryan Gosling como motorista, deixa em vários momentos uma inexatidão de propostas, são vários planos mostrando o ator com uma fisionomia neutra, que não expressa nada, nem tão pouco evocam qualquer diálogo ou colaboram para uma narrativa, sua inexpressividade transforma-se em momentos vazios e que geram certo incômodo diante de uma quebra na atuação que não diz nada.

“Drive” é um filme sombrio, com tomadas noturnas e que alterna com tomadas internas claras com um abuso de tons laranjas e amarelo, seus silêncios prolongados tomados por uma transmissão de sugestão dos atores/personagens que alternam o que se diz com o quê se quer dizer, uma história que apresenta um enredo inicialmente com viés romântico e se transforma em uma violência bruta, com cenas fortes e suas tomadas e planos que lembra muito os filmes de Tarantino, principalmente pelo uso plongée e contra plongée, a utilização de uma simbologia sugestiva, como a figura de um escorpião aliado ao personagem de Ryan e a conversa com a criança Benicio, onde um vilão é visto pela ótica de um desenho infantil, em que para ser do mal é uma condição inerente ao ser, em suma, nas dualidades que “Drive” se constrói temos um filme coerente, que se vale muito pela omissão de respostas e que fazem desse filme uma verdadeira obra.
olly
olly

21 seguidores 95 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de maio de 2012
achei esse filme muito bom,a cena que ele beija ela no elevador,a alternancia de luzes foi genial e a trilha colabora para deixar ainda mais complexo o perfil do personagem,um homem que é um vulcão em erupção só esperando um motivo pra desencadear toda sua ira,e que mesmo assim sobre a superfície parece um iceberg,uma atuação que só o ryan poderia conseguir.brilhante.
Jorge Eduardo M.
Jorge Eduardo M.

114 seguidores 368 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de outubro de 2012
ÓTIMO FILME MUITA AÇÃO, ADRENALINA, TRAIÇÃO E VINGANÇA. O QUE DEIXOU A DESEJAR É QUE ESPERAVA MAIS PEGA, ATÉ PELO TÍTULO DO FILME E RESUMO O QUE NÃO ACONTECE, MAS O DESENROLAR DO FILME É MUITO BOM.
Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de setembro de 2013
Nem sempre um bom filme é proveniente de uma grande história. A criatividade, a aura artística e a maneira como clichês e estilos são trabalhados podem transformar narrativas simples ou convencionais em longas espetaculares. Exemplo disso é “Drive”, um thriller de ação que leva a sério a dramaticidade das situações e surpreende por ter uma direção que valoriza o teor artístico.

A história fala de um dublê de Hollywood (Ryan Gosling) que faz bicos na noite como motorista de aluguel do submundo do crime. Depois que ajuda o marido de sua vizinha Irene (Carey Mulligan) em um trabalho que saiu errado, ele é caçado por criminosos. Seu objetivo é eliminar os bandidos que o perseguem e, também, proteger Irene e seu filho, que também são ameaçados.

“Drive” pode ser definido como longa convencional sobre justiceiro, como um thriller de toques noir e ‘tarantinescos’, como ‘faroeste urbano’ romântico ou como drama sobre um golpe frustrado. O filme é isso tudo, uma produção que recicla clichês do gênero de forma arrebatadora e estilosa pelo diretor Nicolas Winding Refn. Não é atoa que ele foi merecidamente premiado no festival de Cannes de 2011.

A essência artística consiste no tratamento que o diretor imprime durante toda a projeção. A fotografia está sempre em contrastes e luzes detalhistas (principalmente nas cenas noturnas); a câmera de movimentos sutis é ora lenta ora quase estática; a edição evita a frenesi; há um perfeito equilíbrio da ação e da sensibilidade dramática; os momentos de silêncio são orquestrados de maneira densa; e a violência e trilha sonora são pontuais.

Tudo é feito sem pressa no intuito de valorizar o desenvolvimento de cada personagem e, sobretudo, para dar alma ao protagonista. O ritmo lento e a pegada intimista do ótimo roteiro ditam a transformação do heroi, sejam nos momentos de perseguições automobilísticas e na sanguinolência ou na pura e silenciosa demonstração de seus sentimentos que, aos poucos, ganham contornos emotivos.

Outro ponto positivo é a atuação inspirada de Ryan Gosling. O ator faz um personagem frio, solitário, misterioso e de poucas palavras que vê na paixão que sente pela vizinha uma chance de se afastar da mesmice e buscar felicidade, afeto e esperança. Gosling consegue um dinamismo incrível em sua interpretação ao ser contagiante na sutileza de olhares e pequenos gestos e ao ser extremamente ameaçador ao exprimir comportamento agressivo.

É difícil de encontrar um filme em que todos os seus elementos estão em plena harmonia para proporcionar entretenimento e reflexão. O conceito de “Drive” vai muito além de sua tradução em função de fugas. Dirigir, aqui, é optar e seguir caminhos para sobreviver e ultrapassar objetivos. Uma obra prima do gênero ‘ação de arte’.
Thales L.
Thales L.

11 seguidores 27 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 13 de maio de 2012
Achei o filme muito chato e monótono e a história é ainda pior. As cenas de violência (e bota violência nisso!) são ridículas! E a única coisa que eu gostei na história que foi a relação do tal motorista (que até agora não sei o nome) com a vizinha e o filho dela, não se concretizou, então não sobrou nada para elogiar. Muito ruim esse filme. Não recomendo.
Matheus
Matheus

80 seguidores 129 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Esse filme é incrivel, desde a atuação de Gosling à trilha sonora e à história, bom msm
wesleyaxe
wesleyaxe

10.962 seguidores 680 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de maio de 2012
Um filme diferente dos tradicionais dramas e ação, o protagonista tem um ar misterioso, que torna o filme tenso diante das situações, em outras até cruel, com poucos diálogos Ryan Gosling consegue dar muito bem conta do recado. É um bom filme.
Renan Rossi
Renan Rossi

768 seguidores 258 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de agosto de 2015
Um filme que é melhor qdo não tem diálogo do que qdo tem...
Ryan Gosling mostra que tem um bom futuro pela frente.

Nota 8
Kenny Smash
Kenny Smash

26 seguidores 100 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de março de 2012
Achei muito bom, um dos melhores filmes de ação que assisti nos ultimos anos, tem uma boa história, gostei dos atores, o Ryan Gosling fez uma ótima atuação. tem gente dizendo que achou meio parado, mas não concordo, só pq é de Ação/Drama não é obrigado a ser um Transformers da vida e sair explodindo tudo pelo caminho. gostei e recomendo a verem, um dos melhores filmes de Ação desse Ano. Nota 8,0 pela boa história.
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