Basta assistirmos ao filme para rapidamente identificarmos que é uma arte de Tim Burton. O filme é original, autentico e peculiar. Por isso precisa-se de uma apuração minuciosa e madura, quase de artista para artista. É mais uma de suas fantásticas obras, assim como Edward mãos de tesoura, Sweeney Todd, a lenda do cavaleiro sem a cabeça etc. Porém, dessa vez mesmo com o seu teor, Tim aplica a "realidade" que se torna muito mais predominante, com um tom de seriedade. Nunca abusar da realidade foi tão medido e cuidadoso, mesmo assim o faz. Tem muito de KEANE em Burton, e muito de Burton em KEANE(personagem principal vivida por Amy Adams). Assim sentir o filme se torna mais prazeroso e familiar. Poderia ser feito de diversas formas por diversos diretores, com idéias diferentes, mas nada mais "diferente" do que dessa maneira que foi feito. Saber apreciar obras como essas é para poucos assim como os quadros de KEANE! As atuações estão na medida certa, nada destoa. Créditos para "Christoph Waltz" que soube aproveitar todo o universo de Tim. Não imagino outra atriz fazendo a KEANE, Amy Adams está incrível. O roteiro é dinâmico. E toda produção muito bem elaborada. ASSISTAM! É mais uma grande experiencia!
Amy Adams merecia a indicação neste filme. Basta comparar sua atuação com a que fez em Trapaça! Perfeita... Curtindo foge do seu estilo tradicional, mas retrata bem uma história incrível!
Filme muito com ótimas atuações, apesar de eu ñ gostar muito de filme de drama, não achei cansativo. O filme vai nos envolvendo na história cada vez mais, nos revelando alguns segredos lentsmente para que nos deixe preso até o final. O final que é previsível, mas o decorrer foi excelente. Foi melhor do que eu esperava.
Gostei da trama, mas há momentos em que alguns acontecimentos são rápidos deixando a impressão de ter cortado uma parte da história. o final deixou um pouco a desejar.
Este filme é ótimo, tanto melhor por contar muito bem uma história verídica, que parece para lá de improvável, tão absurda a maneira como a fraude vai acontecendo, com muitas situações engraçadas, e grande atuação dos dois atores que fazem o casal. A época então, anos 60, traz o cenário do circuito das artes, o que torna o visual do filme alegre e bem colorido, cheio de nostalgia e charme. A casa deles encantadora enquanto a arte da pintora vai adquirindo significado e beleza a medida que se revela o seu mundo interior. De quebra o filme esmiúça um assunto sempre atual, pois sempre vão existir os romeros brittos, e os artistas marketeiros, que associam a sua arte a conceitos de publicidade para valorizá-las. Como Andy Warhol e muitos outros artistas, queridinhos da midia e dos famosos, que superestimam sua arte. Obras que serão vendidas como artigos de consumo; o filme mostrando muito bem os meandros deste esquema, onde geralmente desconhecemos as estratégias. Teve critico que achou a narrativa muito previsível e linear. Mas a história é verídica e o diretor a valorizou ainda mais. Querer mais o quê?
A intenção de Tim Burton foi, realmente, louvável. A história é ótima e tinha tudo pra virar uma produção excelente. É, tinha. Mas acabou não sendo. Eu já não dou muito fã da Amy Adams, acho que ela tem cara de coitadinha e só sabe atuar em papéis igualmente coitadinhos. Aí dão a ela um personagem realmente frágil e ela parece, por vezes, sumir em meio à trama, de tão diminuída que fica - o que faz com que Christoph Waltz, que já tem uma propensão nata a roubar a cena, muitas vezes apareça mais que a protagonista. Isso não é, também, "culpa" apenas da atuação morna de Amy - certamente o roteiro, bastante raso e superficial, não ajuda, visto que não se aprofunda e não esmiúça a personalidade tão perturbada - e, por isso mesmo, tão rica - de Margaret Ulrich.
Outro problema do filme é que o enredo se demora em alguns momentos desnecessários e, depois, se atropela em cenas que poderiam - e deveriam - ter sido mais bem elaboradas - como quando acontece a verdadeira reviravolta da história, quando Margaret resolve processar Keane, cena que acaba sendo um tanto desleixada, como se aquilo não fosse tão importante assim. Além disso, falta profundidade na história, que acaba muitas vezes sendo engolida por elementos que deveriam ter menos destaque que a trama em si, como a bela fotografia e até os cenários e toda ambientação de época. Tudo parece chamar mais a atenção do que a própria história - que é o que deveria ter mais destaque. Acaba sendo um filme legal, bonito, com uma história interessante, mas que não foi muito bem contada.
Foge um pouco das características do Tim Burton, mas é uma adaptação de história real, o filme é previsível, você assistindo já sabe aonde vai terminar, mas é bem ambientado, bonito e de belas atuações de Amy Adams e Christoph Waltz.
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