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Saul Gonzaga Pacheco
1 crítica
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5,0
Enviada em 15 de setembro de 2023
Em meio a abundância de lançamentos em 2012, este filme discreto é uma excelente lição de vida. Um filme histórico. Não é o Eddie Murphy ou o elenco, é sim o que o filme nos ensina.
Em meio a abundância de lançamento de 2012, este filme é um filme para assistir por anos, para não esquecer o significado do que as palavras têm.
Eu gostei do filme porque tem como principal Eddy Murphy, ator sensacional faz todos filmes que tiver serem bons. Entre outros também o elenco é bom. Assisti na Globo.
Eddie Murphy surgiu como uma possível aposta para se tornar um dos maiores astros de Hollywood,mas infelizmente não engrenou,ele surgiu bem com filmes como um tira da pesada,um príncipe em Nova York e etc.Mas sua carreira foi decaindo por ele entregar comédia mal desenvolvidas e com roteiros sofríveis como exemplo: Norbit e e o fraco o grande Dave,ele então consegue entregar uma boa comédia que nos gera bons risos e até divertida com seu bom trabalho e seu humor físico.O filme dirigido pelo Brian Robbins traz uma temática bem legal,você tem mil palavras e a cada palavra uma folha cairá de uma árvore que representa sua vida.O roteiro sabe utilizar bem a questão da conexão entre a árvore e o Eddie ,nos proporcionando momentos hilários muito também graças ao humor físico do Eddie que com suas caras e caretas consegue arrancar risos.
Comédias geralmente são aceitas pelo público com mais facilidade, haja vista que este tipo de gênero raramente acrescenta algo de novo ao cinema, bastando repetir fórmulas consagradas e gags ao gosto do cliente que tudo está bem. Em algumas situações surgem filmes com um conceito que aborda algo mais profundo que o tradicional, contendo mensagens reflexivas fantasiadas com boa dose de comédia, a exemplo deste As Mil Palavras.
Eddie Murphy é Jack McCal, um agente literário falastrão que leva a vida na base da lábia, sempre convencendo os outros a fazer algo calcado puramente em seus interesses pessoais. Como de costume, surge uma oportunidade milionária para um livro cujo escritor é uma espécie de guru altamente reconhecido no meio, porém, sem qualquer interesse financeiro com seu trabalho. Trata-se do Dr. Sinja (Cliff Curtis), um homem respeitado por suas capacidades em atrair público usando métodos de ajuda espiritual, sempre preocupado no bem estar do ser humano. Com a recente informação de que Sinja dispõe de um livro para publicar, McCal entra em ação, convencendo o guru a assinar um acordo, porém, isso gera um revés no carma do protagonista, forçando-o a falar cada vez menos.
A interessante forma encontrada pelos roteiristas para frear o falatório de McCal se dá por meio de uma árvore que surge na casa do sujeito, as folhas de tal vegetal representam o tempo de vida que resta para o personagem, ou seja, cada palavra pronunciada leva uma folha ao chão. Essa tratativa gera imensas situações inusitadas, principalmente porque o personagem principal é apresentado como uma metralhadora de palavras logo no começo, deixando-o a beira da loucura, pois só pode se comunicar por meio de mímicas.
Evidente que aos cuidados do ator Eddie Murphy a brincadeira ganha contornos ainda mais divertidos, pois ele está plenamente a vontade no papel. A falas que ele solta parecem ter sido escritas sob medida, pois mesmo ao oscilar entre a arrogância das articulações insensatas e o desespero diante da impossibilidade de falar, percebemos nitidamente como ele se sente.
O diretor Brian Robbins soube aproveitar bem seu elenco, tendo inclusive uma ponta do francês Alain Chabat que chega a ser hilária pelo resultado completamente sem noção. O próprio assistente de McCal, o jovem Aaron (Clark Duke) em nada destoa, tendo um timing cômico propício às situações inusitadas que o roteiro deixa em suas mãos. E ainda temos o ótimo Cliff Curtis, respondendo pelo personagem Sinja, um guru zen e cheio de espiritualismo.
Embora ainda possua um tom reflexivo, já que a mensagem maior por trás do roteiro releva as artificialidades do ser humano em querer mostrar apenas sua postura em formato de palavras, muitas vezes até mesmo ignorando a verdade em prol de um resultado, AS MIL PALAVRAS compila boas atuações e diversão. Como diz a máxima, as imagens valem mais do que mil palavras, nesse caso, literalmente.
Faz refletir o quanto nossas palavras são importantes, e ao mesmo tempo, perigosas! Nem sempre temos a sabedoria do momento de calar ou de expressar nossos sentimentos. Comédia com garantia de boas risadas, sem esquecer os breves momentos dramáticos que o personagem enfrenta por conta de sua impossibilidade de explicar o que está acontecendo.
Bom filme,elenco espetacular,da vontade de assistir mas uma vez.#RECOMENDADO Divino elenco, são personagens espetaculares,tenho certeza que todos que assistirem vão amar o elenco e o #EXCELENTE FILME...
Filme que se resume a um 'Começo' muito bom. 'Meio' bem mais ou menos. E final Excelente. Eddie Murphy, que não fazia bons filmes a um bom tempo, conseguiu fazer uma boa Comédia/Drama. E o Clark Duke com uma atuação pontual ... Faça como eu e não desista do filme antes do fim, porque apesar de ter um 'meio de filme' bem razoável, o final é bem emocionante. Nota 7,5
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