A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
Média
3,5
166 notas

41 Críticas do usuário

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Anderson  G.
Anderson G.

1.372 seguidores 409 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de outubro de 2025
“A Longa Marcha”, nova adaptação de uma história de Stephen King, apresenta um bom valor de produção, com uma direção bem construída, ótimas atuações — o melhor aspecto do filme, inclusive — além de uma boa trilha sonora e fotografia. Porém, é muito difícil se conectar com a narrativa. O drama envolvendo os personagens, em determinado momento, soa bobo. Não porque seja ruim, mas porque não sentimos nada: há pouco contexto, poucos flashbacks, e somos inseridos em uma história já próxima do seu desfecho. Esse é um ponto que dificulta bastante.

Quando comecei a assistir, torci para que o foco fosse realmente na longa marcha, mas depois me arrependi. Em termos gerais, o filme até lembra, em conceito, Jogos Vorazes, mas se mostra inferior. O que ainda mantém o interesse é a interação entre os personagens, que consegue empolgar em alguns momentos.

No fim do dia, “A Longa Marcha” é apenas um filme mediano. Nota: 7/10.
Emerson Silva Salgueiro
Emerson Silva Salgueiro

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 2 de outubro de 2025
Três dias caminhando sem parar. Surreal. Ninguém consegueria isso. Nem atleta olimpico. Na boa, suas pernas começariam a ter cãibras, segundo seus músculos costureiros iriam dar distensão, ou seja, você não aguentaria mais dar um passo se quer. Terceiro, você ficaria des
Paulo Silva
Paulo Silva

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de setembro de 2025
Já começo dizendo que infelizmente não tive o prazer de ler o livro ainda, porém, é impossível negar que o filme é bem estruturado, dentro do cinema é possível sentir o esforço depositado nesse filme, desde os efeitos especiais que são bastante chocantes logo desde o primeiro momento, quanto o cenário que eu imagino que se passe nos meados da década de 60 ou 70 devido ao ambiente que tudo se passa e alguns veículos que temos para referência. Os personagens apesar de rasos são bem construídos para o momento que se passa o filme, existem algumas boas risadas, momentos de raiva e momentos de tristeza. Entretanto, a motivação do protagonista na minha opinião é muito fraca, toda a sua motivação para entrar na Longa Marcha é muito vazia, foi construído todo um suspense ao redor do motivo de ele realmente estar lá pra no fim descobrirmos que é algo tão.... simples?

É sim um filme muito bom, eu assistiria outra vez, mas falta muito para se tornar um filme ótimo.
Gabriel Vieira
Gabriel Vieira

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 27 de setembro de 2025
Filme fraco, sem sentido, tenta focar na extrema violência pra ganhar audiência, mas falha muito com sua história fraca.
MichaellMachado
MichaellMachado

1.123 seguidores 538 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 26 de setembro de 2025
o filme é horrivel,quem vê algo além de um filme ruim,são os mesmos que dizem que Caetano Veloso e Gilberto Gil são bons cantores.
Gabriela Santos
Gabriela Santos

24 seguidores 452 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de setembro de 2025
Simplesmente incrível! Me surpreendeu demais (positivamente). Filme violento e triste, com diálogos interessantes, inteligentes e tocantes. Atuações impecáveis e uma história arrepiante. Adorei!
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.175 seguidores 989 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 25 de setembro de 2025
Um caminho entre Jogos Vorazes e Purge. Esse futuro distópico e assustador nos tenciona pela veracidade. Mesmo sendo horror, consegue nos emocionar com a lealdade ali estabelecida. Bem intenso. Apesar de originalidade no enredo, senti falta do propósito no roteiro.
Nelson J
Nelson J

51.055 seguidores 1.984 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 23 de setembro de 2025
Um grande esforço para criar uma empatia, amizade e irmandade instantaneas. Uma estória frágil e sem sentido.
NerdCall
NerdCall

69 seguidores 512 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de setembro de 2025
Adaptar uma obra como A Longa Marcha, de Stephen King, sempre pareceu uma missão impossível. A ideia de transformar em filme a história de cinquenta jovens forçados a caminhar até que apenas um sobreviva carrega um problema evidente: como manter o público engajado em uma narrativa em que, aparentemente, nada acontece além de passos incessantes? Esse dilema atravessou décadas e já afastou nomes como George A. Romero e Frank Darabont, que tentaram levar o projeto às telas sem sucesso. Coube à Lionsgate finalmente tirar a ideia do papel, chamando Francis Lawrence, que já havia comandado a saga Jogos Vorazes, e o roteirista . Mollner, conhecido por Desconhecidos. Juntos, eles entregam um filme que, mesmo irregular, consegue ser fiel ao espírito da obra e trazer força suficiente para não se perder na repetição.

O primeiro desafio que o filme enfrenta está na construção de seu mundo distópico. A trama se passa em um futuro autoritário, mas o roteiro dedica quase todo o seu esforço inicial a explicar as regras da Marcha, deixando de lado detalhes do cenário político e social que sustentam esse regime. A chamada “Grande Guerra” é mencionada de passagem, mas nunca explorada de fato. Essa decisão cria uma contradição curiosa: enquanto o público recebe explicações minuciosas sobre a competição, permanece no escuro sobre a própria estrutura daquele universo. Ao mesmo tempo em que isso pode frustrar quem espera profundidade, também reforça a escolha de Lawrence em manter a narrativa sempre colada à experiência da caminhada, evitando distrações.

Esse foco absoluto na Marcha é uma das ousadias do filme. Não há flashbacks, memórias ou cortes para outras linhas de ação. Tudo acontece ali, na estrada, passo após passo. Essa decisão dá identidade à obra, mas naturalmente cobra um preço: o risco de monotonia. Para contornar isso, Lawrence aposta em recursos sonoros, fazendo dos passos, respirações e do cansaço físico dos personagens uma forma de manter a imersão. Funciona em grande parte, mas não consegue sustentar toda a jornada sem tropeços.

A narrativa é marcada por altos e baixos. O início é envolvente e desperta curiosidade imediata: o espectador quer entender como cada competidor lidará com a tortura física e psicológica da caminhada. Com o passar dos quilômetros, porém, o filme começa a se fragmentar. Há tentativas de aprofundar personagens, mas a presença de cinquenta jovens obriga a eliminar a maioria de forma apressada. A edição opta por saltos de tempo e cortes que mostram a redução do grupo, resolvendo um problema prático, mas sacrificando impacto dramático. Mortes acontecem sem peso emocional, relações que pareciam relevantes são descartadas de repente e algumas construções acabam perdendo o sentido. O roteiro até tenta driblar isso criando amizades momentâneas entre os meninos, mas nem sempre essas conexões rendem a comoção esperada.

À medida que o filme avança, o problema se intensifica. No terço final, a narrativa acelera demais, previsível ao ponto de o espectador saber exatamente o que vai acontecer, mesmo quando o roteiro tenta disfarçar. O desenvolvimento cuidadoso de alguns personagens acaba sendo desperdiçado, já que eles são eliminados sem grande impacto. O desfecho mantém fidelidade ao espírito do livro e reforça a mensagem política e social que permeia toda a história, mas perde força porque a condução até ele já havia se tornado repetitiva e apressada. O que poderia ser um clímax brutal e memorável se transforma em um fim esperado e, em certa medida, frustrante.

Se o filme funciona, muito se deve ao elenco. Cooper Hoffman e David Jonsson sustentam a trama com química e intensidade, dando ao público motivos para se importar com sua jornada. Mesmo quando a narrativa patina, a presença deles mantém a atenção viva. Garrett Wareing também entrega uma performance convincente, enquanto Mark Hamill, em um papel menor, simboliza o autoritarismo frio e desumanizador do regime, funcionando como lembrete constante do que está em jogo. É curioso notar que o roteiro investe na construção de laços entre os jovens, mas, ao descartá-los de forma brusca, cria uma incoerência: pede ao público que se envolva emocionalmente, mas logo priva esse envolvimento de sentido.

Apesar das irregularidades, o filme nunca deixa de carregar mensagens poderosas. Há uma crítica clara ao autoritarismo, à banalização da vida humana e ao espetáculo do sofrimento. A Marcha não é apenas um jogo cruel, mas um reflexo de regimes que transformam pessoas em descartáveis, sustentados pelo medo e pelo fanatismo. Ao mesmo tempo, o paralelo com reality shows é inevitável: o público que acompanha, vibra e consome a tragédia alheia não é muito diferente da audiência sedenta por entretenimento barato no nosso mundo real. É nessa camada simbólica que a obra encontra sua maior força, transformando a caminhada em metáfora social.

Ao final, A Longa Marcha: Caminhe ou Morra entrega exatamente o que promete: uma experiência desgastante, que faz o espectador sentir o peso e a exaustão da jornada. Isso é mérito, mas também problema. O filme cansa, assim como a caminhada cansa, e nem sempre esse cansaço é intencional. Ao mesmo tempo, é impossível ignorar a dificuldade da adaptação. O fato de o filme existir, após décadas de tentativas frustradas, já é por si só uma conquista. Francis Lawrence e . Mollner assumem as limitações da história e conseguem extrair algo que, mesmo longe de perfeito, é digno de respeito. É um trabalho que divide opiniões, instiga discussões e reforça a força do material original. Não é apenas sobre jovens caminhando até a morte; é sobre a crueldade de um sistema que coloca vidas humanas a serviço de um espetáculo, e sobre como seguimos aceitando marchar, passo a passo, mesmo quando sabemos que o fim é inevitável.
Carliene Melo
Carliene Melo

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 20 de setembro de 2025
Filme sem relevância, sem graça, sem emoção só rapazes contando histórias fraquissimas marchando, cagando e levando tiro na cabeça.
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