A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
Média
3,5
144 notas

38 Críticas do usuário

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4 críticas
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Gabriel Vieira
Gabriel Vieira

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 27 de setembro de 2025
Filme fraco, sem sentido, tenta focar na extrema violência pra ganhar audiência, mas falha muito com sua história fraca.
MichaellMachado
MichaellMachado

1.122 seguidores 538 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 26 de setembro de 2025
o filme é horrivel,quem vê algo além de um filme ruim,são os mesmos que dizem que Caetano Veloso e Gilberto Gil são bons cantores.
Gabriela Santos
Gabriela Santos

23 seguidores 452 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de setembro de 2025
Simplesmente incrível! Me surpreendeu demais (positivamente). Filme violento e triste, com diálogos interessantes, inteligentes e tocantes. Atuações impecáveis e uma história arrepiante. Adorei!
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 973 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 25 de setembro de 2025
Um caminho entre Jogos Vorazes e Purge. Esse futuro distópico e assustador nos tenciona pela veracidade. Mesmo sendo horror, consegue nos emocionar com a lealdade ali estabelecida. Bem intenso. Apesar de originalidade no enredo, senti falta do propósito no roteiro.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 23 de setembro de 2025
Um grande esforço para criar uma empatia, amizade e irmandade instantaneas. Uma estória frágil e sem sentido.
NerdCall
NerdCall

60 seguidores 485 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de setembro de 2025
Adaptar uma obra como A Longa Marcha, de Stephen King, sempre pareceu uma missão impossível. A ideia de transformar em filme a história de cinquenta jovens forçados a caminhar até que apenas um sobreviva carrega um problema evidente: como manter o público engajado em uma narrativa em que, aparentemente, nada acontece além de passos incessantes? Esse dilema atravessou décadas e já afastou nomes como George A. Romero e Frank Darabont, que tentaram levar o projeto às telas sem sucesso. Coube à Lionsgate finalmente tirar a ideia do papel, chamando Francis Lawrence, que já havia comandado a saga Jogos Vorazes, e o roteirista . Mollner, conhecido por Desconhecidos. Juntos, eles entregam um filme que, mesmo irregular, consegue ser fiel ao espírito da obra e trazer força suficiente para não se perder na repetição.

O primeiro desafio que o filme enfrenta está na construção de seu mundo distópico. A trama se passa em um futuro autoritário, mas o roteiro dedica quase todo o seu esforço inicial a explicar as regras da Marcha, deixando de lado detalhes do cenário político e social que sustentam esse regime. A chamada “Grande Guerra” é mencionada de passagem, mas nunca explorada de fato. Essa decisão cria uma contradição curiosa: enquanto o público recebe explicações minuciosas sobre a competição, permanece no escuro sobre a própria estrutura daquele universo. Ao mesmo tempo em que isso pode frustrar quem espera profundidade, também reforça a escolha de Lawrence em manter a narrativa sempre colada à experiência da caminhada, evitando distrações.

Esse foco absoluto na Marcha é uma das ousadias do filme. Não há flashbacks, memórias ou cortes para outras linhas de ação. Tudo acontece ali, na estrada, passo após passo. Essa decisão dá identidade à obra, mas naturalmente cobra um preço: o risco de monotonia. Para contornar isso, Lawrence aposta em recursos sonoros, fazendo dos passos, respirações e do cansaço físico dos personagens uma forma de manter a imersão. Funciona em grande parte, mas não consegue sustentar toda a jornada sem tropeços.

A narrativa é marcada por altos e baixos. O início é envolvente e desperta curiosidade imediata: o espectador quer entender como cada competidor lidará com a tortura física e psicológica da caminhada. Com o passar dos quilômetros, porém, o filme começa a se fragmentar. Há tentativas de aprofundar personagens, mas a presença de cinquenta jovens obriga a eliminar a maioria de forma apressada. A edição opta por saltos de tempo e cortes que mostram a redução do grupo, resolvendo um problema prático, mas sacrificando impacto dramático. Mortes acontecem sem peso emocional, relações que pareciam relevantes são descartadas de repente e algumas construções acabam perdendo o sentido. O roteiro até tenta driblar isso criando amizades momentâneas entre os meninos, mas nem sempre essas conexões rendem a comoção esperada.

À medida que o filme avança, o problema se intensifica. No terço final, a narrativa acelera demais, previsível ao ponto de o espectador saber exatamente o que vai acontecer, mesmo quando o roteiro tenta disfarçar. O desenvolvimento cuidadoso de alguns personagens acaba sendo desperdiçado, já que eles são eliminados sem grande impacto. O desfecho mantém fidelidade ao espírito do livro e reforça a mensagem política e social que permeia toda a história, mas perde força porque a condução até ele já havia se tornado repetitiva e apressada. O que poderia ser um clímax brutal e memorável se transforma em um fim esperado e, em certa medida, frustrante.

Se o filme funciona, muito se deve ao elenco. Cooper Hoffman e David Jonsson sustentam a trama com química e intensidade, dando ao público motivos para se importar com sua jornada. Mesmo quando a narrativa patina, a presença deles mantém a atenção viva. Garrett Wareing também entrega uma performance convincente, enquanto Mark Hamill, em um papel menor, simboliza o autoritarismo frio e desumanizador do regime, funcionando como lembrete constante do que está em jogo. É curioso notar que o roteiro investe na construção de laços entre os jovens, mas, ao descartá-los de forma brusca, cria uma incoerência: pede ao público que se envolva emocionalmente, mas logo priva esse envolvimento de sentido.

Apesar das irregularidades, o filme nunca deixa de carregar mensagens poderosas. Há uma crítica clara ao autoritarismo, à banalização da vida humana e ao espetáculo do sofrimento. A Marcha não é apenas um jogo cruel, mas um reflexo de regimes que transformam pessoas em descartáveis, sustentados pelo medo e pelo fanatismo. Ao mesmo tempo, o paralelo com reality shows é inevitável: o público que acompanha, vibra e consome a tragédia alheia não é muito diferente da audiência sedenta por entretenimento barato no nosso mundo real. É nessa camada simbólica que a obra encontra sua maior força, transformando a caminhada em metáfora social.

Ao final, A Longa Marcha: Caminhe ou Morra entrega exatamente o que promete: uma experiência desgastante, que faz o espectador sentir o peso e a exaustão da jornada. Isso é mérito, mas também problema. O filme cansa, assim como a caminhada cansa, e nem sempre esse cansaço é intencional. Ao mesmo tempo, é impossível ignorar a dificuldade da adaptação. O fato de o filme existir, após décadas de tentativas frustradas, já é por si só uma conquista. Francis Lawrence e . Mollner assumem as limitações da história e conseguem extrair algo que, mesmo longe de perfeito, é digno de respeito. É um trabalho que divide opiniões, instiga discussões e reforça a força do material original. Não é apenas sobre jovens caminhando até a morte; é sobre a crueldade de um sistema que coloca vidas humanas a serviço de um espetáculo, e sobre como seguimos aceitando marchar, passo a passo, mesmo quando sabemos que o fim é inevitável.
Carliene Melo
Carliene Melo

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 20 de setembro de 2025
Filme sem relevância, sem graça, sem emoção só rapazes contando histórias fraquissimas marchando, cagando e levando tiro na cabeça.
Antonio Carlos Alves
Antonio Carlos Alves

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 11 de setembro de 2025
Um enredo fraco um monte de garotos em uma caminhada ‍♂️ ‍♀️ ‍♂️ ‍♀️ sem sentido minha nota 3
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