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Jozelia N
1 crítica
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5,0
Enviada em 8 de novembro de 2020
Excelente filme que retrata a luta contra os desmandos dos governos que mandam jovens para morrer nas guerras que eles inventam, sem nenhuma necessidade, como no caso do Vietnã, onde os EUA perderam a guerra. O filme também mostra como o sistema judiciário americano é falho, é perverso, e que o racismo não tem limites nem no judiciário. O preconceito é revoltante, a injustiça dos julgamentos, provas e decisões é igualmente falha. Trata de um caso real, portanto, o sofrimento é real, ainda bem que no final ocorre retratação tanto do Ministério Público quanto da Justiça. Vale a pena ver e se emocionar.
A despeito de todo o bafafá, já que acabou de ser lançado e fala sobre manifestações, etc, e de por isso estar sendo glorificado na boca do povo, vou falar aqui no mérito do filme, não da história real, porque as pessoas confundem na hora de criticar um filme. Pra começo de conversa, duas cenas importantes do filme foram modificadas da realidade. Sem spoiler. 1) O ex-procurador, sob testemunho, faz uma declaração séria sobre as conclusões da procuradoria, algo que serve como prova, só que na história real, ele não fez essa declaração. 2) A cena final, na história real, não aconteceu na frente do juiz. Bom, dito isso, uma coisa não consegui achar, se o advogado de defesa era de fato inacreditavelmente lerdo como no filme. Um exemplo simples, não chega a ser spoiler: Qdo o juiz nega o testemunho do ex-procurador perante o júri que ainda estava por entrar na sala, o advogado pergunta ao juiz se ao menos o júri ia ficar ciente dessa negativa. O juiz diz que não. Era óbvio que o trouxa não deveria ter perguntado isso, deveria ter esperado o momento do júri estar presente e mencionar essa negativa durante o seu discurso. Pra encurtar, o filme se divide assim: 1a parte: Loucademia de Polícia. 2a: começa a ficar sério. 3a: repete a veeeelha dinâmica dos tribunais de Hollywood: aquele gato e rato intelectual até alguém fazer um bingo inesperado. Última parte: Sociedade dos Poetas Mortos. Bom, é isso. Infelizmente, mais uma vez, uma história real transformada em showzinho e dessa vez sem um pingo de emoção. Sem te arrebatar. Você tem a completa sensação de que tá só vendo um filme mesmo, com todos os clichês de praxe. Inclusive, nenhum ator ali merece indicação de prêmio de nada. Podia até baixar a censura, porque é bem infantil. Nem todo diretor consegue pegar uma boa história real e fazer aquele filmaço. Então deveria deixar pra quem consegue, porque infelizmente esse erro vem acontecendo muito.
No período entre 26 e 29 de agosto de 1968, os olhos do mundo estavam voltados para a cidade de Chicago (Illinois, EUA), onde se realizaria a Convenção Nacional Democrata que confirmaria os nomes do, então Vice-Presidente do país, Hubert H. Humphrey, e do Senador Edmund S. Muskie como os indicados para concorrer a eleição como Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, representando o Partido.
A convenção, naquele ano, foi realizada durante um ano bastante turbulento, tanto política, quanto socialmente, tendo em vista os recentes assassinatos de Martin Luther King e de Robert F. Kennedy, bem como a situação vivida no país devido à Guerra do Vietnã. Principalmente em decorrência do último acontecimento, vários protestos e tumultos aconteceram ao redor do local onde seria realizada a convenção. E isso será muito importante para o que veremos em "Os 7 de Chicago", filme dirigido e escrito por Aaron Sorkin, baseado em fatos reais ocorridos naquele período.
Como consequência dos atos políticos e sociais ocorridos durante a Convenção Nacional Democrata de 1968, o Departamento de Justiça dos EUA acusou de conspiração e incitação à revolta o grupo que ficou conhecido como "Os Oito de Chicago". São eles: Abbie Hoffman (Sacha Baron Cohen), Tom Hayden (Eddie Redmayne), David Dellinger (John Carroll Lynch), Rennie Davis (Alex Sharp), John Froines (Danny Flaherty), Jerry Rubin (Jeremy Strong), Lee Weiner (Noah Robbins) e Bobby Seale (Yahya Abdul-Mateen II). O filme se passa no decorrer dos mais de 180 dias de julgamento do grupo.
Interessante perceber que o diretor e roteirista Aaron Sorkin opta por, deliberadamente, não nos mostrar os atos que levaram à acusação do grupo (essas cenas só nos serão mostradas por meio de flashbacks durante depoimentos ocorridos no julgamento), uma vez que isso não importa. O importante é o que os levou ao banco dos réus: um julgamento político por eles terem se posicionado veementemente contra a Guerra do Vietnã, contra o número alto de soldados mortos, num conflito que ninguém sabe até hoje porque os EUA demoraram tanto para encontrar uma saída.
Por isso mesmo, "Os 7 de Chicago" se destaca por ter esse caráter documental e histórico, de retrato de uma história em que pessoas lutaram pela liberdade dos outros, pelo direito à livre manifestação e à justiça. Em tempos em que vemos a democracia ser constantemente ameaçada, histórias como as que este filme retrata são necessárias. Analisando os aspectos técnicos, "Os 7 de Chicago" tem a força habitual dos roteiros escritos por Aaron Sorkin e uma direção que ressalta o melhor de seu elenco - com destaque para as atuações de Frank Langella como o juiz Julius Hoffman e para Mark Rylance como o advogado de defesa William Kunstler. São estes personagens que representam os dois lados da balança que estavam em jogo neste julgamento.
Ótimo roteiro, ótima historia! Baseado em uma historia real, conta o fato que ocorreu em 1968 em Chicago, onde o governo recrutava jovens para guerra contra o Vietnã, lideres de grupos reuniram para uma manifestação contra a guerra! onde serão julgados por um juiz cujo e manipulado por interesses políticos! Super Recomendo!
Curte um bom filme de tribunal? Vai curtir este! Empolgante do início ao fim. Como eu sou simples e direto, esta frase foi só pra completar os 100 caracteres que o site exige.
No ano de 1968, diferentes grupos contrários à Guerra do Vietnã se reuniram em um grande protesto em Chicago, local em que acontecia a Convenção Nacional Democrata - evento que anunciou a candidatura de Hubert H. Humphrey à presidência. As coisas saíram do controle, houve tumulto e alguém tinha que pagar por isso. A decisão do governo foi acusar um seleto grupo de pessoas de conspiração em um julgamento que entrou para a história do país. Esse evento histórico é a matéria prima de Os 7 de Chicago,
novo filmasso da Netflix que você tem que prestar muita atenção para não perder nada pois é um filme muito complicado mas com uma história sensacional achei muito bom
Aaron Sorkin mais uma vez acerta no roteiro. É dificil, sem conhecimento prévio da história real, precisar as informações e analisar o quanto o filme responde aos fatos, mas dentro do contexto mostra uma história magnífica.
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