O Homem Invisível
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3,9
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Jana_Ina
Jana_Ina

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3,5
Enviada em 4 de março de 2020
Terror psicológico!

É um bom filme com uma história interessante, porém nenhuma obra-prima. O filme não é lento e consegue prender o telespectador.
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de março de 2020
Não é de hoje que o cinema mainstream enfrenta uma crise de criatividade – o excesso de refilmagens, reboots e adaptações repetidas, sem dúvidas, desestimulam boa parte do público a comprar seus ingressos – mas, é claro, que existem exceções – e fiquei bastante satisfeito em notar que o diretor (e também roteirista aqui) Leigh Whannell conseguiu atualizar de uma maneira bastante séria e tensa está história clássica do lendário escritor H.G. Wells – suas decisões de protagonismo, temas de fundo e algumas metáforas e criticas sociais fazem toda a diferença – tornando O Homem Invisível em um assustador estudo da realidade que muitas mulheres passam sob a pressão de figuras masculinas opressoras e manipuladoras.

Embora seja uma adaptação do livro de 1897 – que tinha uma versão clássica estrelada por Claude Rains em 1933, um marco na história dos efeitos especiais – a trama agora tem quase nada em relação à história original – tirando o sobrenome do cientista e uma breve vista de um homem enfaixado (marca registrada do filme dos anos trinta) em um hospital, a história parte de uma atualização dos conceitos originais – se o homem invisível de Rains tinha aspectos da filosofia de Nietzsche, especificamente da obra “O Super-Homem”, onde é imaginado um cidadão que, com um poder grande adquirido, o usaria apenas para seu beneficio, subjugando os demais – e fazendo alusões até mesmo a “dominar o mundo” – está nova versão viaja por um caminho mais intimo, mas nem por isso menos perigoso – para isso, se o protagonismo antes era do personagem-título, agora é sob o ponto de vista da vitima.

Partindo de uma metáfora bastante simples – obviamente, o homem invisível representa a figura de homens que não são vistos (ou notados) pelo resto da sociedade – mas se tornam extremamente perigosos e torturadores (e bem visíveis) para as mulheres, as quais eles abusam – quem passa por essa traumática situação é a arquiteta Cecilia Kass (Moss), vivendo em um relacionamento perigoso, praticamente presa na luxuosa casa do cientista Adrian Griffin (Cohen) – ela acaba por fugir do local, recebendo, dias depois, a noticia de que seu ex-namorado cometeu suicídio – deixando uma herança para ela, que somente será recebida caso ela não cometa nenhum crime ou não seja considerada mentalmente incapaz – a partir daí, o inferno que vivia com o ex-companheiro acaba por aumentar – com diversos incidentes atrapalhando sua relação com a família que está lhe dando abrigo agora – o policial James (Hodge) e sua filha Sydney (Reid) – além de com sua irmã (Dyer) – Cecilia suspeita que Adrian forjou seu suicídio e encontrou uma forma de ficar invisível, para prejudica-la e enlouquece-la – fazendo todos a sua volta suspeitarem que ela está realmente perdendo sua sanidade.

Nesse clima sufocante de tensão psicológica, Whannell acerta a mão por conduzir a trama sem pressa – ele desenvolve o drama, a pressão e o medo que Cecilia tem, não só pela ameaça invisível, mas pelo mundo todo – pois veja a sugestão das situações: a personagem de Elisabeth Moss passa exatamente pelo drama que diversas mulheres sofrem, ao tentarem pedir ajuda contra uma ameaça que ninguém quer saber ou ver – sendo taxada de louca, apenas pelo fato do criminoso se esconder do resto da sociedade – as tristes estatísticas aqui no Brasil, por exemplo, mostram como muitas perdem a vida devido a isto – por mais que ela tente explicar o que acontece, acaba sendo sempre questionada por todos – como ao tentarem justificar o comportamento do agressor pelo fato dele ser rico e que, por isso, Cecilia estava com ele só por interesse financeiro – parece absurdo, mas isso acontece com as mulheres, de fato – inclusive, outras mulheres, lamentavelmente, se esqueceram de que esta infeliz condição foi imposta pelo machismo estrutural na sociedade – o roteiro do próprio diretor é inteligente também em mostrar como Adrian tenta desestabilizar Cecilia em todas as suas camadas da vida – seja atrapalhando sua carreira, suas amizades e familiares – além de inserir uma sutil (mas verdadeira) critica ao fato de homens manipularem ou forçarem as mulheres a maternidade – numa espécie de afronta da sociedade patriarcal contra a independência feminina.

Contando com bons atores coadjuvantes, como o próprio Oliver Jackson-Cohen como Adrian, passando bem seu olhar de opressor e desprezo – além de Aldis Hodge como James e a menina Storm Reid como Sydney – o destaque maior do longa é, com certeza, na atuação excelente de Elisabeth Moss – a atriz consegue ser versátil ao ponto de exibir traços da personalidade de Cecilia que estão sendo destruídos pelo relacionamento tóxico no qual se envolveu – repare como ela consegue ainda passar um ar de tentar ser feliz em meio ao caos, quando resolve presentear os amigos que lhe ajudaram ou quando fica com pena do cachorro de seu ex – além disso, suas expressões e olhar perdido marcam perfeitamente a sensação de perseguição e fobia em sair para o mundo – mostrando como é uma grande atriz, Moss transforma um simples caminhar até a caixa de correio em um modo de visualizarmos como sua personagem se tornou frágil em encarar o mundo, devido a presença de um homem opressor em sua vida – sem falar da forma como encara, literalmente, a presença do ser invisível – pois veja o desafio da atriz aqui, ao ter que atuar para o “nada” ou, provavelmente, com alguém vestido de verde, que seria “retirado” na pós-produção – um trabalho marcante desta grande atriz.

Nesse clima de suspense crescente, o longa também acerta em suas concepções e ideias visuais – e creio que o maior acerto aqui seja a discrição – ao evitar dar explicações improváveis para um fato tão improvável como a invisibilidade, o roteiro foge de diálogos expositivos e absurdas tentativas de justificar fatos sem muita base técnica – algo que tanto O Homem Sem Sombra de Paul Verhoeven e o filme de 1933 tinham – a forma como é adquirida aqui é um tanto absurda ainda, mas achei mais plausível do que as experiências com uma planta que simplesmente tira a cor das coisas – sem falar que o modo como a direção de arte e a equipe de efeitos especiais exemplifica as lutas e “pegadas” do homem invisível são extremamente bem feitas, optando por um realismo que assusta – evitando sustos desnecessários e conseguindo realmente surpreender em certos momentos – como uma certa cena em que um objeto surge do nada durante uma conversa e causa algo terrível – como estamos diante de uma ameaça que não podemos ver, o trabalho de edição de som acaba sendo fundamental – com resultados excelentes, é recomendável assistir o longa no cinema ou em um bom sistema de som, para causar uma imersão e tensão maior – algo que também é reforçado pelo boa trilha sonora de Benjamin Wallfisch – criando toques de um contra baixo sintetizado e assustador – além de inserir violinos que dão mais peso e também um certo alivio para alguns momentos de medo, tristeza e desespero de Cecilia.

Pecando apenas por algumas soluções na trama que soam um tanto forçadas – como a ligação do irmão de Adrian, o advogado Tom (do Michael Dorman) – ou quando Cecilia precisa voltar para a casa do agressor para conseguir provas contra ele – mesmo que tenha uma função para complementar a trama mais tarde – ainda assim, o filme se sobressai por dar uma solução um tanto ambígua, mas satisfatória, para a trama – especialmente sobre tocar no assunto de como as mulheres devem se defender de homens como Adrian – e até que ponto a justiça é realmente justa para esse tipo de situação – ou o fato de que a sociedade precisa ver tudo escancaradamente para tirar suas supostas conclusões – vide a forma como o filme sempre insere imagens de câmeras de segurança, como se fosse o olhar da sociedade, digamos assim – algo que Whannell se aproveita bem para compor o último ato.

Junto da direção acertada e da magnifica atuação de Elisabeth Moss, O Homem Invisível é um suspense grandioso e capaz de fazer o espectador pensar sobre o tema que aborda – dando uma pequena noção do drama terrível de inúmeras mulheres que sofrem em relacionamentos abusivos.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 3 de março de 2020
"O homem invisível" tem um argumento interessante, embora não novo, uma boa direção e boas atuações, mas ainda sim o longa de Leigh Whannell fica devendo.

O roteiro do longa é de constantes altos e baixos, temos muito desenvolvimento que acaba dando voltas em si mesmo, um ritmo que pesa e um primeiro ato monótono, um falta de objetividade no estilo cinematográfico permeia toda a obra, o lado positivo do roteiro é a criação do dispositivo criado e o argumento para sua utilização, são ao menos criativos.

A direção do longa é boa, mistura diversos elementos de direção e usa muito bem sua câmera, fazendo-a um personagem, já que não enxergamos o vilão, a câmera consegue dar um peso e uma dimensão a sua presença ameaçadora. Elisabeth Moss é realmente o ponto alto do filme, a atriz consegue dar uma ótima profundidade dramática a sua personagem e expressar muito bem seu terror, é quase destoante do resto da obra.

Ao assistirmos "O homem invisível", que é um remake, vemos pitadas de outros filmes, como, "O homem das trevas" ou "O contador", nada muito surpreende, um primeiro ato que custa a passar, e um terceiro ato mais animador.  Nota 6/10
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 2 de março de 2020
O Homem Invisível tem caminhos de como apresentar esse clássico literário de uma forma mais pés nos chão e dentro dessa narrativa propõe um suspense na jornada tortuosa mentalmente da protagonista e que traz um entretenimento com bons momentos, sem muitos contras que estraguem a história que foi optada a ser contada.

Para ler a crítica completa para melhor entendimento, link a seguir: http://www.parsageeks.com.br/2020/03/critica-cinema-o-homem-invisivel.html
Mayra S.
Mayra S.

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4,5
Enviada em 2 de março de 2020
Achei muito interessante como foi abordado o tema da invisibilidade ainda tem um tom de obsessão de relacionamentos. O filme te prende e te deixa paranóico tbm rsrsrs. Tem seus problemas, mas vale a pena.
Giselle Camargo Beranger
Giselle Camargo Beranger

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de março de 2020
Mistério e suspense que nos prende a atenção do início ao fim. Excelente desempenho da atriz Elizabeth Moss
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de março de 2020
Filme de alta tensão e detalhes. Ficamos procurando imagens que configurem a presença do marido sociopata e dominador. Moss em atuação convincente. Criativo e interessante. Cenas marcantes em uma trama eminentemente psicológica. O marido é visto pelo olhar dela, pois só aparece de fato no final. A trilha sonora e os momentos de silêncio contrastando com a expressiva Mossa são marcantes. Não perca,
Everton Lisboa
Everton Lisboa

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 2 de março de 2020
Muito ruim, com diversas falta de lógica e uma história completamente desinteressante e sem nexo.
spoiler: Um milionário sucedido desenvolve um traje capaz de ficar invisível, para qual propósito? Isso mesmo, para atormentar a vida da sua ex-mulher. Agora as faltas de lógica são: • Ela consegue o celular com a prova de que alguém tirou foto dela dormindo direto do celular do ex-marido abusivo, e quando vai se encontrar com a irmã ela leva para mostrar que estava certa e não era louca? Claro que não. • Quando o homem invisível leva os tiros dá pra ver que ficam marcados os machucados, mas isso não aconteceu quando levou as "canetadas". • Logo após as "canetadas" seu traje começou falhar, mas milagrosamente parou quando chegou na casa, pois era conveniente que não falhasse naquele momento.
Hortis Lopes
Hortis Lopes

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3,0
Enviada em 1 de março de 2020
É um bom filme, e vai até parecer um excelente filme de suspense aos menos exigentes. Ele prende bastante e te deixa tenso do início ao fim. Porém são muitos os furos de roteiro, eles acabam manchando o filme. E não sendo chato; é que são realmente um pouco grosseiros. No entanto creio valer a pena assistir e ter sua própria experiência.
Tarcísio Braga
Tarcísio Braga

34 seguidores 61 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de fevereiro de 2020
O Homem Invisível – Dia assistido 28/02/2020 – Ótimo 7,5/10 – Direção: - Gênero: Leigh Whannel – Gênero: Fantasia/Terror/Suspense – O filme tem como principal estrela a inesquecível e consagrada Elisabeth Moss como Cecília Kass, o remake do clássico O Homem Invisível de 1933, na história de Kass ela sobre duro no seu relacionamento abusivo, decidindo acabar com essa história ela descobre os perigos desse fim de relacionamento e tenta provar a todo custo que está com a razão e com os olhos bem atentos.
Um filme é uma crítica social pesada ao dias atuais, os relacionamentos conturbados, a falta de empatia com o próximo e o não aceite de muitos homens pelo fim dos seus relacionamentos, as mulheres se sente sufocadas do qual vão criando traumas e as consequências são irreversíveis, infelizmente o tema abordado no filme é recorrente, fazendo com que mulheres paguem o preço com a sua própria vida. O assunto é comum e não muito distante, você encontrar muitas Cecílias por ai, pessoas que perderam o prazer de viver e se sentem ameaças o tempo todo pelo seus ex-companheiros, é preciso sim falar sobre esse tema.
A atriz Elisabeth Moss é digna de qualquer aplausos, ela garante os momentos tensos do filme com uma fotografia bastante explorada em filmes de terror, o diretor opta por sempre foca na cara da atriz que já é reconhecida por trazer esses tipos de momentos, o telespectador ficará desconfortável pois tem que ficar essa é a ideia principal, trazer mulher ou homem para viver aqueles momentos com a Moss.
A primeira ideia do filme é você desconfiar da personagem e pensar que é só mais um terror comum, porém o filme vai revelando coisas que você se sente acuado e vivendo sobre o medo, esse momento o filme poderia explorar mais, o filme aqui fica devendo e focar muito no suspense sendo assim ele deixa o terror de lado, tem poucos momentos de sustos por exemplo, opta por momentos clichês e a trilha sonora não acompanha, faltou um maior desenvolvimento do roteirista e deixando algumas cenas vagas.
Quem segura o filme realmente e à atriz, o chocante e surpreendente é o final, o filme construí com você um momento, porém ele quebra isso e revelar a realidade dos fatos, e deixando uma reflexão no ar. Vale a pela conferir o filme só por essa reflexão, A minha nota pessoal para esse filme com um tema importante é ótimo 7,5/10 e nota em sites específicos é 3,5/5. Crítica feita e revisada por Tarcísio Braga

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