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Adriano Jose da silva
4 seguidores
44 críticas
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5,0
Enviada em 17 de novembro de 2024
Esse filme é fantástico uma obra temporal quem não gostou deste filme é porque não entendeu a obra prima que Francis Ford coppola fez é um filme fantástico onde mostra os elementos de distopia utopia mas muito teatral é uma obra-prima vale cada minuto assistindo desse grande magnífico filme alguns anos na frente vocês verá como esse filme será tido como uma grande obra prima no cinema
Cinema arte não é para qualquer um. A proposta do filme é nos fazer refletir sobre varios aspectos do mundo, de nossas vidas. Ha toda uma discussao filosofica no decorrer do filme. Para mim, esta entre as grandes obras do.mestre Coppola. Ao final, chorei com sua despedida. Vai fazer muita falta a sua genialidade, por vezes pouco compreendida.
Coppola mirou em um filme, por meio de formas contemporâneas, filosófico e profundo, que aborda diversos aspectos da sociedade e da natureza humana, porém acertou em uma narrativa e ingênua e simples. Possui a profundidade de um pires, com uma filosofia de uma criança que sonha em um mundo ideal sem refletir sobre as complexidades humanas. Nenhuma personagem é complexo, embora o elenco seja de grande peso. A estética - que tentou mesclar conceitos contemporâneos de efeitos visuais e direção de arte que mistura elementos - ficou cafona.
Suco ultra pós moderno de sabor horrível. Não adianta jogar todo tipo de experiências na cara do espectador e esperar que ele tenha um insight profundo. Esse filme é uma viagem de LSD ruim.
Que grande porcaria e perda de tempo. Não dá pra acreditar que essa bomba veio do mesmo cara que fez O Poderoso Chefão e Apocalypse Now. Personagens sem graça, as discussões são uma gritaria insuportável, o Dustin Hoffman ta ali só pra aparecer no elenco mesmo, pq qual a importância dele na história? O Esposito que é reconhecido por ter vivido um otimo vilão, aqui está o tempo todo aos berros. Se eu soubesse com certeza não gastaria pra ver isso no cinema. Desperdício total de dinheiro e tempo. Esses mais de 170 milhões que o Coppola gastou não se justificam em tela, pq nem mesmo os efeitos e toda a parte técnica em geral salvam esse fiasco.
Na minha opinião, esse foi um dos piores filmes que já assistir. Sem pé nem cabeça. Entendo que eles tentaram criar críticas em cima do filme, porém viajaram demais! Perdi meu dinheiro e tempo. Não recomendo a ninguém.
Megalópolis – a obra fáustica de Francis Ford Coppola
O canto do cisne de um artista genial?
Porque parece a síntese mais complexa de toda uma vida de um artista inesgotável.
Possuidor de uma potência criadora capaz de produzir uma obra desta envergadura após outra obra extraordinária, única, como Apocalipse Now.
Como O Fausto, Coppola construiu esta obra por 42 anos. O Fausto levou 50 anos de Goethe. Como Shakespeare que fez de seu Hamlet um ser questionador, atormentado por seu tempo, Coppola criou seu Cesar Catilina. Tal como Fausto – personagem épico, um homem da ciência, mago e alquimista, desiludido com o seu tempo, apaixonado pela técnica e progresso, e que almeja ao encontro final com a beleza: “diria ao Momento – Oh! Para enfim – és tão formoso!” (Fausto - tradução de Jenny Klabin Segall) É assim o “Fausto / Hamlet “ de Coppola – Desbravador, ousado, obcecado pelo belo e pelo moderno, pela ciência e pela imortalidade (criou uma substância indestrutível e que transporta à modernidade – o megalon); nosso personagem também quer parar o tempo. Quer deixar pro mundo uma obra imortal. E como Hamlet – é niilista, questionador e conflituado com seu tempo, sua mãe e seu tio Claudio – referido várias vezes em seus discursos (Ser ou não Ser, Somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos...) Sua Julia nos remete ora à Ofélia, ora à Cordélia.
Megalópolis é uma obra “barroca” – pelo uso excessivo de efeitos plásticos, gongóricos, de imagens, cores, sons, palavras... Se utiliza de inúmeras possibilidades da linguagem audiovisual – filmes, desenhos, pinturas, animação; é um “melting pot” de efeitos e ritmos, que produzem tanta beleza que nos arrastam em seu delírio criativo sem limites. Traz inúmeras referências ao cinema, como a gigantesca torre que nos remete à Metropolis de Fritz Lang. Não é de se estranhar, portanto, que não seja uma obra para todos.
A coragem absoluta do cineasta em fazer a obra de sua vida de forma independente, bancada com parte de seu patrimônio, o que já havia feito por ocasião de outros projetos seus, faz do personagem central uma espécie de seu alter-ego. A quem ele, de modo otimista, não só em relação a seu personagem, mas também à humanidade, dá um final redentor.
Como Fausto, que, ao morrer, vence Mefistófeles, e é levado, por um coro de anjos para junto à divindade.
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