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Giovane
9 críticas
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2,0
Enviada em 27 de junho de 2026
Muito idealista. É uma produção que aparenta ter sido construída sob um roteiro com ideias mirabolantes, mas base fraca. Mensagem rebuscada e superestimada. Eu tenho a sensação de ter perdido um tempo valioso assistindo.
Francis Ford Coppola em ação num filme mais intimista que ele lutou muito pra lançar, uma pena que não entrega o prometido e se perde em vários fatores. Possui uma boa trilha do sonora e boas atuações e por isso já vale a experiência.
Megalópoles é um filme de ficção cientifica com direção e roteiro de Francis Coppola. Esse projeto demorou mais de 40 anos para o cineasta conseguir tirar do papel, e por falta de investimentos, colocou o seu próprio dinheiro para isso se tornar possível. Diante do fracasso, é provável que seja o seu último filme. A trama é ambientada em uma sociedade diatópica, chamada Nova Roma (em referência a Roma antiga) e leva traços dos EUA de forma decadente. Nela encontramos o poderoso arquiteto Actor (Adam Driver) que pretende revolucionar e criar uma cidade do futuro com um novo elemento por ele descoberto. Porém, acaba gerando uma rivalidade com o prefeito Cícero (Giancarlo Esposito) que é contra o projeto de Actor. Para piorar a situação, a filha do prefeito, Julia (Nathalie Emmanuel) se apaixona pelo arquiteto. Coppola peca de forma infantil ao tentar abraçar o sol com a peneira, pois ao tentar explorar muitos assuntos complexos e filosóficos nessa obra, acaba tendo profundidade em nenhum. Ambição, queda de poder, brevidade da vida, até mesmo questão do tempo tenta ser tratada, e repare que não são temas tão simples por si só de serem desenvolvidos. Até mesmo a estética do filme com fotografias e cenários exagerados cansam a vista e não acrescentam nada de relevante. O elenco é de primeira, tentam salvar o filme com suas atuações, mas o roteiro é horrível. A maioria dos diálogos são com base de textos filosóficos e beiram o caricato, o forçado, não existindo praticamente nada de natural. Existindo uma mistura de temas e desencontros nesses diálogos em uma mesma cena. É filme difícil de se acompanhar, até mesmo pela longa duração. Fracasso total de Coppola errando de forma ingênua com sua ambição. Megalópoles poderia se chamar de megafracasso.
Francis Ford Coppola sempre foi sinônimo de ousadia e visão artística. Afinal, ele é o responsável por algumas das maiores obras do cinema, como O Poderoso Chefão e Apocalypse Now. Contudo, mesmo gigantes têm seus sonhos desafiadores, e para Coppola, esse sonho sempre foi Megalópolis. Concebido nos anos 1980, o projeto começou a tomar forma com suas primeiras páginas de roteiro e a busca incansável por referências literárias e teatrais, como Shakespeare e a Roma Antiga. Durante anos, o filme parecia um mito, algo grandioso demais para ser realizado. Mas Coppola decidiu não esperar mais e tomou uma atitude arriscada: financiou o projeto do próprio bolso, acreditando que o mundo estava pronto para sua visão. Infelizmente, o resultado não foi o que o lendário diretor esperava.
Com um orçamento de 120 milhões de dólares, Megalópolis encontrou dificuldades antes mesmo de começar. Estúdios de Hollywood recusaram o projeto, temendo o risco de investir em um filme que não seguia o formato de um blockbuster convencional. Quando finalmente encontrou apoio na Lionsgate para distribuir o filme, as condições eram duras: o diretor precisaria arcar com o marketing e repassar 20% dos lucros ao estúdio. O problema é que esses lucros nunca vieram. O filme arrecadou míseros 13 milhões de dólares, um dos maiores fracassos do ano, tanto em bilheteria quanto em crítica. Essa aposta pessoal deixou Coppola em uma posição financeira precária, com dificuldades até para planejar seus próximos projetos.
Uma coisa, no entanto, é inegável: a paixão de Coppola por Megalópolis transborda na tela. Desde os primeiros minutos, é possível perceber que este não é apenas um filme, mas uma tentativa de criar um palco para discussões profundas sobre sociedade, política, utopia e os caminhos da humanidade. A intenção é clara, mas a execução tropeça. Coppola tentou abarcar tantos conceitos e referências que a narrativa perde o foco. O filme fala de tudo, mas acaba não dizendo nada. Ideias brilhantes surgem apenas para serem abandonadas rapidamente, como se o diretor tivesse pressa em mostrar o próximo conceito antes de desenvolver o anterior. Essa sobrecarga de temas faz com que a trama pareça rala, superficial, e prejudica o impacto emocional que poderia ser alcançado.
Os problemas se estendem ao elenco, que inclui nomes de peso como Adam Driver, Giancarlo Esposito e Aubrey Plaza. Apesar do talento inquestionável, os atores se perdem em uma narrativa fragmentada e pouco envolvente. A sensação é de que o elenco está navegando às cegas em meio a tantas referências, o que resulta em atuações caricatas. Mesmo com performances que tentam salvar algumas cenas, especialmente de Driver e Esposito, a direção parece incapaz de aproveitar o potencial dos atores. Em vez de uma experiência cinematográfica envolvente, Megalópolis muitas vezes se assemelha a uma peça teatral desajeitada, sem a sofisticação de uma produção de Broadway e mais parecida com um ensaio escolar.
Ainda assim, é inegável que Coppola tentou criar algo único. O filme traz reflexões sobre religião, poder, controle e as escolhas humanas. Mas essas questões filosóficas são apresentadas de maneira tão caótica que o público é mais confundido do que instigado. Em vez de um debate inteligente, o que vemos é uma enxurrada de informações desconexas que tornam a experiência exaustiva.
Em resumo, Megalópolis é a prova de que até os maiores visionários podem tropeçar. O filme tinha tudo para ser um marco na carreira de Coppola, mas se perdeu em sua própria grandiosidade. A paixão do diretor é evidente, mas sua incapacidade de transformar essa paixão em uma narrativa coesa torna o filme um esforço frustrante de acompanhar. Uma das maiores decepções do ano, Megalópolis é um lembrete doloroso de que até as ideias mais brilhantes precisam de execução sólida para brilhar.
Francis Ford Coppola retorna ao cinema com Megalopolis, uma obra que ambiciona refletir sobre os ciclos históricos e as lutas de visões utópicas contra a decadência. Ambientado em uma Nova York fictícia chamada "Nova Roma", o filme segue Cesar (Adam Driver), um arquiteto visionário que deseja transformar a cidade em um farol de inovação, enfrentando forças conservadoras representadas pelo prefeito Cicero (Giancarlo Esposito) e um magnata reacionário (Jon Voight). Enquanto visualmente deslumbrante e repleto de simbolismos que evocam a história e a filosofia, o filme peca por ser narrativamente fragmentado e intelectualmente caótico, dividindo opiniões. Há momentos de genialidade visual e ousadia, mas os excessos artísticos e a desconexão emocional com os personagens principais tornam a experiência desafiadora, dependendo mais da visão de Coppola do que de sua execução coesa. Mesmo assim, Megalopolis é um testemunho da ambição criativa de um diretor veterano, sendo mais uma jornada experimental do que uma narrativa convencional Apesar da visão ousada e das imagens impressionantes, a obra sofre com pequenas falhas de coesão narrativa e momentos excessivamente indulgentes, o que pode alienar boa parte do público., sem deixar de ser um bom filme.
Fiquei deslumbrado e perplexo em igual medida com isso. Não sou um daqueles quadrados que precisam de um enredo coerente ou um sistema de magia sensato para entrar em um filme como esse; fiquei absolutamente cativado por várias sequências, na verdade. No entanto, não pude deixar de me sentir um pouco decepcionado pela falta de progressão significativa dos personagens nisso. Parece que Cesar nunca muda durante todo o tempo de execução do filme, não importa o que ele passe, e esse é um grande fator que contribui para que a conclusão do filme pareça tão vazia e imerecida. Eu sei, eu sei, esse não é o tipo de filme ao qual eu deveria tentar aplicar lógica narrativa, mas sinto que teria gostado mais no geral se ele se inclinasse totalmente para o abstrato e nem se incomodasse com uma narrativa. No final das contas, no entanto, não é sobre o que eu quero, e estou feliz que pudemos ver a visão completamente descomprometida e excêntrica de um velho se desenrolar na tela grande. Todas as opiniões possíveis sobre este filme estão de fato corretas; há brilhantismo e merda de cachorro o suficiente para balançar o pêndulo em qualquer direção. Aubrey Plaza MVP, eu realmente não sabia que ela tinha essa performance nela.
Não chega a ser a "grande obra" de Copolla, mas o filme tem seus meritos. A qualidade da produção (bastante fantasiosa) e o visual impactante são pontos positivos da obra. Um ponto interessante é o roteiro descrever a utopia projetada por um homem traçando um paralelo da Roma antiga com o atual Estados Unidos. Um delírio, mas que pra mim funcionou. Entretanto o filme apresentou alguns pontos fora da curva como a estranha caracterização e atuação de Shia Labeouf e o final sem grandes surpresas frente a um projeto megalomano de Copolla.
Sinopse: Um conflito entre César, um artista genial que busca saltar para um futuro utópico e idealista, e seu opositor, o prefeito Franklyn Cicero, que permanece comprometido com um status quo regressivo, perpetuando a ganância.
Crítica: "Megalopolis", de Francis Ford Coppola, é um ambicioso projeto cinematográfico que reflete a visão grandiosa do diretor sobre a luta entre diferentes visões de sociedade. A história apresenta César, um artista inquieto que almeja um futuro idealista, e seu antagonista, o prefeito Franklyn Cicero, que simboliza a resistência à mudança e a manutenção de um status quo corrupto.
A riqueza visual do filme é inegável. Coppola demonstra um domínio técnico impressionante na cinematografia, com cenários que evocam tanto a grandiosidade quanto a decadência urbana. Essa dualidade estética ressoa bem com a narrativa, onde a luta entre o ideal e o real se torna palpável.
No entanto, desafiando todo esse esplendor visual, o roteiro apresenta algumas falhas. O desenvolvimento dos personagens, em especial de César e Cicero, por vezes não consegue transmitir a profundidade emocional necessária para que o espectador se conecte plenamente com suas motivações. O idealismo de César é inspirador, mas sua jornada sofre com momentos de lentidão e diálogos que, em certos pontos, soam excessivamente filosóficos e distantes da realidade, o que pode alienar parte do público.
A relação entre César e Cicero levanta questões pertinentes sobre a luta contra a ganância e a corrupção, temas muito relevantes na sociedade contemporânea. Entretanto, a simplicidade da dicotomia entre idealismo e conservadorismo, embora poderosa, muitas vezes se apresenta de forma previsível, deixando a sensação de que o filme poderia ter explorado nuances mais interessantes.
Apesar dessas críticas, "Megalopolis" é uma obra que vale a pena ser assistida. O filme traz à tona debates sobre utopia e o papel do artista na sociedade, fazendo-nos refletir sobre o futuro que desejamos. A produção é uma prova da determinação de Coppola em criar uma narrativa relevante, mesmo que de forma imperfeita.
Em suma, "Megalopolis" é uma obra intrigante que, embora não atinja todas suas ambições, oferece uma experiência visual marcante e estimula discussões significativas sobre o papel da arte e da política na busca por um mundo melhor.
filme horrível...fujam.......................................................filme sem história..............parece um teatro.............sem pé nem ..........um total desperdício do elenco cabeça
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