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    Marley & Eu
    Críticas AdoroCinema
    4,5
    Ótimo
    Marley & Eu

    BOM PRA CACHORRO! E MAIS AINDA PARA HUMANOS!

    por Roberto Cunha
    Quem teve a oportunidade de ler o best seller "Marley & Eu" vai assistir ao filme sabendo como termina. Contudo, por mais previsível que possa ser, o longa tem grande apelo e pêlo de montão. E, apesar da brincadeira, o roteiro apostou fundo na máxima de que "quem quer um amigo, compra um cachorro" e conseguiu um resultado interessante: risos e lágrimas até o osso. Marley & Eu é do mesmo diretor de O Diabo Veste Prada e tem no elenco Jennifer Aniston, Owen Wilson e, claro, cães da raça labrador para interpretar Marley. A abertura é bacaninha, com música do R.E.M. ("Shinny Happy People"). Na história, os dois são jornalistas casados e com carreiras independentes.

    Jenny (Aniston) é aquela mulher que planeja tudo e é mais famosa do que John (Wilson), que vive a vida e se apavora com a idéia de ter filhos. A solução? Comprar um cachorro e batizá-lo ao som do ícone maior do reggae mundial: Bob Marley. Não é preciso ser gênio para saber que as típicas cenas que envolvem animais derrubando coisas, gente caindo pra cá e pra lá, e blá blá blá vão estar lá. Mas não compromete. A única bobeira da edição foi o processo de "evolução" da vida deles com o animal, porque correram demais com as cenas e as informações. Ficou confuso. De resto, o filme flui muito bem e sem "barriga" na história. Os dois atores mostraram boa química em cena. Destaque para a atenção que deram ao bronzeado forte de Aniston, que some quando ela se muda do litoral para o interior. Terá sido sorte ou atenção mesmo da produção?

    A produção pode não ser daquelas que fica para sempre na memória. Porém, acima de tudo, não é uma obra sobre um cachorro trapalhão e aborda as escolhas da vida nas questões de amizade, afeto, amor, trabalho ... e fala também de algo inexorável para qualquer ser vivo: o envelhecimento. Marley & Eu vale o ingresso e emociona. Principalmente, se você é membro da legião que tem animais de estimação. E sua data de lançamento ainda combina com a data mais paradoxal que existe: o Natal, tempo de alegrias e tristezas.

    PS: A quase irreconhecível Kathleen Turner, do clássico Corpos Ardentes, faz uma ponta cômica no filme como adestradora de cães.
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