Aronofsky aqui brilhou como diretor mais uma vez, o filme é angustiante do início ao fim, te mantém preso na trama, onde você acaba sentindo na pele o que a personagem de Natalie Portman transmite. Ele traz uma reflexão importante sobre a perfeição, e se ela pode ser atingida. E também uma crítica sobre cobranças excessivas, de nós mesmos e de terceiros, o quanto ela pode consumir uma pessoa e ser prejudicial à sua própria vida.
Nina se encontra em um lugar que sente que deve se provar o tempo todo, ser melhor o tempo todo, porque tem algo importante para ela em risco ali. Juntando o fato de sua criação pouco tóxica, com um trabalho que consome sua saúde física e mental, junto de um chefe que passa dos limites do profissionalismo (para não dizer a palavra com A...), podemos começar a entender um pouco sobre a mente conturbada da personagem.
É um filme bem complexo, que deixa essa dúvida ao terminar, se conseguimos compreender de fato o que o diretor queria nos mostrar. Natalie Portman nos traz uma personagem frágil, sempre com uma cara apática, que a primeiro instante causa um desconforto, mas que ao começar a adentrar por sua história, podemos ver que a mesma pode acabar sendo somente uma refém do seu círculo, este que também fica mais ameaçado com a presença de Lily, Milan Kunis, que também aparece um pouco durante o filme, causando certas controvérsias na mente de Nina.
Fica a recomendação de um filme com várias reviravoltas, que mesmo sendo de 2010, ainda tem muito o que mostrar ao público geral.