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Um visitante
0,5
Enviada em 27 de janeiro de 2013
-Péssima trama envolvendo o Banderas...Filme bem ruim mesmo. -Tava com uma vontade de assistir,que quando fui ver me decepcionei.Um dos piores filmes do ano.
É fascinante acompanhar a carreira de um diretor habilidoso como Almodóvar. Ele possui aquela flexibilidade rara que permite que entre em qualquer projeto mantendo a sua marca, mas ao mesmo tempo contribuindo positivamente para a narrativa, sem torná-la autoral. Ou pelo menos tenta.
Um filme totalmente diferente dos padrões Almodóvar,La Piel que Habito é um dos melhores filmes do cineasta espanhol e mesmo que diferente dos demais de sua filmografia ainda temos questionamentos sobre sexualidade em pauta.
O roteiro o Almodóvar abre questionamentos válidos e expõe de certa forma a visão dele sobre esse mundo sexual.É um filme com uma pegada mais sombria,sem cores vivas características o diretor,pelo menos 90% das imagens do filme são frias,brancas e raramente vemos o vermelho.Essa atmosfera de início dá a entender que será um grande suspense,mas que depois de assistir fica a sensação de que ele é mais um mistério/drama.A In injustiça é um ponto forte aqui,o personagem do Banderas tem muita dor dessa injustiça e a usa para ser uma espécie de desculpa para suas estranhas experiências,aliás é um personagem que leva muito da característica do cientista louco de Frankenstein.
Banderas está à vontade,é um personagem fascinante que guarda em seus experimentos uma dor dos acontecimentos passado ao mesmo tempo que o faz com um certo fetiche,é usa a injustiça como desculpa para tais atitudes.O plot twist do filme é sensacional,na verdade tudo que o espectador assiste em seu primeiro ato é uma introdução despretensiosa para tentar entender as atitudes do Robert.Logo os flash blacks são sensacionais e também começa de maneira despretensiosa,mas logo em seguida o diretor começa instigar o público que se apreende para tentar entender esse quebra cabeça e quando o responde deixa quem assiste boquiaberto.
Existem diálogos como um dito por Vera que serve também para exemplificar o que o diretor também quer passar: "Eu sempre fui uma mulher",dá a entender que o Almodóvar quis dizer que ser homem ou mulher é bem mais do que um corpo.Mas é ainda maior do que isso,o Robert por exemplo a todo momento vê em Vera,sua criação e que ela no caso pertence a ele mesmo,ela é sua e só ele pode amá-la,e isso é nítido nos diálogos nas cenas que o Almodóvar mostra,é um retrato de machismo também que o Almodóvar propõe.
Apesar de um mistério que vai se diluído e perdendo sua substância.La Piel Que Habito é uma maneira que o Almodóvar encontra em expressar seus sentimentos perante as diferenças sexuais e alertar sobre o machismo.Essa linguagem textual mesmo que por momentos seja um pouco escondida envolta do mistério ainda é sensacional.É por essas e outras que eu considero esse,um dos grandes trabalhos de Pedro Almodóvar.
Esse filme é sem palavras,forte,chocante que marca,mas macabro também,imagine que louco seria se fosse realidade,mas a trama é muito boa,tem mistério e suspense até o fim.
Atuações primorosas, num filme bastante criativo e roteiro totalmente inusitado, um grande filme mesmo, estória doentia e prende a atenção.
Fico pensando, se um filme desse fosse feito no Brasil, muita gente ia esculhambar com o filme, pq tem bastante cenas sensuais(ou sexuais mesmo), e uma estória de transformação, que seria muuuito mal vista aqui se fosse feito por aqui o filme, mas como é um filme de Pedro Almodóvar, todo mundo já se encanta antes de assistir, eu também gostei do filme, mas fica aqui a reflexão, do pq todo mundo pode fazer qualquer filme, e no Brasil não poderia.
A pele que habito é um filme espanhol que contou com a direção de Pedro Almodóvar que também participou do roteiro ao lado de Agustín Almodóvar. Na trama, Vera (Elena Anaya) que vive presa em um quarto numa luxuosa mansão. A residência pertence ao médico cirurgião Robert ( Antônio Banderas), que a mantém trancafiada. Porém, por trás dessa história se esconde grandes traumas para ambos. Um suspense muito bem construindo, na qual o seu foco é a vingança. O começo do filme pode parecer confuso, mas logo vai nos mostrando nos revelando suas pistas. Durante todo o segundo ato, a narrativa volta ao passado para explicar tudo o que aconteceu. No terceiro ato, o filme volta ao presente e nos oferece a sua resolução. O ponto central do filme é usar a ideia da pele como forma de se esconder diante da realidade (para ambos os protagonistas). Embora tratado, o assunto de bioética fica para um segundo plano. Podemos fazer também uma releitura de Frankenstein dos dias atuais, pois mesmo com as transformações, Vicente ainda estava embaixo da pele. O final não teve nenhuma surpresa, além de ser seco.
Robert Ledgard (Banderas), renomado cirurgião plástico, após ter perdido a mulher por um suicídio ao descobrir o estado no qual se encontrava, vítima de queimaduras provocadas por um acidente de carro, praticamente testemunha o estupro de sua filha, Norma (Suárez) e, posteriormente, sequestra o homem que se encontrava com ela, Vicente (Cornet), provocando uma cirurgia de mudança de sexo e o transformando em Vera Cruz (Anaya), com quem passa a se envolver emocionalmente, após um período no qual reagira aos avanços de Vera.
Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2019/10/filme-do-dia-pele-que-habito-2011-pedro.html
O filme é famoso por ter uma grande surpresa na história. E se é o que espera, consegue. O filme tem uma das maiores reviravoltas do cinema. Fora isso, não apresenta grandes motivos para você se interessar pela história. É um filme comum, talvez fraco, com uma grande surpresa.
Horrorizante, espetacular, surpreendente e imprevisível, claro, com requintes de crueldade. Almodovar na essência. Filmaço. Quem tem estômago fraco, não deve assistir.
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