Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
cinetenisverde
29.473 seguidores
1.122 críticas
Seguir usuário
5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2017
É fascinante acompanhar a carreira de um diretor habilidoso como Almodóvar. Ele possui aquela flexibilidade rara que permite que entre em qualquer projeto mantendo a sua marca, mas ao mesmo tempo contribuindo positivamente para a narrativa, sem torná-la autoral. Ou pelo menos tenta.
Um filme totalmente diferente dos padrões Almodóvar,La Piel que Habito é um dos melhores filmes do cineasta espanhol e mesmo que diferente dos demais de sua filmografia ainda temos questionamentos sobre sexualidade em pauta.
O roteiro o Almodóvar abre questionamentos válidos e expõe de certa forma a visão dele sobre esse mundo sexual.É um filme com uma pegada mais sombria,sem cores vivas características o diretor,pelo menos 90% das imagens do filme são frias,brancas e raramente vemos o vermelho.Essa atmosfera de início dá a entender que será um grande suspense,mas que depois de assistir fica a sensação de que ele é mais um mistério/drama.A In injustiça é um ponto forte aqui,o personagem do Banderas tem muita dor dessa injustiça e a usa para ser uma espécie de desculpa para suas estranhas experiências,aliás é um personagem que leva muito da característica do cientista louco de Frankenstein.
Banderas está à vontade,é um personagem fascinante que guarda em seus experimentos uma dor dos acontecimentos passado ao mesmo tempo que o faz com um certo fetiche,é usa a injustiça como desculpa para tais atitudes.O plot twist do filme é sensacional,na verdade tudo que o espectador assiste em seu primeiro ato é uma introdução despretensiosa para tentar entender as atitudes do Robert.Logo os flash blacks são sensacionais e também começa de maneira despretensiosa,mas logo em seguida o diretor começa instigar o público que se apreende para tentar entender esse quebra cabeça e quando o responde deixa quem assiste boquiaberto.
Existem diálogos como um dito por Vera que serve também para exemplificar o que o diretor também quer passar: "Eu sempre fui uma mulher",dá a entender que o Almodóvar quis dizer que ser homem ou mulher é bem mais do que um corpo.Mas é ainda maior do que isso,o Robert por exemplo a todo momento vê em Vera,sua criação e que ela no caso pertence a ele mesmo,ela é sua e só ele pode amá-la,e isso é nítido nos diálogos nas cenas que o Almodóvar mostra,é um retrato de machismo também que o Almodóvar propõe.
Apesar de um mistério que vai se diluído e perdendo sua substância.La Piel Que Habito é uma maneira que o Almodóvar encontra em expressar seus sentimentos perante as diferenças sexuais e alertar sobre o machismo.Essa linguagem textual mesmo que por momentos seja um pouco escondida envolta do mistério ainda é sensacional.É por essas e outras que eu considero esse,um dos grandes trabalhos de Pedro Almodóvar.
Atuações primorosas, num filme bastante criativo e roteiro totalmente inusitado, um grande filme mesmo, estória doentia e prende a atenção.
Fico pensando, se um filme desse fosse feito no Brasil, muita gente ia esculhambar com o filme, pq tem bastante cenas sensuais(ou sexuais mesmo), e uma estória de transformação, que seria muuuito mal vista aqui se fosse feito por aqui o filme, mas como é um filme de Pedro Almodóvar, todo mundo já se encanta antes de assistir, eu também gostei do filme, mas fica aqui a reflexão, do pq todo mundo pode fazer qualquer filme, e no Brasil não poderia.
Esse filme é sem palavras,forte,chocante que marca,mas macabro também,imagine que louco seria se fosse realidade,mas a trama é muito boa,tem mistério e suspense até o fim.
Horrorizante, espetacular, surpreendente e imprevisível, claro, com requintes de crueldade. Almodovar na essência. Filmaço. Quem tem estômago fraco, não deve assistir.
Está longe de ser uma grande filme de Pedro Almodóvar. Mas não é um filme ruim e nem tão sem pé nem cabeça. Afinal, vivemos em um mundo cheio de machismo, psicopatas por toda a parte. A história é conduzida sob o ponto de vista da personagem de Antônio Banderas (que bom rever o ator hablando en español). Banderas é convicente na pele do médico aparentemente normal, mas que guarda dentro de si um comportamento psicótico e machista. Chega a incomodar, as vezes. Não é um filme agradável, mas leva à reflexão!
Um tema perturbador e polêmico. Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes convencem como o atormentado trio que mora na mesma casa, mas não consegue se comunicar. Boa atuação também de Jan Cornet, o Vicente. O público deve prestar atenção à passagem do tempo. As experiências transgênicas e outras do cirurgião plástico são altamente discutíveis. A tensão vai num crescendo, até atingir o clímax, neste filme diferente das tragicomédias anteriores do diretor Pedro Almodóvar.
-Péssima trama envolvendo o Banderas...Filme bem ruim mesmo. -Tava com uma vontade de assistir,que quando fui ver me decepcionei.Um dos piores filmes do ano.
Creio que as críticas negativas, se dão unicamente por "esperarem o mesmo estilo do Almodóvar", mas essa loucura posta no filme, o torna singular. Um médico que tem sua vida transformada com o acidente da esposa em que fica com o corpo desfigurado. spoiler: E seu consequente suicídio . Após tal incidente, sua filha passa a ter problemas psiquiátricos, e numa tentativa de tentar socializar a filha novamente, o médico pensa que sua filha fora estuprada, eis ai um ponto crítico em relação a crimes, eles não podem partir de achismos, tem que haver a certeza, ter pessoas competentes não envolvidas sentimentalmente para investigar e julgar. Porém, em consequência de tal fato, ele cria experiências novas no estuprador, depois de alguns anos, realmente se ver o resultado negativo na mente do acusado. Um filme válido.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade