Eu acho simplesmente genial a mudança que Almodóvar fez nesse filme. Ele saiu de seu lugar-comum e voltou a ousar. A direção extremamente detalhista, o roteiro muito bem costurado e boas atuações (Destaque para Antonia Banderas, que, finalmente, saiu da mesmice de seus filmes recentes), o filme trabalha temas habituais do diretor e mais alguns outros sob uma nova ótica. Tenso, envolvente, criativo e muito bem realizado, esse filme atesta que ele ainda consegue sair de sua fórmula e se sair muito bem.
Um filme ótimo e impressionante!!!! Ele mostra um pouco da realidade (exageradamente) das pessoas que são desaparecidas, o ponto baixo do filme, é que Ele exagera demais e algumas partes começam do nada e um pouco confusas, mas nada que estrague o filme. Eu recomendo muito!!
Bem... O que posso dizer... Intrigante? Um filme "assistível", mas tem que possuir a mente aberta a possibilidades. Há momentos geniais, mas no contexto geral, sem grandes expectativas.
Robert Ledgard (Banderas), renomado cirurgião plástico, após ter perdido a mulher por um suicídio ao descobrir o estado no qual se encontrava, vítima de queimaduras provocadas por um acidente de carro, praticamente testemunha o estupro de sua filha, Norma (Suárez) e, posteriormente, sequestra o homem que se encontrava com ela, Vicente (Cornet), provocando uma cirurgia de mudança de sexo e o transformando em Vera Cruz (Anaya), com quem passa a se envolver emocionalmente, após um período no qual reagira aos avanços de Vera.
Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2019/10/filme-do-dia-pele-que-habito-2011-pedro.html
Almodóvar é sempre Almodóvar; é sempre bom; é sempre sensível e marcante; é sempre passional e hiperbólico , mesmo em filmes menos impactantes e mais bem comportados como "Fale com ela" , "Volver" e "Abraços partidos". Porém, "A pele que habito" traz de volta o bom e velho Almodóvar de "Matador", de "Atame" , de "De salto alto" , entre tantas outras obras polêmicas , catárticas e viscerais do cineasta. Por meio de um filme que mescla suspense e terror , o diretor espanhol leva às últimas consequências uma premissa já trabalhada em outras obras: o amor tem um lado aterrorizante. Inclusive , em "Atame" , um cineasta veterano afirma que não existe diferença entre filmes de amor e de terror. Arrisco-me a dizer que "A pele que habito" é uma releitura apavorante de "Atame", que também conta com Antonio Banderas no papel de um homem obsessivo , que não mede esforços para ficar ao lado da mulher que deseja. Porém, "Atame" é um filme bem mais leve , com senso de humor , um final feliz e razoavelmente convencional, sem consequências trágicas para ninguém, cheio de um erotismo bem agradável e sexy. "A pele que habito" é muito mais que um thriller sobre o amor desmedido; é um questionamento sobre a própria sexualidade; sobre o ser homem e o ser mulher; sobre o que realmente somos debaixo da pele que habitamos. A pele que nos define , em muitos casos , é uma estranha para quem a possui. Outra ideia defendida pelo filme é a magnitude do desejo; do amor. Desejo é sempre desejo e amor é sempre bom independente da orientação sexual e da pele que habitamos. A vida de uma forma ou de outra sempre nos conduz ao amor e ao desejo.
Filme muito bom e viajado ao mesmo tempo. Sou suspeita ao falar porque gosto muito do gênero. Com o filme é possível ver a falta de limites de uma mente doentia. Pedro Almodóvar me surpreendeu com um roteiro doido e bem bolado e amarado. A história nos prende todo o tempo e tem um final inesperado. Para quem é doida com filme assim como eu não pode deixar de assistir este. Vale a pena e recomendo.
Com tantas divergências de opiniões, fiquei com medo de não gostar. Felizmente tive uma ótima surpresa. Filme espetacular e diferente de tudo que já assisti. Não achei parado em nenhum momento, prendeu minha atenção do primeiro ao último minuto. Já assisti duas vezes e assistirei mais quantas forem necessárias. Nota mil!
Pela sua história A Pele que Habito tinha tudo pra ser um grande destaque, apesar do elenco um tanto quanto fraco, mesmo assim o filme poderia ter causado muito mais impacto. O filme dança em um precipício com o modo que a história é contada, quase se tornando um filme enrolado do que um filme que te prende e faz querer sacar o que se passa na história, felizmente a partir da segunda metade o filme se desenrola de vez. Por fim é um filme com uma história muito interessante porém com uma execução muito pobre, ao contrário do que diz a crítica do AC, "Abrazo Rotos" (Abraços Partidos) de 2009 é infinitamente melhor que este.
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