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Rafael Hades
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3 críticas
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4,0
Enviada em 14 de julho de 2014
O que dizer sobre esse filme? Surpreendente, estranho, diferente, esquisito, "sem noção", "nada a ver"... Talvez todos esses adjetivos de certo modo configuram o filme em um todo. Pedro Almodován nunca teve medo de ser expor, ele sempre achou que o normal é a maior exposição. Nessa trama que envolve o telespectador do começo ao fim, já se começa com uma pergunta: Porque ele deixa Vera naquele quarto como uma prisioneira? Nos traillers e fotos dá para sacar que ele é um cirurgião plástico e ela uma paciente, mas só.
O longa vai ganhando importância maior a cada cena, é como se cada parte do filme fosse uma cena teatral do estilo shakesperiana, em que cada narrativa tem completa significância no ato final. O elenco interage muito bem entre si, claro, os personagens de difícil criação ou acabariam com o filme ou o elevariam ao êxito. Não se teve um ator (atriz) que roubasse a cena, perdoe-me Banderas, perdoe-me Elena Anayam - que concerteza deixou a academia em dia, mas cada cada atuação e personagem mostrou relevância.
É um filme sofisticado, que com absoluta certeza afeta mais a mente masculina (assista e concorde), e que deve ser assistido e discutido. E pode ter certeza, no final desse filme você entenderá o título para lá de diferente: A PELE QUE HABITO.
O filme é famoso por ter uma grande surpresa na história. E se é o que espera, consegue. O filme tem uma das maiores reviravoltas do cinema. Fora isso, não apresenta grandes motivos para você se interessar pela história. É um filme comum, talvez fraco, com uma grande surpresa.
As experiências de Pedro Almodóvar sobre a subjetividade humana
Vingança, juízo de valor e paternalismo. Temas frequentes na obra de Almodóvar tornam a figurar em A Pele que Habito (2011). A produção espanhola foge do gênero habitual do cineasta, contudo reforça algumas das suas suas marcas e agrada a maioria dos fãs que o autor conquistou em tantos anos de cinema dramático, romântico e crítico.
A trama que tem como base o romance Tarântula, de Thierry Jonquet, é uma enxurrada de referências, que vão desde a obra de Franz Kafka passando pela história de Kaspar Hauser e cercando Frankenstein, e são anexadas em um enredo atual e transpassadas aos olhos do espectador por um belíssimo elenco e atuações minimalistas.
Robert (Antonio Banderas) é um cirurgião plástico que sofre de diversos traumas, desde uma criação atribulada, com os pais ausentes, até à trágica morte da esposa, que acabou cometendo suicídio após ter o corpo inteiramente queimado em um acidente de carro. A filha do casal, Norma (Blanca Suárez) presencia o ato e desenvolve uma série de problemas psicológicos, enquanto Robert torna-se obcecado em estudar o tecido epitelial humano, tentando reconstituí-lo por completo, justamente para que a história de sua esposa não se repita.
A partir deste ponto, cada vez mais a insanidade domina Robert, que acaba não medindo a intensidade dos seus atos. E nesse contexto é que Almodóvar apresenta Vera (Elena Anaya) ao espectador. Uma mulher calma e aparentemente complacente com a situação de ser mantida em cárcere privado dentro da casa do cirurgião.
Sobrecarregado de informações, porém com narrativa de fácil compreensão e um ótimo andamento, A Pele que Habito é um ensaio sobre as relações humanas, as máscaras sociais, a essência do ser, a liberdade individual e os limites da crueldade intraespecífica.
filme terrível. nao traz reflexao, sádico cruel e injusto. spoiler: vemos uma pessoa sendo abusada e maltratada o filme inteiro. filme perturbardor e triste
Uma droga de filme. Superestimado. Quem elogia é hipócrita fingindo ser culto e descolado. Quase uma pornochanchada brasileira dos anos 70 no Brasil. Acho todos os filmes do Almodóvar horríveis e esse não foge desse flagelo. Cenas mal feitas, toscas, atuações lamentáveis, tramas infantis. Assisti só pra confirmar o que eu sempre soube, Almodóvar é péssimo. Aqueles que o idolatram não sabem sequer viver. Nem a nudes e sensualidade se salva nesse filme. Um completo desperdício de tempo, talento, dinheiro e espaço. Almodóvar deveria ter se tornado um auxiliar de escrivão em algum cartório na Sibéria soviética, lá sua falta de talento não iria desperdiçar o tempo de ninguém.
“Filme de ALMODÓVAR” resume tudo. Um filme de aspecto psicológico, poucos personagens bem explorados. E um desenrolar e esclarecimento bem peculiar. Este filme não poderá ter comentário como ser clichê e tema repetitivo. Surpreenda-se também com este filme.
Creio que as críticas negativas, se dão unicamente por "esperarem o mesmo estilo do Almodóvar", mas essa loucura posta no filme, o torna singular. Um médico que tem sua vida transformada com o acidente da esposa em que fica com o corpo desfigurado. spoiler: E seu consequente suicídio . Após tal incidente, sua filha passa a ter problemas psiquiátricos, e numa tentativa de tentar socializar a filha novamente, o médico pensa que sua filha fora estuprada, eis ai um ponto crítico em relação a crimes, eles não podem partir de achismos, tem que haver a certeza, ter pessoas competentes não envolvidas sentimentalmente para investigar e julgar. Porém, em consequência de tal fato, ele cria experiências novas no estuprador, depois de alguns anos, realmente se ver o resultado negativo na mente do acusado. Um filme válido.
Um filme totalmente diferente dos padrões Almodóvar,La Piel que Habito é um dos melhores filmes do cineasta espanhol e mesmo que diferente dos demais de sua filmografia ainda temos questionamentos sobre sexualidade em pauta.
O roteiro o Almodóvar abre questionamentos válidos e expõe de certa forma a visão dele sobre esse mundo sexual.É um filme com uma pegada mais sombria,sem cores vivas características o diretor,pelo menos 90% das imagens do filme são frias,brancas e raramente vemos o vermelho.Essa atmosfera de início dá a entender que será um grande suspense,mas que depois de assistir fica a sensação de que ele é mais um mistério/drama.A In injustiça é um ponto forte aqui,o personagem do Banderas tem muita dor dessa injustiça e a usa para ser uma espécie de desculpa para suas estranhas experiências,aliás é um personagem que leva muito da característica do cientista louco de Frankenstein.
Banderas está à vontade,é um personagem fascinante que guarda em seus experimentos uma dor dos acontecimentos passado ao mesmo tempo que o faz com um certo fetiche,é usa a injustiça como desculpa para tais atitudes.O plot twist do filme é sensacional,na verdade tudo que o espectador assiste em seu primeiro ato é uma introdução despretensiosa para tentar entender as atitudes do Robert.Logo os flash blacks são sensacionais e também começa de maneira despretensiosa,mas logo em seguida o diretor começa instigar o público que se apreende para tentar entender esse quebra cabeça e quando o responde deixa quem assiste boquiaberto.
Existem diálogos como um dito por Vera que serve também para exemplificar o que o diretor também quer passar: "Eu sempre fui uma mulher",dá a entender que o Almodóvar quis dizer que ser homem ou mulher é bem mais do que um corpo.Mas é ainda maior do que isso,o Robert por exemplo a todo momento vê em Vera,sua criação e que ela no caso pertence a ele mesmo,ela é sua e só ele pode amá-la,e isso é nítido nos diálogos nas cenas que o Almodóvar mostra,é um retrato de machismo também que o Almodóvar propõe.
Apesar de um mistério que vai se diluído e perdendo sua substância.La Piel Que Habito é uma maneira que o Almodóvar encontra em expressar seus sentimentos perante as diferenças sexuais e alertar sobre o machismo.Essa linguagem textual mesmo que por momentos seja um pouco escondida envolta do mistério ainda é sensacional.É por essas e outras que eu considero esse,um dos grandes trabalhos de Pedro Almodóvar.
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