A Pele que Habito
Média
4,1
1567 notas

138 Críticas do usuário

5
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Rafael Hades
Rafael Hades

7 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de julho de 2014
O que dizer sobre esse filme? Surpreendente, estranho, diferente, esquisito, "sem noção", "nada a ver"...
Talvez todos esses adjetivos de certo modo configuram o filme em um todo. Pedro Almodován nunca teve medo de ser expor, ele sempre achou que o normal é a maior exposição. Nessa trama que envolve o telespectador do começo ao fim, já se começa com uma pergunta: Porque ele deixa Vera naquele quarto como uma prisioneira? Nos traillers e fotos dá para sacar que ele é um cirurgião plástico e ela uma paciente, mas só.

O longa vai ganhando importância maior a cada cena, é como se cada parte do filme fosse uma cena teatral do estilo shakesperiana, em que cada narrativa tem completa significância no ato final. O elenco interage muito bem entre si, claro, os personagens de difícil criação ou acabariam com o filme ou o elevariam ao êxito. Não se teve um ator (atriz) que roubasse a cena, perdoe-me Banderas, perdoe-me Elena Anayam - que concerteza deixou a academia em dia, mas cada cada atuação e personagem mostrou relevância.

É um filme sofisticado, que com absoluta certeza afeta mais a mente masculina (assista e concorde), e que deve ser assistido e discutido. E pode ter certeza, no final desse filme você entenderá o título para lá de diferente: A PELE QUE HABITO.
Paulo
Paulo

128 seguidores 201 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de janeiro de 2022
Um roteiro intrigante sobre mudança de sexo. Bons atores garantem esse forte suspense até o final.Muito bom.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de agosto de 2017
O filme é famoso por ter uma grande surpresa na história. E se é o que espera, consegue. O filme tem uma das maiores reviravoltas do cinema. Fora isso, não apresenta grandes motivos para você se interessar pela história. É um filme comum, talvez fraco, com uma grande surpresa.
Monica R.
Monica R.

11 seguidores 12 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 26 de junho de 2013
Quase dormi vendo esse filme. Na verdade,vi uns 40 minutos e não aguentei mais,de tão monótono.
Wellinton d
Wellinton d

2 seguidores 6 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de novembro de 2016
As experiências de Pedro Almodóvar sobre a subjetividade humana

Vingança, juízo de valor e paternalismo. Temas frequentes na obra de Almodóvar tornam a figurar em A Pele que Habito (2011). A produção espanhola foge do gênero habitual do cineasta, contudo reforça algumas das suas suas marcas e agrada a maioria dos fãs que o autor conquistou em tantos anos de cinema dramático, romântico e crítico.

A trama que tem como base o romance Tarântula, de Thierry Jonquet, é uma enxurrada de referências, que vão desde a obra de Franz Kafka passando pela história de Kaspar Hauser e cercando Frankenstein, e são anexadas em um enredo atual e transpassadas aos olhos do espectador por um belíssimo elenco e atuações minimalistas.

Robert (Antonio Banderas) é um cirurgião plástico que sofre de diversos traumas, desde uma criação atribulada, com os pais ausentes, até à trágica morte da esposa, que acabou cometendo suicídio após ter o corpo inteiramente queimado em um acidente de carro. A filha do casal, Norma (Blanca Suárez) presencia o ato e desenvolve uma série de problemas psicológicos, enquanto Robert torna-se obcecado em estudar o tecido epitelial humano, tentando reconstituí-lo por completo, justamente para que a história de sua esposa não se repita.

A partir deste ponto, cada vez mais a insanidade domina Robert, que acaba não medindo a intensidade dos seus atos. E nesse contexto é que Almodóvar apresenta Vera (Elena Anaya) ao espectador. Uma mulher calma e aparentemente complacente com a situação de ser mantida em cárcere privado dentro da casa do cirurgião.

Sobrecarregado de informações, porém com narrativa de fácil compreensão e um ótimo andamento, A Pele que Habito é um ensaio sobre as relações humanas, as máscaras sociais, a essência do ser, a liberdade individual e os limites da crueldade intraespecífica.
joyce l
joyce l

1 seguidor 13 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 5 de janeiro de 2021
filme terrível.
nao traz reflexao, sádico cruel e injusto.
spoiler:
vemos uma pessoa sendo abusada e maltratada o filme inteiro.
filme perturbardor e triste
Hayud Farah
Hayud Farah

28 seguidores 19 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 18 de agosto de 2024
Uma droga de filme. Superestimado. Quem elogia é hipócrita fingindo ser culto e descolado. Quase uma pornochanchada brasileira dos anos 70 no Brasil. Acho todos os filmes do Almodóvar horríveis e esse não foge desse flagelo. Cenas mal feitas, toscas, atuações lamentáveis, tramas infantis. Assisti só pra confirmar o que eu sempre soube, Almodóvar é péssimo. Aqueles que o idolatram não sabem sequer viver. Nem a nudes e sensualidade se salva nesse filme. Um completo desperdício de tempo, talento, dinheiro e espaço. Almodóvar deveria ter se tornado um auxiliar de escrivão em algum cartório na Sibéria soviética, lá sua falta de talento não iria desperdiçar o tempo de ninguém.
Francisco F.
Francisco F.

121 seguidores 181 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2020
“Filme de ALMODÓVAR” resume tudo. Um filme de aspecto psicológico, poucos personagens bem explorados. E um desenrolar e esclarecimento bem peculiar. Este filme não poderá ter comentário como ser clichê e tema repetitivo. Surpreenda-se também com este filme.
Lucas S.
Lucas S.

293 seguidores 204 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de maio de 2016
Creio que as críticas negativas, se dão unicamente por "esperarem o mesmo estilo do Almodóvar", mas essa loucura posta no filme, o torna singular. Um médico que tem sua vida transformada com o acidente da esposa em que fica com o corpo desfigurado. spoiler: E seu consequente suicídio
. Após tal incidente, sua filha passa a ter problemas psiquiátricos, e numa tentativa de tentar socializar a filha novamente, o médico pensa que sua filha fora estuprada, eis ai um ponto crítico em relação a crimes, eles não podem partir de achismos, tem que haver a certeza, ter pessoas competentes não envolvidas sentimentalmente para investigar e julgar. Porém, em consequência de tal fato, ele cria experiências novas no estuprador, depois de alguns anos, realmente se ver o resultado negativo na mente do acusado. Um filme válido.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de maio de 2020
Um filme totalmente diferente dos padrões Almodóvar,La Piel que Habito é um dos melhores filmes do cineasta espanhol e mesmo que diferente dos demais de sua filmografia ainda temos questionamentos sobre sexualidade em pauta.

O roteiro o Almodóvar abre questionamentos válidos e expõe de certa forma a visão dele sobre esse mundo sexual.É um filme com uma pegada mais sombria,sem cores vivas características o diretor,pelo menos 90% das imagens do filme são frias,brancas e raramente vemos o vermelho.Essa atmosfera de início dá a entender que será um grande suspense,mas que depois de assistir fica a sensação de que ele é mais um mistério/drama.A In injustiça é um ponto forte aqui,o personagem do Banderas tem muita dor dessa injustiça e a usa para ser uma espécie de desculpa para suas estranhas experiências,aliás é um personagem que leva muito da característica do cientista louco de Frankenstein.

Banderas está à vontade,é um personagem fascinante que guarda em seus experimentos uma dor dos acontecimentos passado ao mesmo tempo que o faz com um certo fetiche,é usa a injustiça como desculpa para tais atitudes.O plot twist do filme é sensacional,na verdade tudo que o espectador assiste em seu primeiro ato é uma introdução despretensiosa para tentar entender as atitudes do Robert.Logo os flash blacks são sensacionais e também começa de maneira despretensiosa,mas logo em seguida o diretor começa instigar o público que se apreende para tentar entender esse quebra cabeça e quando o responde deixa quem assiste boquiaberto.

Existem diálogos como um dito por Vera que serve também para exemplificar o que o diretor também quer passar: "Eu sempre fui uma mulher",dá a entender que o Almodóvar quis dizer que ser homem ou mulher é bem mais do que um corpo.Mas é ainda maior do que isso,o Robert por exemplo a todo momento vê em Vera,sua criação e que ela no caso pertence a ele mesmo,ela é sua e só ele pode amá-la,e isso é nítido nos diálogos nas cenas que o Almodóvar mostra,é um retrato de machismo também que o Almodóvar propõe.

Apesar de um mistério que vai se diluído e perdendo sua substância.La Piel Que Habito é uma maneira que o Almodóvar encontra em expressar seus sentimentos perante as diferenças sexuais e alertar sobre o machismo.Essa linguagem textual mesmo que por momentos seja um pouco escondida envolta do mistério ainda é sensacional.É por essas e outras que eu considero esse,um dos grandes trabalhos de Pedro Almodóvar.
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