Você que viu em Laranja Mecânica Alex cometer suas atrocidades, ir preso e sair da prisão sem arrependimento sem vontade de mudar, querendo praticar sua violência gratuita com seus Drugues, em A Outra História Americana vemos Derek cometer suas atrocidades, ir preso e sair da prisão totalmente arrependido, disposto a mudar e sem querer praticar violência com seu grupo Neonazista! Coincidência não? A diferença é que o filme do diretor Tony Kaye trata de um assunto muito mais pesado do que o filme de S.K. Derek Vinyard (Edward Norton) herdou o ódio diretamente de seu pai. Acreditando na ideologia nazista da supremacia de uma “raça pura”, o jovem se une a uma gangue e mata dois homens negros. Seu destino é a prisão. Atrás das grades, Derek começa a entender como o mundo é de fato e como esteve agindo de maneira imbecil nos últimos anos. Quando finalmente é libertado, Derek descobre que seu irmão mais novo, Danny, está se juntando com o grupo Neonazista. Agora Derek tem a missão de evitar que Danny cometa os mesmos erros que ele. O filme foca em dois lados, no passado de Derek (Edward Norton), onde mostra seus crimes racistas e que é muito bem narrado pelo Danny(Edward Furlong) e no presente de Derek, onde ele tenta convencer seu irmão a não partir pro mesmo lado. Esses dois lados da história são muito bem feitos e muito bem construídos cronologicamente, fazendo com que a gente não se perca em nenhum momento. Isto é graças ao ótimo roteiro que deixa tudo muito bem explicado e acaba nos atraindo pra uma camada de suspense, que nos faz pensar de como será o final da trama, porém, o final nos pega de surpresa, tornando o fim da trama de maneira impecável. O roteiro ainda se mistura com uma bela edição e uma bela cinematografia. Esses três fatores nos faz ficar sem piscar um minuto de tão bem feito que é, principalmente na parte cinematográfica, onde o uso da câmera lenta é usada de maneira espetacular, nos fazendo digerir lentamente as cenas mais impactantes. No fim, duas horas acaba se tornado pouco pra um dos melhores filmes da década de 90. No filme temos o uso do Preto&Branco que além de representar o passado de Derek ele também representa disfarçadamente os conflitos raciais entre brancos e negros mostrados em cena, essa é uma das partes geniais do roteiro. Edward Norton fez uma atuação inesquecível, dando vida pra praticamente dois personagens, Derek antes da prisão e pós prisão, provavelmente seu melhor trabalho! Edward Furlong também teve seu destaque, narrando muito bem o passado de Derek. A Outra História Americana mexe com quem assiste, pois é um alto retrato do arrependimento e do que ''foi'' o Neonazismo. '' Não somos inimigos, mais amigos. Não devemos ser inimigos. Embora a paixão tenha se excedido, não deve romper nossos laços de afeição. As coras místicas da memória voltarão a se expandir, quando tocadas tão certo como serão, pelos melhores anjos de nossa natureza''
É um bom filme. Tema interessante e auspiciosamente pedagógico em vários aspectos existenciais. Deflagra bem o viés sócio-psicológico das vertentes radicais ainda presentes, sob diversas denominações. O desencadeamento dos eventos que se seguem no enredo flui de maneira agradável e coerente do começo ao fim. Norton atuou muito bem neste filme, e, de fato, contribuiu majoritariamente para sua qualidade, dado a realidade que se propõe evidenciar. Recomendo!
Corajoso retrato do ódio racial que está nas raízes da formação da sociedade norte-americana, geralmente mais fortes do que os valores e a consciência individuais. Olhos voltados para o enredo pessoal do neonazista incorporado de maneira irrepreensível por Edward Norton (que, sem exageros ou artifícios, passa credibilidade na mudança de postura do personagem), sobressai a fotografia que mistura preto e branco com cores, a depender do momento de vida do protagonista que é retratado (preto e branco para o neonazista, cores para o reabilitado, após sair da prisão). Em momentos de poesia cinematográfica, o diretor filma duas cenas de chuveiro cruciais para entender a transformação de Norton: na prisão, em que ele é violentado; em casa, antes de se olhar no espelho e questionar a suastica tatuada no peito, possivelmente com a alma e a mente lavadas.
Um dos melhores filmes do Edward Norton, e nunca um filme foi tão atual mesmo tendo sido lançado há 16 anos atrás, o filme começa a partir da narrativa do personagem Danny que vê o seu irmão que faz parte de um grupo de skinheads como ídolo, só que tudo muda após o seu irmão Derek sai da cadeia, o filme procura mostrar como o personagem Derek acabou se transformando num skinhead, e como a família dele já era desestruturada antes mesmo do seu pai morrer, a cabeça de Derek muda totalmente dentro da cadeia depois dele fazer amizade com um negro, com um final daqueles o filme mostra a dura realidade do preconceito e dos seus efeitos, além de mostrar que violência e ódio não leva a nada.
Um bom filme, bem dirigido e com ótima interpretação de Edward Norton. Um drama social de algumas décadas atrás nos EEUU, quando era moda a formação de grupos skinhead, neonazistas, defensores da limpeza étnica. Só não entendi o final, achei que faltou alguma coisa. Ficamos sem saber como reagiu Derek, ex líder skinhead, à morte de seu irmão Danny por um negro. Será que ele resistiu à tentação da vingança?
Este filme conta uma história emocionante e em alguns momentos chocantes, foi muito bem escrito, e o elenco está excelente, a fotografia deixou um pouco a desejar mas não deixa de ser boa.
Esse é o tipo de filme que, logo na primeira cena, vimos que se trata de algo especial. Tem filmes que nos arrepiam desde os cinco minutos iniciais e te fazem pensar: "quero assisti-lo até o fim e conhecer a fundo a história desses personagens". E "A Outra História Americana" desperta exatamente esse sentimento: um filme especial, único, com um roteiro e fotografia impecáveis, personagens carismáticos, atuações soberbas, perfeitas. A todo instante somos brindados com ideias inteligentes e diálogos hipnotizantes. Depois de assistir essa obra-prima, fica uma pergunta: como um filme como este sequer concorreu a estatueta do Oscar? Merecia não somente a indicação, mas também a premiação, que acabou ficando com o insosso "Shakespeare Apaixonado". O único lado ruim deste filme é que, quando terminamos de ver, fica a sensação de que não veremos outra obra genial tão cedo, e bate até uma depressão cinéfila. Enfim, filme indispensável para quem aprecia a Sétima Arte!
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