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Mary M
18 seguidores
55 críticas
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4,5
Enviada em 5 de julho de 2021
Meu erro foi não ter assistido esse filme antes. Que incrível! Adorei os personagens, a história. Ele aborda o anti racismo de uma maneira diferença, não somente indo contra esse pensamento como explicando porque muitas das pessoas preconceituosas possuem esses pensamentos. Mostra os dois lados: por isso foi o melhor filme sobre racismo que eu já vi na minha vida e não hesito em dizer isso! É como se o roteirista fizesse uma análise completa sobre o espectro geral, não somente o lado da vítima, e sim o lado do opressor. Ele é maravilhoso! Eu recomendo muito, mas já aviso que o longa possui umas partes bem violentas e que o pessoal mais sensível talvez fique desconfortável.
O filme acompanha a história de Derek e seu irmão mais novo Danny, ambos são neonazistas. O longa se divide entre o presente o passado, que é retratado por meio de flashbacks em preto e branco. Os acontecimentos do presente ocorrem em um espaço de 24 horas. A questão estética nos flashbacks em preto e branco em conjunto com os símbolos nazistas busca relembrar as imagens da época, misturando com o momento em que a história se passa.
Apesar do filme ser de 1998 ele é bem atual em seu discurso. Grupos neonazistas e supremacistas brancos voltaram a crescer no mundo. O discurso de que negros, latinos e pessoas de outras etnias roubam empregos e são os responsáveis pela pobreza dos americanos brancos é mostrado no filme, e esse discurso ainda é muito usado nos dias de hoje. Autoridades acabam corroborando com esses discursos na vida real, e muitos deles são apoiados por esses grupos.
Todo mundo tem a ideia de que os Estados Unidos é um lugar maravilhoso para se prosperar e, assim, viver o sonho americano. No entanto, o filme mostra o ‘outro’ lado desse sonho. Sempre é exaltada a participação americana na Segunda Guerra Mundial, mas pouco se fala dos neonazistas que surgiram no país depois do conflito. Os grupos supremacistas brancos começaram a ganhar força no início do século 20 nos Estados Unidos, como a Klu Klux Klan.
A Outra História Americana é um filme bem atual, e que mostra um outro lado do país em relação as consequências da Segunda Guerra Mundial. Essa história era sempre deixada de lado, enquanto a parte gloriosa da participação americana no conflito é sempre mostrada.
Posso situar este filme entre os melhores que já vi, sem a menor sombra de dúvida. Assisti em 2020, depois de tanto ouvir falar. É uma pena que a linha de pensamento destrutiva na qual a trama está centrada ainda existe e se reproduz.
Filme extremamente atual e necessário, que mesmo sendo produzido em 1998 consegue dialogar com o presente de forma tão direta que chega a ser triste, ver como continuamos como uma sociedade alimentada por ódio e extremismos que não causam benefícios para nenhum dos lados.
O filme tem como personagem principal Derek Vinyard (Edward Norton) que é um neonazista, que após cometer um crime vai para a prisão e retorna com pensamentos diferentes de quando entrou. O longa aborda ódio, perda e redenção, mostrando que todos nós somos susceptíveis a sermos usados por outros das maneiras mais sórdidas e cruéis.
Essa obra consegue dialogar com o mundo contemporâneo a medida que vemos como o ódio ainda proporciona e elege pessoas com pensamentos extremistas, pessoas que criam, manipulam e alimentam o ódio na sociedade com o intuito de conseguirem benefícios com isso. Onde no final os únicos que pagam com suas vidas é a maioria das pessoas, que são cidadãos sem muita escolaridade e altamente influenciáveis.
O filme é lindo e triste ao mesmo tempo, pois nos deparamos com lições que deveríamos ter aprendido enquanto sociedade há anos, contudo continuamos traçando o mesmo caminho de ódio e segregação de nossos ancestrais.
Sem a menor sombra de dúvida, este é um filme corajoso por mostrar tão nua e crualmente preconceitos que já deviam terem sidos superados, mas que infelizmente ainda estão aí. 22 anos separam seu lançamento do momento em que escrevo essa crítica, e é com tristeza que digo que este ainda é um filme necessário pelo seu tema. Na parte técnicas, todas as atuações estão impecáveis, porém o que achei que deixou a desejar foi que, apesar de trabalhar toda a mudança de pensamento de Derek e seu irmão, não achei profunda o bastante, visto que a ideologia nazista é tão cegante e ambos estavam tão imersos nesse mundo, que não pude deixar de achar essa mudança um pouco superficial, e, por essa ser a peça chave do filme, dei a nota de 3,5.
Há um bom tempo manifestava interesse em assistir esse filme, porém, sempre acabava deixando de lado, até que então, hoje, resolvi assistir. Me arrependi de não ter assistido antes, o filme é muito bom e retrata o lado obscuro da América, o lado racista e xenofóbico. Inicialmente, a obra é retratada de um ponto de vista extremamente racista, porém, no seu decorrer, o protagonista acaba modificando a sua forma de pensar, graças ao irmão, que acabará de ganhar liberdade após ter assasinado dois negros. É um filme muito interessante e que prende você a todo o momento.
SPOILER: Reassisti "A outra história americana" recentemente e, apesar do filme ainda me impactar como fez qdo eu era garoto pela excelente atuação do Edward Norton (esse filme e "Clube da Luta" são os melhores dele) e do Furlong (poderia ter seguido uma carreira brilhante, tinha muito potencial), o final dessa vez me deixou com um gosto esquisito na boca, como se a atitude do garoto negro justificasse o ódio neonazista pela comunidade e jogasse o Norton de volta no modo full-pistola (eu sei q a idéia é mostrar os dois lados da moeda, mas a raiva do grupo negro contra o Furlong me pareceu meio gratuito e não como um eco das ações do irmão, já que ele não faz nada pra merecer ser jurado de morte)... acho q seria melhor se tivesse feito um paralelo com as duas vidas pra mostrar mais esse choque (como o garoto negro sendo um menino bom e da paz, mas sendo pressionado pra ser um gangsta e ensinado a cometer atrocidades, igual o Furlong). Filmaço pela interpretação e pela história em si, mas a mensagem no final ficou esquisita pra mim
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