Não nego a minha preferência por filmes de entretenimento (famosos "filmes pipoca"). Nunca fui o maior fã de filmes filosóficos, embora alguns se salvem, como o espetacular 2001 do Kubrick, que consegue ser sensacional mesmo sendo enigmático. Só que o Anticristo do Lars Von Trier para mim foi um dos filmes mais fracos que já pude assistir! Os atores até tentaram salvar, como na cena em que ela tem medo de pisar na grama, mas quando o enredo é fraco, não há muito o que se fazer! Alguns diálogos para mim não tiveram muito nexo, ficaram muito artificiais, mesmo ficando claro que ele está tentando fazer uma "terapia" com ela. Algumas tomadas para mim foram totalmente desnecessárias e se cortadas não fariam falta alguma! Mesmo com este filme fraco mantenho a imagem de que Lars é um tremendo cineasta!
Dizem que "ou você ama ou você odeia" esse novo filme de Lars von Trier. Talvez eu seja um dos poucos que conseguiu achar um meio termo - a ideia é bacana, tem cenas muito boas, mas parece que algo simplesmente "não se encaixa". É um filme legal, te faz pensar bastante, mas mesmo assim parece que tem algo que o diretor quis dizer e não soube dizer - pode até ser que o erro tenha sido meu, mas a sensação que o filme passa é a de que algumas coisas só deveriam ser entendidas pelo próprio diretor. No todo, não é um filme ruim. Mas também não é um filmaço.
Gostei do filme - bons atores, história interessante. Só acho que Lars Von Trier, pelo menos em minha cabeça, fica preso em DogVille. Talvez o DogVille seja sua obra primeira, não restanto mais surpresa em mim. Mas de qualquer forma, achei o filme muito bom: excelentes imagens, reflexivo, diálogos incríveis e coerentes e profundamente dramático e trágico.
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