Anticristo
Média
3,1
746 notas

44 Críticas do usuário

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3
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2
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Julli C.
Julli C.

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4,0
Enviada em 29 de dezembro de 2016
Anticristo gerou uma enxurrada de discussões fervorosas, que atingiram desde interpretações psicanalíticas, misóginas, satânicas até pornográficas (rs). Creio que o Von Trier tenha cumprindo seu propósito: fazer-nos pensar... e muito!
Minha leitura: Não se trata da história de um casal, uma cabana, um filho morto, blá blá blá... é um filme construído sobre simbologias, cujo todas as cenas são um quebra-cabeça para abordar um tema muito denso: RELIGIÃO. Sim, como sugere o título, Anticristo é um filme que aborda o papel da religião na construção dos tabus da sociedade e principalmente dos dogmas que carregamos. O filme nos leva a questionar: a culpa impregnada em mim (mulher!) e as impressões sobre o mundo são minhas ou isso foi planejado e plantado em minha mente através de um processo histórico cruel?
Trata-se de um filme complexo, feito para atingir altos níveis de consciência. É preciso abrir a mente!
E claro, um parêntese para uma das mais belas (e fortes!) cenas de abertura!
Raildon L.
Raildon L.

29 seguidores 22 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de março de 2014
O Massacre da Serra Elétrica (1974) foi um dos filmes que mais me provocou a sensação de o vi pela primeira vez, há alguns anos, fiquei incomodado pelo barulho da moto-serra e pelo próprio estado de espírito da produção que exalava horror e um tipo de depressão inexplicável. Fico imaginando o que se passou pela cabeça de quem viu o longa original de Tobe Hopper na sala escura do cinema.

O Anticristo (2009) do cineasta dinamarquês rivaliza com essa produção, tendo em vista o elevado grau de negatividade que o filme transpira. Toda a estrutura lembra uma opereta de horror que inicia chocando o espectador com uma cena em câmera lenta onde uma criança morre enquanto os pais (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, ambos em Ninfomaníaca) estão em plena e ardente prática sexual.

O luto da mãe, que se sente culpada pelo acidente, é exteriorizado de forma intensa, enquanto o marido utiliza suas técnicas de terapeuta para minimizar o trauma emocional da mesma. Quando ambos se isolam numa cabana isolada na floresta é que se inicia o verdadeiro festival de horror feito com a intensidade de quem tinha o real propósito de descrever toda a negatividade que se passa no interior de uma mente combalida.

O filme é dividido em capítulos, prática típica de Lars Von Trier. E no decorrer da narrativa a situação só piora entre o casal. O longa se torna ainda mais obscuro e há apenas um raríssimo momento onde acreditamos que a situação pode vir a melhorar. No geral, a tensão só cresce e Anticristo se firma na condição de um Torture Porn poderoso com cenas amargurantes, entre as quais, a conhecida sequência de mutilação genital.

A questão é que, enquanto muitas produções apelam naturalmente para o grotesco, ao mesmo tempo criam um clima estilizado que, de certa forma, minimiza a morbidez geral, com técnicas e clichês que confortam o espectador, demonstrando que tudo não passa de um ato ficcional. Na contra-partida, Lars Von Trier não poupa o seu público e entrega um produto doloroso de se ver e que muito se assemelha a uma espécie de tortura psicológica.

É inegável exaltar a realização artística do filme. Anticristo alcança sua finalidade com méritos. Apesar disso, não é um produto que conseguimos assimilar facilmente. E é aquele tipo de experiência recomendável apenas aos interessados em adentrar nos meandros psicológicos de um realizador interessado em chocar e provocar axiomático sentimento de repulsa. No mais, é para se ver uma vez e, como diria o corvo de Edgar Alan Poe, "Nunca Mais!".
Leonardo N.
Leonardo N.

11 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de janeiro de 2014
Lilith, spoiler: a primeira mulher de Adão, criada do mesmo barro original. De natureza indomável, selvagem, caótica, primordial, de impulsos sexuais não reprimidos por uma educação castradora, não poderia jamais ser dominada por um igual. Lúcifer se apresenta a ela, seduzindo-a, demonstrando que como ela, ele também tinha um caráter selvagem, questionador, opositor, "baderneiro" ( como se diz pelos jornais). Lilith é diferente de Eva, que era submissa, que não era da mesma matéria-prima original, vinha de alguém anterior e que por isso lhe devia respeito e submissão, sendo essa da costela de Adão; em Gênesis, Versículo 23 está escrito: "Disse então o homem: Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada. Lilith, também é associada à serpente, que aliciou Eva, posteriormente. Por isso, Lilith ser considerada pela cultura judaico-cristã como um Demônio, o primeiro criado por Lúcifer. A natureza então era visto como o reino do caos, das pulsões primordiais, dos ímpetos selvagens. A Natureza e a mulher são amplamente retratadas em iconografias referente à Inquisição, Feitiçaria, religiões pagãs, como bruxas realizando sabbaths no meio da floresta durante a noite, em orgias, violando virgens, etc. Deformidades físicas em rebentos, logo evidenciavam que a criança era amaldiçoada ou que a mãe era uma bruxa. A Floresta escura pode ser tomada como o subconsciente e o consciente inexplorado, o indizível o inconfessável. A mulher independente, visceral, selvagem sempre causa estranheza numa sociedade judaico-cristã, onde a obediência e a submissão são regras de ouro. As fogueiras continuam acesas, a independência feminina continua a ser incendiada nas inquisições modernas. O difícil mesmo é aceitar que Adão, Lilith, Eva, Lúcifer, Deus, o caos e a ordem, a luz e as trevas, A Casa e a grama estão todos dentro de nossa mente-coração. E que explorar cada canto desta floresta pode ser amedrontador e doloroso, mas também redentor.
Igor Durden
Igor Durden

52 seguidores 96 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 16 de janeiro de 2014
Lars não consegue "chocar" com clima e historia acaba recorrendo a cenas de alto teor gráfico ( Tanto de violência como de sexo). E isso talvez estrague o potencial do filme de se tornar brilhante e passa a ser mais uma experiencia desconfortável de forma gratuita!
Sys S.
Sys S.

9 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de agosto de 2013
O filme é um exercício psicoterapeutico,passando por períodos de fundamental atenção para o sumo de sua compreensã conflito entre o irracional e o racional,inconsciente e consciente retratados em simbologias e antí seu título encontra-se a principal delas,o anticristo,que na verdade, é um paradoxo simbológico entre um dos capítulos que se passam na floresta do éden,os três mendigos, e os três reis magos do cristianismo que marcaram o nascimento de Jesus :Melchior,rei da Persa;Gaspar;rei da índia e Baltazar;rei da Arábia...A protagonista( Charlotte Gainsbourg) não percebe o seu abandono a uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico,o ego,abandonando o princípio da realidade,a consciência moral e ética do convívio em sociedade,desencadeada através do choque, após a trágica morte de seu filho,deixando-a apta a manipular seu marido que, estando,também sensível á morte de seu filho,isento de seus conhecimentos terapeuticos para com a esposa,deixou-se se encontravam ,literalmente,em um conflito entre os conceitos do bem e do mal.
Claudio S.
Claudio S.

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0,5
Enviada em 6 de julho de 2013
O filme é um tanto confuso,e o pior de tudo é a apelação da nudez e filme apresenta cenas de sexo muito piores do que Willem Dafoe teve com Madonna em Corpo em Evidê quem gosta do gênero terror,irá pensar que o filme é porno.
Tiago C.
Tiago C.

29 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de junho de 2013
Lars von Trier foi muito feliz na escolha dos personagens, o casal, Charlotte Gainsbourg e Willem Dafoe, estão em sincronia perfeita. Há um contraste enorme entre a beleza, como é mostrada as imagens e o horror, do que está acontecendo. O definhamento do ser humano diante das tragédias "corriqueiras" da vida. Angustiante, perturbador e belo.
Eduardo P.
Eduardo P.

84 seguidores 98 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de março de 2013
Um filme muito forte e impactante. Com uma direção que te joga dentro dos conflitos, "Anticristo" tem uma beleza visual fantástica (o horror das paisagens, animais e acontecimentos é muito bem filmada pela câmera sensorial e marcante de Lars Von Trier), atuações fantásticas do casal de atores (Charlotte ganhou o prêmio de melhor atriz em cannes, e, como sempre, não foi por acaso. Ela entra completamente dentro das conflitos de sua personagem e se expôs física e emocionalmente até a última gota, mas Willem Dafoe também merece elogios com uma atuações que tem momentos de equilíbrio e outros de pura dor) e uma quantidade imensa de simbolismos (tudo que parece estranho ou desnecessário tem algum significado, é só refletir). Entendo porque o público o rejeita, afinal, é um filme muito forte e pesado. Mas para quem não tem medo e gosta de filmes inteligentes, vale muito a pena. A mensagem não é (e não pretendia ser) uma lição de moral ou algo 100% correto, é algo para se pensar, refletir e debater. E, ao meu ver, tudo que possui conteúdo, gera debates e é uma experiência marcante, merece ser assistido e refletido. Enfim, para mim, o filme de terror mais interessante, marcante e, verdadeiramente, assustador que eu já vi.
André H.
André H.

12 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de dezembro de 2012
Filme denso, complicado. É preciso abrir a mente pra entender o conceito de anti-cristo que o diretor quer passar. Provocar os instintos é a base do que Lars quer dizer. Mas provocar os instintos mais profundos, aqueles que o ser humano quer esconder de si mesmo.
Jaqueline d.
Jaqueline d.

7 seguidores 15 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 3 de dezembro de 2012
assisti por curiosidade, depois de ouvir uma critica no radio; Não gostei,não entendi nada e não recomendo: podia ter ficado sem aquelas cenas bizarras de mutilação na cabeça.
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