Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Lucas Leão Alves
24 seguidores
77 críticas
Seguir usuário
1,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Dizem que "ou você ama ou você odeia" esse novo filme de Lars von Trier. Talvez eu seja um dos poucos que conseguiu achar um meio termo - a ideia é bacana, tem cenas muito boas, mas parece que algo simplesmente "não se encaixa". É um filme legal, te faz pensar bastante, mas mesmo assim parece que tem algo que o diretor quis dizer e não soube dizer - pode até ser que o erro tenha sido meu, mas a sensação que o filme passa é a de que algumas coisas só deveriam ser entendidas pelo próprio diretor. No todo, não é um filme ruim. Mas também não é um filmaço.
Lars não consegue "chocar" com clima e historia acaba recorrendo a cenas de alto teor gráfico ( Tanto de violência como de sexo). E isso talvez estrague o potencial do filme de se tornar brilhante e passa a ser mais uma experiencia desconfortável de forma gratuita!
Não me importa a simbologia ou mensagem oculta nesse filme. É uma porcaria ! Um monte de cenas escrotas e apelativas para quem é doente ! Não se ganha ou se aprende nada, só violência sem sentido com personagens que gostam de sentir dor. Para quê ver isso ?
O Massacre da Serra Elétrica (1974) foi um dos filmes que mais me provocou a sensação de o vi pela primeira vez, há alguns anos, fiquei incomodado pelo barulho da moto-serra e pelo próprio estado de espírito da produção que exalava horror e um tipo de depressão inexplicável. Fico imaginando o que se passou pela cabeça de quem viu o longa original de Tobe Hopper na sala escura do cinema.
O Anticristo (2009) do cineasta dinamarquês rivaliza com essa produção, tendo em vista o elevado grau de negatividade que o filme transpira. Toda a estrutura lembra uma opereta de horror que inicia chocando o espectador com uma cena em câmera lenta onde uma criança morre enquanto os pais (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, ambos em Ninfomaníaca) estão em plena e ardente prática sexual.
O luto da mãe, que se sente culpada pelo acidente, é exteriorizado de forma intensa, enquanto o marido utiliza suas técnicas de terapeuta para minimizar o trauma emocional da mesma. Quando ambos se isolam numa cabana isolada na floresta é que se inicia o verdadeiro festival de horror feito com a intensidade de quem tinha o real propósito de descrever toda a negatividade que se passa no interior de uma mente combalida.
O filme é dividido em capítulos, prática típica de Lars Von Trier. E no decorrer da narrativa a situação só piora entre o casal. O longa se torna ainda mais obscuro e há apenas um raríssimo momento onde acreditamos que a situação pode vir a melhorar. No geral, a tensão só cresce e Anticristo se firma na condição de um Torture Porn poderoso com cenas amargurantes, entre as quais, a conhecida sequência de mutilação genital.
A questão é que, enquanto muitas produções apelam naturalmente para o grotesco, ao mesmo tempo criam um clima estilizado que, de certa forma, minimiza a morbidez geral, com técnicas e clichês que confortam o espectador, demonstrando que tudo não passa de um ato ficcional. Na contra-partida, Lars Von Trier não poupa o seu público e entrega um produto doloroso de se ver e que muito se assemelha a uma espécie de tortura psicológica.
É inegável exaltar a realização artística do filme. Anticristo alcança sua finalidade com méritos. Apesar disso, não é um produto que conseguimos assimilar facilmente. E é aquele tipo de experiência recomendável apenas aos interessados em adentrar nos meandros psicológicos de um realizador interessado em chocar e provocar axiomático sentimento de repulsa. No mais, é para se ver uma vez e, como diria o corvo de Edgar Alan Poe, "Nunca Mais!".
É um filme tenso e perturbador, cheio de de cenas fortes e simbolismos. É um filme que induz a pensar sobre os seus significados. Entretanto não é errado dizer que o roteiro de Lars Von Trier sobre a história do casal em si é confuso, ao apresentar uma mulher que de uma hora pra outra seu estado mental (e que também de uma hora pra outra retorna ao seu estado anterior) deixa o espectador se entender o porquê disso. Enfim, acho ANTICRISTO, um filme que acerta na sua proposta de simbologia, mas erra na história pano de fundo. NOTA: 7
Não dá para entender qual o objetivo do filme! Quem ele intitula Anticristo? Se é a mulher, pela análise do roteiro, todas as mulheres são anticristo? Ou o homem terapeuta estava enlouquecido e vendo coisas?
O filme realmente é excelente uma bela historia um roteiro na maioria das vezes bom em algumas vezes é meio nada a ver atuações incriveis e uma trilha sonora muito cativante
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade