Mesmo sendo provavelmente o melhor filme de Ashby (que como Hitchcock, resolve fazer uma ponta enquanto em um clube noturno), não escapa do paternalismo sentimental que rege, de forma bem mais codificada que a anárquica jornada pessoal de três observada por Cassavetes em Os Maridos (1970). Aqui os laços de amizade que surgem rapidamente de uma missão que era para ser de pura impessoalidade profissional mesmo não soando inverossímeis, sobretudo no momento em que o filme se situa, e mesmo traçando uma errância típica da época da New Hollywood, não deixam de trair o humanismo libertário associado à contracultura que se associou o nome de Ashby, mesmo que domesticado para consumo amplo, ao contrário de Cassavetes ou outros realizadores seminais do período, como Barbara Loden (Wanda) ou, mesmo quando em flerte com um público mais amplo, como Bob Rafelson (Cada Um Vive Como Quer, com o mesmo Nicholson), lidando de forma mais sofisticada com personagens e situações e distanciando-se do populismo que parece se encontrar em suspensão apenas.
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