Durval discos é um filme nacional de comédia que contou com a direção e roteiro de Anna Muylaert. Na trama, acompanhamos Durval (Ary França), que possui uma loja de discos e mora com a sua mãe Carmita (Etty Fraser). Devido ao cansaço da sua mãe, Durval resolve contratar uma doméstica para o lar. Com isso, Célia (Letícia Sabatella) aceita o cargo, mesmo ganhando pouco. Porém, em poucos dias, Célia abandona a sua filha pequena na casa de Durval. Anna iniciou sua carreira de diretora em alto nível com um filme repleto de camadas. Anna mostra seu apego aos detalhes ,pois não quer mostrar apenas a história, mas se preocupa pela forma em que ela é contada. Logo é mostrando placas , lojas e detalhes interessante na rua em que a loja de discos de Durval está ( e isso hoje bate uma senhora nostalgia). Essa sensação continua com o telespectador diante do filme inteiro sem que a direcao precise recorrer a cenas fora da loja ( o filme passe quase todo dentro da loja). A narrativa se apresenta com um humor descontraído, ao mesmo tempo com uma pitada de drama diante da situacao em que Durval é um homem que foi superado pelo tempo. Ainda preferindo apenas vender Lp do que inovar com os CDs. Mais do que isso, Durval prefere as comidas antigas feita pela sua mãe (que nao se lembra como faz). Durval é um homem que prefere o conforto, por isso não procura contrariar a mae e muito menos sair de , a narrativa muda drasticamente de foco, antes mesmo de um esgotamento. O segundo ato temos a intensificação do drama com uma passagem para o suspense no terceiro ato. Claro que o humor ainda existe, mas se torna ácido demais, quase imperceptível. Não é um humor para rir, mas que percebemos o quanto aquilo é exagerado e beira a loucura. É preciso entender mesmo assim, existe um super coesão no texto. A câmera junto com os espaços pequenos da casa é um convinte a estar dentro do filme. A direção capricha na falta de espaço, nem que para isso use um cavalo em cena ( isso acontece de forma gradativa).Visualmente, o filme é riquíssimo; as capas dos LPs é um convite agradável. A trilha é um absurdo de bom: tim Maia, Gilberto Gil etc. Ainda temos a rápida, mas marcante participacao de Rita Lee. No mais, é um filme hoje que merece ser assistido e Anna ganha o seu primeiro reconhecido já em seu primeiro trabalho. Grande filme que nao tem medo de muda o seu lado ( lado A e B , assim como nos discos) de uma hora para outra.