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Asia Mundi
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44 críticas
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5,0
Enviada em 14 de dezembro de 2014
.Graças às ótimas atuações de Ken Watanabe e de Kazunari Ninomya a medida que passa o filme, vamos percebendo que cada um daqueles soldados era um ser humano, com família, sentimentos e sonhos, que a guerra, em sua estupidez trata de massacrar.
Parafraseando o título do filme de 1994, Forrest Gump- o contador de histórias, depois que tive a oportunidade de assistir alguns filmes de Clint Eastwood exercendo a função de diretor acredito que ele, sim, é o verdadeiro contador de histórias.
Clint possui uma característica rara entre os diretores, a simplicidade em conduzir uma trama. Se Forrest Gump tinha sua maneira toda particular de cativar os que sentavam no banco do ponto de ônibus, Clint consegue cativar o espectador que senta na poltrona do cinema.
Cartas para Iwo Jima retrata um período específico da Segunda Guerra Mundial, onde os Estados Unidos e o Japão travaram uma batalha com o intuito de dominar a Ilha de Iwo Jima. O filme, A conquista da Honra (2006), também de Clint, aborda o tema com o enfoque voltado para a visão dos americanos sobre o fato.
Por ser um tema extremamente pesado, o diretor apresenta os personagens de maneira delicada com o objetivo de suavizar a trama. Outro ponto interessante é a fotografia escura ao explorar determinadas cenas de confronto com o auxilio da trilha sonora pouco utilizada, mas precisa e eficiente.
O diretor propõe um convite ao espectador: “Quero lhes contar uma história, não tenho pressa!”. Os filmes de Clint Eastwood possuem uma tendência em explorar a dramaticidade dos personagens com certo exagero Hollywoodiano, mas assim como fez em Gran Torino ao tratar o preconceito com humor, Clint também utiliza esse recurso em Cartas para Iwo Jima, a cena do pinico é um alívio para o espectador.
Outro aspecto interessante é a questão da história ser retratada em uma caverna, (esta serve como proteção para os Japoneses) algo que poderia prejudicar a trama, mas ganha destaque devido aos ângulos explorados por Clint em determinadas cenas. Não há julgamentos como em outros filmes de guerra, a base são as histórias escritas nas cartas. Clint consegue retratar em seus filmes as angústias vividas pelos personagens, com destaque para a cena de suicídio coletivo, conduzida de forma bela e poética.
No livro, O feitiço do cinema- Ensaios de Griffe sobre a sétima arte, de Juan Droguett e Flávio Andrade (organizadores), Bernardo Bertolucci afirma que: “O prazer proporcionado pelo cinema é gerado quando se estabelece comunicação entre aquilo que o diretor ou produtor faz e aquele que o recebe ou percebe”. Clint Eastwood pode ser considerado um verdadeiro contador de histórias, pois consegue a difícil arte de estabelecer essa comunicação com o espectador.
Um envolve drama muito bem conduzido pro Eastwood, atuação impecável de Ken Watanabe, um filme de guerra que mostra as lições de vida e só o nacionalismo ou derrota do inimigo, além disso a parte das batalhas bem realizadas, a questão da edição de som, fazem desse filme quase uma obra prima.
... Cartas de Iwo Jima mostra o lado dos japoneses na 2 guerra.Este se concentra bem mais em mostra batalhas épicas do que narrar os fatos dos soldados pós guerra como o filme " A conquista da Honra" de mesmo diretor faz.Este em minha opinião está superior ao outro que acabei de citar, a fotográfia é impressionante , os efeitos são um dos mais belos que já, talves perdendo apenas para Pearl Harbor.O que achei interessante neste filme é que ele mostra o lado japones de um modo menos americanizado, mas sim de um modo mais realista, e mostra que estes não eram loucos, sanguinários como diversos outros filmes retratam. Belo filme, minha nota 9.0
Mostra o lado oposto do filme A conquista da Honra,que também tem como diretor Clint Eastwood.Visando o lado Japonês,na Guerra de Iwo Jima,este é inferior ao outro.É sem duvida alguma muito interessante no que propõe,mas tem diversas cenas cansativas, principalmente do incio,onde eles se preparam para o confronto. Porém,com o passar dos minutos,Cartas para Iwo Jima, mostra também a guerra,que sem duvida é parte que mais atraí o telespectador.Cheio de explosões,mortes,que não feitas de maneira violentissima.Também,possui belos efeitos visuais, principalmente nas cenas dos navios,que ficam visiveis ao mar.
O filme também tem um excelente roteiro,escrito pelo competente Paul Haggis,e que na minha opinião,não seria injusto ele vencer o oscar dessa categoria.Também existe uma otima edição de som.
Tem cenas muito chocantes e crueis,como a cena do cachorro, que é capaz de incomodar qualquer uma pessoa.Mas estes momentos não prejudicam a critica do filme em nenhum momento,inclusive pode até ser considerado uma pitada especial a mais,neste quísito.
Vale a pena,mas não se preocupe com o inicio,que é cansativo, pois depois não a mais nada de sonolento,e sim de uma tragica historia de guerra.
Extrair de um tema já tão explorado no cinema uma história tão singular,é um feito que merece o reconhecimento de todos que apreciam a sétima arte.O filme é ótimo,quanto ao Clint Eastwood,esse cara é uma lenda viva do cinema.
Nunca aconteceu em Hollywood de mostrar uma outra versão da Guerra e foi na mãos do diretor experiente Clint Eastwood de trazer para cinema a ótica dos soldados japonês. Bastante poético o filme...adorei.
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