Pânico
Média
4,2
1771 notas

85 Críticas do usuário

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Kleber de Paula
Kleber de Paula

1 seguidor 14 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de julho de 2025
Pânico acerta e erra com estilo.

Ao iniciar essa clássica franquia de terror, Pânico estabelece os traços modernos que influenciam o gênero até hoje. Não por acaso, tornou-se um filme popular e cativante.
Esperava um filme mais bem construído, mas Pânico apresenta falhas típicas do gênero. Os personagens secundários são pouco desenvolvidos, geralmente reduzidos a uma única característica, com exceção de Sidney (Neve Campbell), cuja personalidade ganha mais profundidade. Apesar do roteiro simples, as atuações são, de modo geral, convincentes.
A direção de Wes Craven, embora não brilhe, cumpre seu papel, com um ritmo consistente e enquadramentos que intensificam o suspense.
O humor, bem dosado na maior parte do filme, é um acerto. No entanto, no último ato, a comédia escrachada, como nas falas exageradas durante a revelação do assassino, foge do tom geral, lembrando a paródia da franquia.
Apesar das falhas no roteiro e no desenvolvimento de personagens, Pânico entrega um entretenimento sólido e deixa um legado marcante, influenciando o terror moderno e inspirando paródias.
Maria Jose Rodrigues de Souza
Maria Jose Rodrigues de Souza

10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de janeiro de 2025
Meu segundo filme favorito desta franquia (depois de Scream 4) simplesmente muito bom, mas é uma pena que você percebe quem é "doente" naquele grupo de amigos...
Diogo Maroeli Santos
Diogo Maroeli Santos

8 seguidores 168 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de agosto de 2024
Filme divertido, com um terror legal! Personagens carismáticos, assassinos bem interessantes e eu me diverti, mesmo já sabendo o final. Não é aquele grande filme, mas merece uma nota 8.
GuiV
GuiV

4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de dezembro de 2023
Pânico é provavelmente o filme (e franquia) de slasher mais inteligente e inovadora já produzido, além de trazer um tom de humor, ele traz a incerteza de quem está por trás da(s) máscara(s) e a motivação que resultaram em suas ações. Todos os atores são perfeitos em seus papéis. Trilha sonora, visuais e roteiro brilham. Só não é perfeito por algumas de suas cenas terem envelhecidos mal.
Mario Hrq
Mario Hrq

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de julho de 2023
Um ótimo filme. Para quem quer assistir um filme cujo o enredo trabalhado te prende do começo ao fim do filme te prende demais! Um dos melhores filmes de terror ja lançados, super recomendo!
Sra. Seijuro
Sra. Seijuro

8 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de novembro de 2022
Filme ótimo com narrativa aterrorizante e de te fazer gargalhar às vezes, o início do filme é uma cena clássica, uma das melhores do filme
Arthur
Arthur

5 seguidores 85 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de fevereiro de 2022
O filme começa com Casey Becker (Drew Barrymore) estando sozinha em casa quando recebe ligações de um estranho, Ghostface que acaba à matando junto de seu namorado. Essa por se só já é uma ótima abertura e que lembra bastante 'Psicose' de Alfred Hitchcock, onde a atriz mais conhecida do elenco é morta sem pestanejar. Lançado em 1996, 'Pânico' é o primeiro de uma série de filmes slasher dirigida pelo saudoso Wes Craven, o longa estrela atores como Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Jamie Kennedy, Skeet Ulrich e Matthew Lillard (nosso eterno Salsicha) O maior diferencial do longa, e motivo dele ter marcado época, é o fato de ser um horror que conhece a história do horror e faz sua justa referência a ela, seja homenageando à clássicos do gênero como Halloween ou A Hora do Pesadelo (também de Wes Craven) ou zoando os seus clichês e conveniências, comentários com o fato de todo mundo que pratica sexo ou consome drogas lícitas num filme do gênero automaticamente assina sua sentença de morte são só o começo.

Não há dúvida de que Wes Craven e Kevin Williamson criaram uma visão interessante do filme de terror. Não se trata apenas de ser mais horrível e mais sangrento e sim sobre ser mais inteligente. Não é o primeiro filme do gênero à ser auto-referencial, mas com toda à certeza é o mais lembrado. É aquele que construiu um filme em torno de se mesmo. Os adolescentes são ágeis e conscientes, sempre falando um monte de diálogos sagazes, e a beleza disso está no fato deste ser justamente um filme esperto para um público esperto com personagens igualmente espertos, sem nunca precisar fingir ser mais inteligente do que realmente é, e por isso que funciona tanto. O meu único problema com o longa talvez seja o fato do diretor se achar subversivo e diferentão d+ para eu me importar periodicamente com à história na qual ele está contando. Mas ainda assim consegue ser um filme marcante mesmo não sendo o meu preferido.
Gabriel Buzanello 2 (perdi minha conta original)
Gabriel Buzanello 2 (perdi minha conta original)

4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de novembro de 2021
É um filme excelente
Quando esse filme foi lançado (em 1996) ele fez o subgênero slasher praticamente renascer, o filme faz referência a vários filmes dos anos 70 e 80, o início do filme é muito bom, ele já mostra nos primeiros 10 minutos o que ele vai ser nos outros 100 minutos (1:40 hora), o final do filme é muito bom também, o filme tem cenas muito engraçadas, aliás é um filme de terror com comédia, esses conceitos q foram criados no filme, como spoiler: o Ghost face (assassino) ligar pra pessoa antes de matar e ter mais de um assassino,
são excelentes.

No geral um clássico q criou conceitos muito interessantes e fez um subgênero q tinha sido desgastado praticamente renascer. Nota 9,0
Billy Joy
Billy Joy

4 seguidores 51 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de outubro de 2021
Pânico, filme tão dotado de referências e de uma autoconsciência perante as "regras" narrativas do cinema de gênero, é uma daquelas obras na qual a revisão nos permite observar aspectos mais sutis articulados por Wes Craven.

O que me chamou atenção nessa revisão foi o modo como Craven conseguiu abordar um espírito da época dos anos 90, de adolescentes que cresceram na era do vídeo e dos slashers, tornando-se, assim, pouco sensíveis à violência explícita.

Mas o diretor consegue ir muito além dessa ideia que, aos olhos contemporâneos, pode parecer óbvia, ou até mesmo moralista. Existe no filme uma prevalência da imagem como um todo. A imagem de vídeo, a imagem de fácil acesso num televisor, e como essa revolução midiática moldou a atitude das pessoas. Não há, somente, um gosto pelos assassinatos violentos que se vê em vídeo nos filmes, mas também uma conexão íntima disso com o fascínio pelas repercussões, especialmente na figura dos programas sensacionalistas atrelados à isso.

PÂNICO, O HOMEM E A IMAGEM
A história da arte nos relata muito bem a perpétua relação do homem com a imagem. Desde o período paleolítico, o homem das cavernas se utilizava da imagem, naquilo que ficou conhecido como "magia propiciatória", de modo a atrair para si o animal desejado através da caça. Com o passar dos milênios, e a progressiva sofisticação das artes visuais, outros aspectos da existência humana foram abordados através da construção imagética.

Independentemente do meio utilizado, a imagem sempre serviu ao homem e suas diferentes intenções. Pode-se afirmar que uma grande obra de arte é aquela que gratifica nossa inteligência e sensibilidade artística. Visualizamos uma pintura, uma escultura num museu, buscando uma espécie de gratificação estética.

Contudo, o surgimento da sétima arte e, sobretudo, a sua progressiva portabilidade, simbolizada especialmente pelo advento do vídeo como possibilitador de criações caseiras e, nos tempos atuais, do digital presente na palma da mão de um usuário/criador, configura-se como perturbadora dessa relação histórica entre homem e imagem. A imagem deixa de nos servir, para que nós passemos a servi-la.

Pânico aborda isso de modo muito significativo. Quando, no último ato, Craven alterna planos do personagem cinéfilo conversando com o filme de terror na televisão, com o mesmo ato sendo replicado pelos personagens dentro da van, fica muito evidente como o filme aborda uma mistura entre ficção e realidade, causada pela tirania que a imagem exerce nas pessoas. É muito sintomático o fato de Sidney gritar por socorro na janela e isso ter nenhum resultado, pois tanto dentro da casa quanto na van os personagens estão muito ocupados com o que se passa em tela.

É como se, na possibilidade de registro e visualização quase instantâneos que o home-video apresenta, o que foge dos limites da tela perdesse a importância, e as fronteiras entre o real e o virtual fossem eliminadas, em favorecimento à inação completa perante a tirania da imagem. Se isso fica muito evidente em Pânico e no espírito da época do filme, não está menos presente na vida contemporânea. Diariamente, somos bombardeados pelos mais variados registros amadores feitos por câmeras de smartphone. É a ação violenta do policial, a briga de trânsito, o linchamento, o grito por socorro perante uma ação abusiva. Para que a imagem que vemos seja possível, é necessário um humano em posição passiva de registrador do que se sucede. Sua submissão ao registro, à imagem produzida em tela, parece eliminar sua possibilidade de intervenção real. O homem nos tempos de imagem portátil torna-se voyeur da tragédia evitável.

Sidney, personagem de notável e progressiva força ao longo do filme, é essencialmente a única do núcleo principal que não possui uma cena de submissão à imagem. Não por acaso, sua relação com a violência real é a mais efetiva nos desdobramentos da trama.

Funcionando de modo totalmente oposto a isso, os assassinos morrem pelas suas completas subordinações à tela. Billy, no meio de uma perseguição, é curiosamente distraído por Halloween na televisão, e com isso é surpreendido por Sidney. O desfecho de Stu é ainda mais frontal com relação à isso, morrendo literalmente através da televisão.

Com isso, filme de Craven é verdadeiramente um marco no cinema de gênero. Não somente pela abordagem autoconsciente que propõe, e que seria exaustivamente replicada em outras obras até os tempos atuais, mas também por abordar aspectos emergentes da relação humana com os novos dispositivos de imagem. Algo que também é explorado até hoje em diferentes aspectos, seja no desktop horror ou nas distopias de Black Mirror, mas é na mãos de Wes Craven que, de fato, assume um caráter de obra-prima atemporal.
Willyanwallace990
Willyanwallace990

1 seguidor 12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de fevereiro de 2021
É com certeza um dos melhores filmes de terror que existem. Personagens carismaticos, violencia e misterio fazem desse filme muito bom.
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