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Kelly P.
3 críticas
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4,0
Enviada em 27 de dezembro de 2025
O filme é lindo de ver, mas pesado de engolir. Mostra que fugir do mundo não é liberdade, é risco. A natureza não romantiza ninguém. No fim, fica a lição que muita gente aprende tarde: felispoiler: cidade só faz sentido quando é compartilhada.
Uma história real , um filme muito poético, muito lúdico , contemplativo! a fotografia do filme é esplendorosa , fantástica !! uma história muito bem contado , bem dirigido , boa trilha sonora., a história de Cris , é muito difícil de ser entendida .., é difícil captar a ideia dele , viver daquela forma , é difícil entender o objetivo que ele tinha.., uma história muito exótica! E as vezes melodramática ..., mas o mais interessante é o valor que ele dava pra solitude! Sem apego a nada.., somente a busca pela liberdade , auto descoberta, amizades , conexões humanas! e em relação aos pais , um tanto de raiva e vingança, e porque não , crueldade.
Na natureza selvagem foi dirigido e roteirizado por Sean Penn e foi baseado no livro Into the Wild, de Jon Krakauer. O filme recebeu 4 indicações ao oscar de 2008: melhor montagem, melhor ator coadjuvante ( Hal Holbrook) e melhor música. Na trama, acompanhamos Christopher McCandless (Emile Hirsch), filhos de pais ricos, que após se formar, decide abrir mão de sua carreira e dinheiro para viajar rumo ao Alasca. O livro em que o filme se baseia conta a história real de Christopher McCandless que abre mão de sua sociedade para ir em busca de autoconhecimento. A direção é certeira ao mostrar a inocência e contemplação do protagonista diante de uma natureza selvagem. O roteiro tbm é eficiente em seu primeiro ato, ao ir dosando aos poucos os motivos que levaram o Chris sair de casa: sua família tradicional falida. Ao longo da trama, acompanhamos arcos narrativos com personagens secundários que servem de apoio a jornada de Chris. Podemos aqui citar a participação discreta de Kristen Stewart e a ápice com certeza foi do saudoso Hal Holbrook, que teve um passado trágico, porém enxerga Christopher como alguém para lhe passar suas experiências de vida. O filme merecia ate ser indicado na categoria de fotografias, pois as paisagem foram algo deslumbrante. As composições de Eddie Vedder, do Pearl Jam foram algo perfeito para o filme. No mais, é preciso enxergar a obra com um prisma além de um joven mimado burguês que cansou da vida boa e quis se aventurar no mundo. E para isso é necessário enxergar Christopher não como uma pessoa totalmente certa de suas escolhas. No final, percebe-se que ele estava errado em sua busca por isolamento, pois precisou o tempo todo de contato e ajuda de outros seres humanos. A sua inocência e busca pelo bom selvagem lhe custou muito caro.
É bem interessante a história real de Christopher (Alex). Fico imaginando se todos os bilhões de pessoas no mundo forem procurar a felicidade na natureza selvagem. Mas, prova a total imaturidade do jovem. Há meios menos perigosos para buscar a tal felicidade, é só lembrar que ela existe apenas em momentos.
"Na Natureza Selvagem" é um filme de uma beleza estonteante e de uma tristeza igualmente profunda. A narrativa, baseada em uma história real, é um paradoxo emocional: nos encanta com imagens de paisagens majestosas e nos fere com a solidão visceral do protagonista, Christopher McCandless.
A trilha sonora, composta e executada magistralmente por Eddie Vedder, é a alma do filme. Suas canções melancólicas e reflexivas não apenas acompanham a jornada, mas a definem, ecoando o anseio por liberdade e a dor não dita que Christopher carrega consigo. A música é a ponte que nos conecta com seu mundo interior.
No entanto, é impossível assistir sem uma sensação crescente de melancolia. O tom do filme é este: spoiler: uma busca poética, porém fatalista . A jornada em busca de liberdade pelo isolamento radical e pelo contato puro com a natureza revela-se, em suas camadas mais profundas, como spoiler: a crônica de um possível suicídio inconsciente . A fuga de McCandless não é apenas uma rejeição ao materialismo da sociedade; é um isolamento de tudo e de todos—afeto, comunidade, amor e até de sua própria identidade. Esse afastamento total parece menos uma escolha filosófica e mais a consequência de uma profunda depressão não diagnosticada, uma ferida interna que ele tenta, em vão, curar com a aventura da natureza.
O filme, portanto, encanta com sua fotografia deslumbrante e sua trilha inspirada, mas também entristece profundamente. É a celebração de um ideal de liberdade que se confunde com a tragédia de um jovem que, tentando encontrar a vida em sua forma mais crua, spoiler: encontrou apenas uma solidão esmagadora e a morte . É uma obra bela e dolorosa, que permanece conosco justamente por seu amargo paradoxo.
O filme é lento e arrastado, porém essa é a ideia dele e traz uma moral de vida que te faz refletir. Um filme que tenta passar a visão de um andarilho que busca a felicidade além de bens materiais ou relacionamentos pessoais. No fim passa uma mensagem de que a vida não se vive sozinha, de que não se deve procurar a verdade da vida e além disso, a verdadeira felicidade só acontece quando ela é compartilhada com alguém.
Filme conta história de um jovem que vai na contra mão de toda sociedade, deixa de cursar faculdade em Harvard para viver como viajante e fazer o que gosta em contrapartida só mundo empresarial e uma sociedade que vive de aparência.spoiler, no final ele morre aos 24 anos 凉
O filme é um soco no estômago. Uma hora o personagem principal cita a maldade das pessoas, dos políticos, da corrupção e é o que vivenciamos hoje. Achei o começo arrastado, do meio pro fim o filme é belo demais. Cada Pessoa vê o seu sofrimento de uma forma e tenta lidar com ele. O que pode parecer o certo pra um pode se tornar um sofrimento para outros. É bem reflexivo, com ótima fotografia, ótimos atores. Fiquei triste com o fim, mas no fundo foi perfeito. Vou dormir engasgado e ao mesmo tempo agradecer pela vida, o bem mais precioso que temos.
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