Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América: Críticas
Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América
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Ricardo L.
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4,0
Enviada em 3 de novembro de 2020
Filme que tem que ser visto para diversão, se desprender de qualquer formalidade e se divertir. Roteiro é loucão, mas bem desenvolvido, Sacha Baron Cohen está sensacional, ele leva todo o filme nas costas e nos garante varias gargalhadas. Muito bom.
Sinceramente esperava bem mais desse filme. Na época de seu lançamento foi muito comentado e fiquei extremamente curioso para ver o revolucionário, anarquista e genial Sasha Baron Cohen em cena, mas o que vi em Borat foi uma sucessão de piadas sem graça, um roteiro ridículo feito com o simples intuito de ridicularizar as pessoas e exibir situações vexatórias na tentativa de expor o preconceito na sociedade. O filme só conseguiu denegrir a imagem do povo do Cazaquistão tratando-os como retardados e acéfalos. Infelizmente a ideia é até boa mas muito mal executada.
Borat é a sátira social perfeita : Parte filme de comédia linear, parte shockumentary brilhantemente aleatório e realista, este delírio coletivo de Larry Charles e Sacha Baron Cohen acerta em praticamente tudo em que se propõe a acertar. É uma viagem escatológica e brutal até as profundezas da cultura americana. O humor situacional é desenvolvido com tanta naturalidade e talento, que é impossível você assistir sem gargalhar pelo menos uma vez, é tudo feito com tanta perspicácia e coração ao mesmo tempo, o argumento apresenta suas teses provocativas sobre os EUA de forma arrojada, sutil, e empática, sem soar petulante, e sem perder o frescor juvenil do humor que usa como âncora de suas ideias.
O humor que "BORAT" exala há muito tempo não se via em comédias. Talvez desde o último filme do grupo Monty Python ou mesmo do jornal Planeta Diário, da turma do atual Casseta & Planeta. Por vezes grosseiro, escatológico, mas inebriante, ah, isso sem dúvida alguma. Borat (Sacha Baron Cohen) é um repórter do Cazaquistão que no início do filme nos mostra o seu vilarejo (de uma pobreza invejável), sua família (e sua irmã, que, segundo ele, é a quarta prostituta de todo o Cazaquistão e seus hobbies (pingue-pongue, se bronzear com um maiô digno de uma São Paulo Fashion Week e espiar a mulherada no banheiro). O governo do Cazaquistão decide enviá-lo para os Estados Unidos para que ele possa trazer material que norteie o crescimento econômico e cultural da ex-república da URSS. Ao chegar a Nova Iorque tendo como trilha sonora "Everybody's talkin'", de Harry Nilson, do filme "PERDIDOS NA NOITE", aquele com Jon Voight e Dustin Hoffman. Ao invés de termos um cowboy chegando na megalópole, temos, isto sim, um repórter do Cazaquistão, cuja obsessão sexual é casar com a atriz Pamela Anderson, da série BAYWATCH. A viagem de BORAT através do continente americano é engracadissima. Ele se depara - e tira um sarro pesado - de judeus (o proprio Sara Baron Cohen e judeu), de gente de extrema direita do Texas que aprecia rodeios, de gente da televisao, do pessoas da Casa Branca, etc. Acho que todos sao afetados pelo "furacão" BORAT, a começar pelo presidente George W. Bush. A metralhadora humorística utiliza todos os meios para atingir os seus fins; ora mais rústicos, ora mais sofisticados. O ator Sara Baron Cohen mostrou ter "cojones" para enfrentar as conseqüências que o seu humor deixaria sobre os judeus, os fundamentalistas, enfim, sobre uma America atrasada que a maioria do mundo ignora a existência. Até o governo do Cazaquistão quis processá-lo. Porém, após perceber que o ataque do filme era sobre o imperialismo burro dos EUA, o governo retrocedeu na suas sanções e até quis homenagear o ator. O humor politicamente incorreto agradece. Numa época em que não se pode falar nada de mau de nenhuma instituição, todos ficam melindrados por qualquer crítica, Sara Baron Cohen ousou desafiar a tudo e a todos. Ah, e não percam a participação dele no filme "RICKY BOBBY: À TODA VELOCIDADE" (disponível nos importadores da nossa região), em que ele interpreta um piloto francês homossexual. Arrasador.
"Borat" é um filme característico de uma época do cinema de humor que hoje não existe, está ultrapassada, mas será mesmo que esse humor não funcionaria hoje em dia? "Borat" é engraçado pelo absurdo, é engraçado pelo constrangimento e pela ofensividade, com uma ótima atuação de Sacha Baron e uma direção que simula um shockumentary de comedia e consegue dar um ritmo ótimo ao longa, além de sua câmera solta ser muito bem utilizada, como fotografias bem urbanas e uma trilha marcante e completamente sem medo de ousar, seja visualmente ou através do texto, o longa dirigido por Larry Charles ainda conta um ótimo roteiro, diferente, arriscado e engraçado, até criticas sociais estão contidas dentro do humor de borat que funcionam melhor do que muito filme dramático.
Borat é um filho de sua época, um humor besteirol e um roteiro cheio de humor negro e agressões visuais, o longa é lembrado por carinho por muitos e foi um sucesso comercial, vale a pena revisitar essa obra e se surpreender como seu humor ainda funciona, mesmo hoje em dia. NOTA: 7/10
Pura insanidade! Não dava nada por ele e loquei com certa aflição, mas ele me surpreendeu. Com humor ácido americano e com muito deboche em relação ao povo do Afeganistão, ele chama a atenção pela coragem e pela insanidade do roteiro. Mereceu o prêmio de Melhor filme cômico do ano. 8,7
Filme medíocre, com piadas rasas, apelativas e de mau gosto! Trama vulgar com piadinhas que poderiam ter alguma graça há 50 anos atrás mas que agora não convencem quase ninguém. Basta uma análise mínima sobre o enredo para odiar este filme!
O filme não exalta preconceito algum! Apenas deixam claras as diferenças culturais que podem existir entre as comunidades. Em todas as culturas existem conceitos e preconceitos, e julga-las seria uma forma errada de tentar compreende-las. Borat é sublime pois não julga, mostra. Quem faz o julgamento por ele, pelo jeito, é quem senta na cadeira do cinema.
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