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NerdCall
64 seguidores
503 críticas
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3,0
Enviada em 23 de outubro de 2025
A Própria Carne é um filme que desperta interesse e respeito mais pela iniciativa do que pela execução plena. É uma obra que começa forte, sustentada pela ambientação, pelas atuações e pelo som impecável, mas que se perde ao tentar ser maior do que o necessário. O terror psicológico que domina a primeira metade é o ponto alto da produção, e quando ele cede espaço ao sobrenatural, o filme parece perder sua identidade.
Mesmo assim, é um passo importante. Para o trio Ottoni, Pazos e Ian SBF, A Própria Carne marca um começo promissor no cinema, mostrando que há espaço — e público — para o terror brasileiro feito com paixão, criatividade e autenticidade. E se o resultado final não é totalmente equilibrado, ainda assim é corajoso o bastante para merecer atenção. Que a Nonsense Creations continue trilhando esse caminho, refinando o que aqui se mostra como potencial. Porque se há algo que o filme prova, é que o terror nacional ainda tem muita carne própria para explorar.
Filmaço! Com o orçamento que a galera tinha, e no que eles se propuseram, cumpriram muito bem o papel de entregar um baita suspense. Sem uso de muletas, como jumpscares, o filme conduz muito bem, entrega um baita clima, e tem muitas cenas gore incriveis. Orgulho demais de saber que aqui no Brasil a gente tem produções com esse nível de qualidade e dedicação.
Fui assistir A Própria Carne com o coração aberto — especialmente por admirar o trabalho do Jovem Nerd e a coragem de investir em cinema de gênero no Brasil. No entanto, a experiência acabou decepcionando.
Desde os primeiros minutos, o filme tenta impor tensão através de uma paleta escura e uma trilha constante, mas o efeito soa forçado. A atmosfera é criada por artifício, não por narrativa. Falta densidade, falta história — e o resultado é um suspense que quer ser opressivo, mas acaba vazio.
As personagens não despertam empatia nem provocam interesse. Falta humanidade, e o espectador permanece distante. Os diálogos, por sua vez, são monótonos — sempre no mesmo tom e intensidade, sem ritmo ou variação emocional. Além disso, a mixagem de som é incômoda: as vozes soam excessivamente próximas do espectador, sem qualquer ambiência. Em muitos momentos, parece que foram dubladas em estúdio, e não gravadas no ambiente da cena, o que quebra totalmente a imersão. Por algum motivo, as vozes e os espaços do filme simplesmente não pertencem um ao outro.
Outro problema grave está na espacialidade. Mesmo com um cenário reduzido, o filme não consegue nos situar. Não entendemos como os cômodos da casa se conectam, nem onde o celeiro está em relação à residência. Essa desorientação geográfica não é intencional — é resultado de uma direção que não domina a mise-en-scène. Num filme de terror, o espaço é um personagem; aqui, ele é apenas um borrão.
Percy entrega uma boa atuação, talvez a mais consistente do elenco, mas sua performance parece limitada por uma direção que não sabe como valorizá-la. Os diálogos são engessados e a direção de atores carece de naturalidade, transformando o que poderia ser tensão em artificialidade.
No fim, o que mais incomoda em A Própria Carne é a insistência em parecer um filme tenso, mesmo sem ser. Tudo é montado para impor peso e gravidade, mas sem nunca construir de fato essa sensação. Faltam momentos de respiro, de humanidade, de contraste. O início, por exemplo, poderia ter mostrado os guerreiros em um ambiente mais realista — com luz natural, cores abertas e um pouco de vida — antes que a escuridão se instaurasse. Esse contraste daria contexto, criaria vínculos e tornaria o horror genuíno. Sem isso, o filme permanece fechado em sua própria estética, tentando ser denso sem nunca realmente sentir.
Muito potencial, pouca entrega. Fui assistir "A Própria Carne" com uma expectativa considerável. A premissa é excelente: um filme de terror nacional ambientado durante a Guerra do Paraguai, misturando horror histórico com elementos que parecem saídos de Lovecraft. Infelizmente, a sensação que ficou ao final da sessão foi de profunda frustração. Na minha opinião, o filme é bem fraco e desperdiça completamente o cenário que criou. O principal problema de "A Própria Carne" é o seu roteiro. A história, que segue três soldados desertores encontrando uma casa isolada, parece não saber que rumo tomar. O filme introduz vários elementos interessantes — o trauma da guerra, o passado dos personagens, a mitologia sombria do local — mas não desenvolve nenhum deles de forma satisfatória. Tudo parece superficial. Os arcos dos personagens são rasos e as motivações mudam de forma abrupta, sem muito sentido. Além disso, o ritmo é muito lento. O filme gasta um tempo enorme construindo uma atmosfera de tensão que, no final, não leva a lugar nenhum. A direção tenta criar um clima "cult" e sufocante, mas acaba entregando apenas tédio. As cenas se arrastam e os diálogos, que deveriam construir o suspense, muitas vezes soam forçados ou expositivos demais. Quando o horror finalmente acontece, ele é rápido e pouco impactante. O clímax é apressado e a resolução dos conflitos é anticlimática, deixando uma sensação de "só isso?". Apesar de uma boa fotografia e uma atuação esforçada do elenco (especialmente de Luiz Carlos Persy como o fazendeiro), eles não conseguem salvar um roteiro que parece mais uma colcha de retalhos de ideias boas que nunca se conectam. Veredito: É uma pena. O cinema de terror brasileiro tem tido ótimos momentos, mas "A Própria Carne" não é um deles. É um filme que tinha tudo para ser memorável, mas que se perde na própria indecisão e não entrega nem suspense, nem terror. Não recomendo.
O cinema brasileiro volta a surpreender com “A Própria Carne”, dirigido por Ian SBF, uma produção que prova como o gênero do terror pode ser usado não apenas para assustar, mas também para refletir sobre a condição humana e a história do país.
Ospoiler: o filme prometia entregar muito porém pra mim não entregou nada, sei que o orçamento era baixo porém bruxa de Blair tbm era e foi incrível, eu fui pela propaganda e apoio ao jovem nerd talvez eu coloquei expectativas de mais e me decepcionei.
Fácilmente classificaria como o pior filme que eu já vi, é nítido pela cinematografia que parece um curta metragem, começa introduzindo um suspense interessante mas falha muito em entregar o que propõe que seria terror, com um final ridículo. Não recomendaria o tempo que o filme tem.
Não consegui gostar e pela primeira vez tive vontade de sair do filme por achar que não teria fim, mesmo tendo uma hora e meia de filme apenas.
Sou fã do jovem nerd e gosto de muitos conteúdos, mas esse para mim foi um produto no qual muitos dizem ser bom, mas para mim não é melhor do que uma novela mediana
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