Média
3,5
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[Assitido na cabine de imprensa de SP]
Só Por Uma Noite tem uma das premissas mais engraçadas do ano: sexo fora do casamento é proibido e, uma vez por ano, Nova York ganha 12 horas de “liberdade”. O problema é que o filme parece muito mais interessado em transformar isso em desculpa para uma comédia romântica do que em explorar a loucura da própria ideia.
E, curiosamente, foi quando eu parei de tentar entender como aquele mundo funciona que comecei a me divertir mais. Monica Barbaro e Callum Turner têm química, Will Gluck sabe tirar humor dos encontros desastrosos e Nova York vira um parque de diversões para gente desesperada atrás de companhia.
Ainda assim, é curioso ver um filme inteiro sobre sexo ter tão pouco sexo e tanta vontade de jogar seguro.
O longa funciona como comédia romântica, mas fica a sensação de que existe um filme bem mais ousado preso ali dentro. A ideia é mais corajosa que o próprio filme.
Só Por Uma Noite tem uma das premissas mais engraçadas do ano: sexo fora do casamento é proibido e, uma vez por ano, Nova York ganha 12 horas de “liberdade”. O problema é que o filme parece muito mais interessado em transformar isso em desculpa para uma comédia romântica do que em explorar a loucura da própria ideia.
E, curiosamente, foi quando eu parei de tentar entender como aquele mundo funciona que comecei a me divertir mais. Monica Barbaro e Callum Turner têm química, Will Gluck sabe tirar humor dos encontros desastrosos e Nova York vira um parque de diversões para gente desesperada atrás de companhia.
Ainda assim, é curioso ver um filme inteiro sobre sexo ter tão pouco sexo e tanta vontade de jogar seguro.
O longa funciona como comédia romântica, mas fica a sensação de que existe um filme bem mais ousado preso ali dentro. A ideia é mais corajosa que o próprio filme.
Achei legal, divertido. É um filme descontraído , pra quem quer assistir uma história sem compromisso .
Comédia romântica com algumas boas sacadas, mas alguns clichês.
Há uma química entre os protagonistas.
Boa trilha sonora.
*Dica: Procurem ver a versão legendada porque eu vi a dublada e tiveram a infeliz ideia de traduzir algumas músicas.
Há uma química entre os protagonistas.
Boa trilha sonora.
*Dica: Procurem ver a versão legendada porque eu vi a dublada e tiveram a infeliz ideia de traduzir algumas músicas.
Comédia leve, bem pensada e muito divertida. Fazia tempo que não assistia um filme tão "easy going" e com diferentes mensagens a todos nós.
Filme muito bom, um dos melhores que vi no cinema recentemente. História bem construída, e muito humor o tempo todo do filme, de forma não forçada ao meu ver. São muitos acontecimentos e reviravoltas ao longo da noite, filme muito descontraido, e não deixa de apresentar um romance bem construido entre o casalprotagonista.
Vale a pena assistir!
Vale a pena assistir!
Quase me arrependi de ter ido ao cinema. O começo de Só Por Uma Noite me pareceu vazio, com algumas cenas engraçadas tentando sustentar uma premissa maior do que elas, e em certos momentos chato. Mas o filme virou, e a virada me alcançou de um jeito que eu não esperava. O tédio do começo continua existindo. Só que a pergunta do final ficou comigo depois que a sala esvaziou.
Lembro que meu olhar aqui não é o da crítica técnica de cinema ou sobre atuações. Eu olho o que há de humano por trás da história.
Numa cidade em que o desejo é liberado por doze horas por ano, todo mundo sabe onde precisa estar, o que precisa fazer e quanto tempo resta. Ninguém parece saber o que procura.
É fácil ler como uma disputa entre sexo e amor. Eu acho que é outra coisa, mais íntima: a diferença entre ser conduzido pela pressão e ser orientado por algo verdadeiro. A pressão diz: é agora. A orientação pergunta: é isso? A pressão oferece todas as pessoas. A orientação reconhece uma.
E existe uma frase que desmonta o filme inteiro: isso não é um dueto. Parece ser sobre música. Não é. É sobre ser desejado e continuar sem voz. Sobre ser escolhido como plateia, função ou cenário, e chamar isso de encontro enquanto seguimos profundamente sozinhos.
Nunca tivemos tanta facilidade para encontrar pessoas, e talvez nunca tenha sido tão difícil sentir que alguém nos encontrou. Ser encontrado não é ser localizado. É ser lembrado, percebido, enxergado.
Na análise completa eu fico no instante em que a noite silencia. O que os dois dizem preferir, e por que isso desloca o centro do filme. Um café lembrado. E um pequeno farol que não é o monumento óbvio da cidade, mas é a única luz que orienta. É ali que a projeção que fabrica cenas vira a projeção que ilumina.
Talvez o contrário da solidão não seja estar cercado. Seja ser encontrado sem precisar continuar performando.
A análise completa você encontra no site Humanidade Retratada.
Lembro que meu olhar aqui não é o da crítica técnica de cinema ou sobre atuações. Eu olho o que há de humano por trás da história.
Numa cidade em que o desejo é liberado por doze horas por ano, todo mundo sabe onde precisa estar, o que precisa fazer e quanto tempo resta. Ninguém parece saber o que procura.
É fácil ler como uma disputa entre sexo e amor. Eu acho que é outra coisa, mais íntima: a diferença entre ser conduzido pela pressão e ser orientado por algo verdadeiro. A pressão diz: é agora. A orientação pergunta: é isso? A pressão oferece todas as pessoas. A orientação reconhece uma.
E existe uma frase que desmonta o filme inteiro: isso não é um dueto. Parece ser sobre música. Não é. É sobre ser desejado e continuar sem voz. Sobre ser escolhido como plateia, função ou cenário, e chamar isso de encontro enquanto seguimos profundamente sozinhos.
Nunca tivemos tanta facilidade para encontrar pessoas, e talvez nunca tenha sido tão difícil sentir que alguém nos encontrou. Ser encontrado não é ser localizado. É ser lembrado, percebido, enxergado.
Na análise completa eu fico no instante em que a noite silencia. O que os dois dizem preferir, e por que isso desloca o centro do filme. Um café lembrado. E um pequeno farol que não é o monumento óbvio da cidade, mas é a única luz que orienta. É ali que a projeção que fabrica cenas vira a projeção que ilumina.
Talvez o contrário da solidão não seja estar cercado. Seja ser encontrado sem precisar continuar performando.
A análise completa você encontra no site Humanidade Retratada.
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