Exit 8 é praticamente a definição de “funciona melhor como ideia do que como filme”. Genki Kawamura acerta em cheio ao transportar o jogo: a estética está ali, a lógica também, e em vários momentos você se pega tentando encontrar as anomalias junto com o protagonista. A experiência funciona.
O problema é quando isso precisa virar um longa. O que no jogo é tensão vira repetição, e o que poderia ser expandido vira só insistência. Falta uma história que sustente tudo isso, falta um desenvolvimento que vá além do conceito.
E nem dá pra dizer que o terror segura sozinho, porque ele aparece mais como possibilidade do que como algo realmente explorado.
No fim, agrada quem já conhece o jogo e até expande um pouco sua ideia, mas nunca encontra força pra se sustentar. Parece mais um experimento esticado do que um filme completo.