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Ophélie Renaud
30 críticas
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4,5
Enviada em 29 de agosto de 2026
Curti a maneira como o filme mistura violência doméstica e desigualdades sociais sem reduzir Gal a uma simples vítima. A carroça dela se torna quase como símbolo da condição dela, ou seja, ferramenta de trabalho, meio de fuga e refúgio pelas crianças dela; ela representa todo o que esta mãe deve levar sozinha. O contraste entre a modernidade de São Paulo e a extrema precariedade do percurso dela mostra também um Brasil onde fortes desigualdades persistem. Achei comovente a maneira dela de transformar uma fuga em aventura para preservar a inocência das crianças dela. O título ganha então um sentido quase irônico: Gal é a melhor mãe do mundo porque ela deve cumprir sozinha o que a sociedade e as instituições não conseguem garantir.
A Melhor Mãe do Mundo é um filme que achei mais ou menos. A história tem uma proposta interessante, mas não conseguiu me prender tanto quanto eu esperava.
Em alguns momentos achei um pouco parado e não consegui criar uma conexão tão forte com a trama. Apesar disso, tem seus bons momentos e algumas cenas que funcionam.
No geral, é um filme razoável, mas que poderia ter sido melhor.
Não gostei muito do filme. Achei que algumas cenas de nudez foram desnecessárias e acabaram deixando desconfortável assistir com a família. A história tinha potencial, mas me incomodou o fato de a protagonista continuar voltando para o marido mesmo depois de tudo o que ela e os filhos sofreram. Também achei triste que a decisão mais firme de se afastar tenha acontecido apenas quando ela percebeu que a filha poderia estar em risco. Gostei de como o filme mostra a realidade de muitas mulheres que recebem incentivo para permanecer em relacionamentos abusivos, mas, no geral, a história não me prendeu. Além disso, o título 'A Melhor Mãe do Mundo' não fez muito sentido para mim, e o final deixou uma sensação de insegurança e de que nada foi realmente resolvido.
Após despirocar em seu filme anterior, a diretora se reencontra em A Melhor Mãe do Mundo, revelando, por trás de sua lente, um Brasil muito fácil de reconhecer. A história de Gal é recontada diariamente, não apenas nas ruas de São Paulo, mas em tantos outros lugares do país: família brasileira, dois contra o mundo, mãe solteira de um promissor vagabundo.
Luz, câmera e ação, gravando a cena vai: O filme não apenas escancara a luta de milhões de mulheres que criam seus filhos sem uma rede de apoio, como também expõe, de maneira sutil — e ainda assim, repugnante — as situações constrangedoras às quais Gal é submetida pelo marido. Ele a expõe diante da família, pressiona para que tudo pareça bem no churrasco e ignora, nos gestos mais íntimos dela, o evidente desejo de estar longe dali. E a atriz faz isso de forma impressionante com suas expressões.
O resultado é um relato assustadoramente fiel de uma realidade que muitos preferem fingir que não existe. Ainda assim, o filme também funciona como uma ode àquelas mulheres que têm a estranha mania de ter fé na vida.
Que filme! Identificação total com a personagem principal. Chorei, me emocionei com a força daquela mulher, não queria que o filme acabasse. Shirley Cruz é uma potência, uma atriz tão sensacional, que por um momento pensei estar assistindo a um documentário!
Filme maravilhoso. Eu recomendo a todos que assistam!!! A realidade abordada é dura, mas é transmitida com leveza e vai despertar um olhar mais sensível para questões sociais importantes, como alternativas para mulheres e crianças vítimas da maldade encontrarem apoio e ajuda. As atuações são impecáveis e a inteligência, determinação e olhar atento daquela mãe são admiráveis. As músicas e participações, ual!.Parabéns a todos os envolvidos. Vocês arrasaram.
O filme simplesmente relata a realidade que algumas mulheres passam. A dificuldade até as vezes de encontrar apoio da própria família para recomeçar uma nova vida. Mas, o bom desse filme, é que ele demonstra que mesmo em meios de dificuldades, você encontra forças para sair dessas situações complicadas como; a violência doméstica, abuso psicológico e maus tratos do seu parceiro. O filme demonstra que não é nada fácil recomeçar, mas que as vezes é preciso e necessário dar um novo rumo em sua vida. Ninguém merece passar por violência psicológica e pela a violência física. Esse filme merece ganhar o Osca
Um filme brasileiro de emocionar qualquer um! a história é muito profunda e emocionante, ainda mais por ser essa a realidade de muitas mulheres. Recomendo assistir.
Excelente filme. A linguagem não verbal de Gal, às vezes, é surpreendente. Gostei também da atuação de Leandro e dos filhos de Gal. Muitas vezes penso "como existem mulheres como Gal", não no sentido de culpabilizar à mulher vítima de violência de gênero, mas como a sociedade, a família e o Estado permitem que isso aconteça. spoiler: A família contribuiu para que seja violentada tanto psicologicamente quanto sexualmente na própria casa onde solicitou refúgio. Realidade cruel. Indico assistir ao filme.
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