Amores à Parte
Média
3,0
7 notas

3 Críticas do usuário

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WagnerSantos
WagnerSantos

4 seguidores 87 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de setembro de 2025
O filme aborda de forma caótica os prós e contras de relações não monogâmicas. Mais uma vez Dakotta emprestando eu charme a uma personagem instigante. Uma comédia de erros, com texto afiado e situações que beiram o absurdo vindo de todos os personagens da forma mais bizarra possível. O elenco entrosado e as bom roteiro criado pelo diretor e tb ator Michael Angelo Covino garantem boas surpresas e momentos divertidos.
NerdCall
NerdCall

46 seguidores 405 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de agosto de 2025
No meio de tantas sequências, reboots e franquias intermináveis, encontrar uma comédia original que realmente surpreenda já é motivo de comemoração. Amores à Parte (Splitsville) chega como uma dessas boas surpresas de 2025, conduzida por Michael Angelo Covino, que além de dirigir também protagoniza e escreve o longa ao lado de seu parceiro criativo de longa data, Kyle Marvin. A dupla, que já havia demonstrado entrosamento no cultuado The Climb (2019), retoma aqui a parceria com a mesma química, só que agora em uma produção que se equilibra entre a comédia escrachada e o retrato descontraído de relacionamentos em crise.

A história gira em torno de dois casais. Carey (Kyle Marvin) está casado com Ashley (Adria Arjona), mas o relacionamento começa a apresentar rachaduras logo nos primeiros meses. Para aliviar as tensões, eles decidem passar o fim de semana na casa do amigo de Carey, Paul (Michael Angelo Covino). Paul, por sua vez, vive um casamento desgastado com Julie (Dakota Johnson) e, na tentativa de reacender a chama, decidiu abrir o relacionamento. Temos, portanto, dois extremos: de um lado, o modelo tradicional de casamento, do outro, a quebra de tabus com a proposta de um relacionamento aberto. Ambos, no entanto, enfrentam os mesmos problemas — a crise, a desconfiança e a busca por algo que dê sentido à vida a dois.

O grande mérito de Amores à Parte está justamente em não transformar essas diferenças em um discurso moralizante. Covino e Marvin não estão interessados em dizer qual modelo é o certo ou errado. O que move a narrativa é a dinâmica entre esses quatro personagens, com suas inseguranças, neuroses e momentos absurdos. O roteiro brinca com as situações, ora dando protagonismo a Marvin, ora a Johnson, e encontra nos encontros e desencontros dessas figuras o combustível para gerar boas risadas.

Se Kyle Marvin rouba a cena no campo do humor, principalmente com seu jeito atrapalhado e reações exageradas, Dakota Johnson consegue equilibrar isso com uma entrega mais intimista, adicionando camadas de vulnerabilidade ao filme. Adria Arjona e Michael Covino também brilham em momentos específicos, mostrando ótimo timing cômico — Covino com humor físico, quase cartunesco, e Arjona com uma naturalidade afiada que garante algumas das tiradas mais engraçadas da trama.

Mas o ponto mais interessante do longa talvez esteja na maneira como ele usa situações banais para arrancar gargalhadas. Não se trata apenas de diálogos espirituosos — embora eles estejam presentes em abundância — mas também de um humor físico muito bem conduzido. Há cenas que beiram o absurdo, como a da montanha-russa ou a briga na casa de Paul, que conseguem transformar o caos em comédia de primeira. São momentos em que a parceria de Covino e Marvin fica ainda mais evidente, mostrando que os dois sabem explorar o ritmo do humor tanto no texto quanto na ação.

Ainda assim, Amores à Parte não deixa de flertar com reflexões mais profundas. O contraste entre o casamento tradicional e o relacionamento aberto poderia render discussões densas sobre expectativas sociais, liberdade afetiva e tabus contemporâneos. O filme até chega a tocar nessas questões, mas sempre de forma superficial, sem nunca se comprometer em explorá-las. E aqui está uma das contradições mais evidentes: o longa quer parecer despretensioso e leve, mas o tempo todo lança temas que pedem para ser discutidos com mais cuidado. Essa falta de aprofundamento pode gerar certa frustração para quem espera algo além da comédia.

Esse dilema se intensifica no desfecho. Depois de investir quase todo o tempo em humor ágil e situações hilárias, a trama aposta em um clímax mais emotivo e dramático. A mudança de tom não chega a ser mal executada, mas destoa completamente da proposta construída até então. O público que passou boa parte do filme rindo pode estranhar essa guinada para o melodrama, que carece de força justamente porque a narrativa nunca se dedicou a construir uma base emocional sólida. Assim, quando a obra pede para ser levada a sério, já é tarde demais — o impacto não é tão grande quanto poderia ser.

Isso não significa, no entanto, que o filme se perca. Pelo contrário: o saldo final é extremamente positivo. Amores à Parte diverte em praticamente todo o seu percurso, principalmente em seu primeiro e segundo atos, quando o ritmo é mais ágil e o humor encontra seu ponto alto. Mesmo que o terceiro ato escorregue em excesso de seriedade, o filme consegue se manter agradável, garantindo ao espectador uma experiência divertida e, em muitos momentos, memorável.

No fim das contas, o longa funciona melhor quando assume de vez o que é: uma comédia sagaz, que faz rir de situações absurdas e encontra nas fragilidades humanas a matéria-prima para arrancar boas gargalhadas. O erro está em tentar, em seus minutos finais, entregar um peso dramático que não condiz com a leveza e o espírito debochado que o filme construiu com tanta eficácia. Se tivesse abraçado essa leveza até o fim, Amores à Parte poderia ser ainda mais coeso.

Mesmo com essa oscilação, é inegável que estamos diante de uma das comédias mais divertidas do ano. Covino e Marvin provam mais uma vez que têm uma química rara, capaz de transformar situações cotidianas em momentos hilários. O elenco como um todo está em sintonia, a narrativa prende a atenção e as risadas surgem de forma natural. Talvez o filme não vá mudar a forma como pensamos sobre relacionamentos, mas com certeza cumpre sua missão de entreter — e, em tempos de fórmulas repetitivas, isso já é um grande mérito.

Amores à Parte é leve, engraçado e cheio de situações absurdamente cômicas, que farão o público gargalhar sem culpa. Apesar de arranhar reflexões interessantes, o filme não se compromete a explorá-las — e quando tenta se levar a sério, perde parte de sua força. Ainda assim, é uma das experiências mais divertidas que o cinema de 2025 trouxe até agora, e confirma Michael Angelo Covino e Kyle Marvin como uma das duplas mais criativas da comédia contemporânea.
Nelson J
Nelson J

50.816 seguidores 1.938 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 21 de agosto de 2025
Filme sobre quatro adultos ultra perturbados e uma criança que segue igual. Comédia? Romance espagueti? Tem mensagem? Enfim, que cada um tire suas conclusões. A pipoca e a Coca Zero estavam ótimas.
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