O Agente Secreto
Média
2,6
1093 notas

573 Críticas do usuário

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Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 896 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de março de 2026
O agente secreto é um filme nacional de drama que contou com a direção de roteiro de Kleber Mendonça Filho. O filme recebeu 4 indicações ao Oscar de 2026: melhor ator (Wagner Moura), melhor filme, melhor filme internacional e melhor escalacao de elenco. Existe uma grande expectativa para mais um Oscar para o cinema brasileiro. A trama é ambientada em 1977, e acompanhamos o professor e pesquisador universitário Armando (Wagner Moura). Com a intenção de refazer a sua vida em meio ao caos político em que o Brasil vivia, se muda de São Paulo para Recife. Porém, o que seria um recomeço, acaba se transformando em um caos quando descobre que existem pessoas querendo a sua morte. Kleber em sua primeira cena do posto de gasolina imprime o que foi a ditadura militante em termos de tensão existente entre militares e civil, e nao nos fornece pistas imediatas sobre quem é Armando. Isso vai acontecendo aos poucos ao longo do filme e de formas diferentes: usando uma pesquisadora nos tempos atuais que esta trabalhando no caso de Armando e a própria narrativa se passando na epoca da história do filme. É fato que Kleber emula bem um suspense crescente sobre o medo da morte e isso vai crescendo ate chegar no seu ápice no terceiro ato poderoso. Porém, antes de entregar as pistas e montar todo o quebra cabeça sobre a vida de Armando e o motivo de está sendo perseguida, o roteiro vai nos brindando com todo o contexto histórico e cultural de Recife na década de 1970. Para os recifenses, talvez essa seja a década mais memorável do século passado da cidade. Recife tinha uma importância política e cultural a nível nacional. Expondo a parte folclórica (com a perna cabeluda) e até mesmo o incrível e único Carnaval recifense, o filme ganha uma identidade única. Lembrando da cena em que mesmo com medo e preocupado com a morte, Armando se joga em meio do frevo em pleno carnaval. E o frevo é isso. Mais do que isso, a arquitetura, o cinema sao Luiz, os orelhoes amarelo com fichas, os ônibus elétricos que circulavam na cidade até o começo dos anos 2000 foi tudo evidenciado no filme. Vale ressaltar a impecável atuação do Wagner ( na torcida para a sua vitória de melhor ator e globo de ouro mais do que merecido). Ainda destaco a atuação maravilhosa de Tânia Maria como Dona Sebastiana, que com certeza nos faz lembrar alguma tia ou vó que tinha o jeitinho dela. Talvez esse sentimento de identidade não seja sentido por todos os brasileiros que não conhecem recife, mas é necessário reconhecer a forma e a maestria que Kleber construiu tudo isso. Rebaixar um filme nacional desse patamar por questões políticas e ideológicas é pura idiotice. Viva o cinema nacional e vamos a aproveitar essa boa fase.
Junior
Junior

16 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 16 de março de 2026
Opinião sincera. Assisti ao filme com grandes expectativas, pois sou fã do trabalho de Wagner Moura, apesar de não concordar com a insistência dele em falar de política. O filme foi uma decepção. Não explica o contexto histórico do país. spoiler: São mostradas manchetes de jornais com mais de 90 mortos no carnaval, mas sem uma explicação para isso. Há nudez excessiva e desnecessária. O povo nordestino é retratado como ignorante e mal vestido. Colocaram um ator alemão que fez uma participação totalmente sem sentido (o delegado chamou o Marcelo para mostrar as cicatrizes do cara???). No meio do filme aparecem 2 mulheres no presente ouvindo gravações de fitas, mas que no final não foi nada importante. E a história da perna? Qua o sentido dela? O filme começa cheio de mistérios que deveriam ser revelados, mas parece que as lacunas não são preenchidas e fica a sensação de que se perderam no roteiro.
Enfim, filme ruim, com histórias desconexas.
Ariel
Ariel

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 4 de fevereiro de 2026
Após toda a repercussão o assisti. Sinceramente, frustração de expectativas.

Filme te encontra em um nada e te deixa em lugar nenhum.

Sobre a atuação de W. Moura, bem medíocre pra quem já o viu em Narcos e Tropa de Elite. Em vários momentos os diálogos dele são anti-naturais, quando parece estar fugindo do roteiro, esquecido o texto e improvisando pra não perder o take.

Elogios a essa produção são notadamente forçados na ânsia de tentar emplacar mais um prêmio internacional e surfar no hype nacional da autobajulação.

Isso é o melhor que o cinema nacional tem a oferecer?

Pude enfim entender a frase do cineasta espanhol de Sirat ao dizer que somos "ultranacionalistas" e que "se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele”.

Melhor seria guardar todo esse nosso aparato propagandista e protecionista pra quando realmente tivermos uma obra nacional de impacto.
Thiago Petherson
Thiago Petherson

168 seguidores 259 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de fevereiro de 2026
Rapaz, não sou fã de muitas atitudes do Wagner Moura como pessoa. Inclusive, esse lado militante dele me soa como atitudes que têm apenas o intuito de se auto-beneficiar. Além disso, acho algumas de suas ações incoerentes com as convicções que ele tanto prega. Tenho uma opinião forte sobre o uso de verbas públicas sendo aplicadas nesse tipo de projeto. Acredito que um país tão pobre não pode se dar ao luxo de fazer esse tipo de coisa, deixando de priorizar questões muito mais importantes que o Brasil necessita em um momento em que a população tanto sofre nas mãos dos seus governantes.

Mas agora vamos falar dele como ator, que é o que de fato deve ser avaliado aqui. Que atuação!!! Ao contrário da Fernanda Torres, que tanto elogiaram, mas cuja atuação achei bem mediana em "Eu Ainda Estou Aqui", e que jamais merecia aqueles Oscars de Melhor Filme e Melhor Atriz (nem sei se deveria ter sido indicada), Wagner Moura entrega uma performance sólida, hipnótica e marcante nesse filme visceral e autoral. A “brasilidade” está presente por todo o filme. Gostei muito do filme se passar majoritariamente no Nordeste, provando que filmes brasileiros não são reféns da regionalidade com apenas ambientações sulistas.

O filme é muito bom e acredito ser um forte concorrente ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Ator. Já o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, na minha opinião, é praticamente certo. Pela primeira vez, temos realmente fortes concorrentes nessas duas principais categorias.

Agora vou falar sobre os pontos negativos. Gostaria de mencionar que, apesar de ser um filme longo, faltou uma construção melhor dos personagens. O filme é recheado de atores (em demasia a meu ver), mas isso acaba fazendo com que todos tenham atuações rasas, com quase nenhuma profundidade nos diversos personagens coadjuvantes. Até o próprio protagonista não tem uma construção tão boa assim, apesar do destaque. Indo mais além, o roteiro carece de estrutura, há muitas pontas soltas e ele é relativamente raso. Construção, essa é a principal coisa que faltou no filme.

Uma outra coisa que me chamou a atenção, e observei um rapaz comentar, é que várias cenas não tem conexões. O protagonista está em um lugar e, do nada, na próxima cena, ele está em um outro local com uma sequência totalmente diferente e desconexa. A quebra de narrativa acontece sem qualquer explicação e o filme continua normalmente, ficando à cargo do telespectador interpretar e imaginar tudo que possa ter acontecido naquele gap temporal. Isso ocorre repetidas vezes no filme. Por fim, achei o final do filme muito preguiçoso (brusco, como várias passagens do filme). Achei que faltou perder um tempinho e ter um carinho melhor com o desfecho.

Achei Eu Ainda Estou Aqui um filme superestimado, tanto como obra quanto em relação à atuação da atriz principal. Mas acredito que, quanto ao Oscar, desta vez temos chances reais, além do já quase garantido prêmio de Melhor Filme Estrangeiro.

Por mais que, durante a divulgação do filme e a campanha pré-premiações, tenha sido utilizada muita militância e tendencialismo político, o que não acho certo, vou torcer para o filme e para o ator vencerem nas categorias principais. Pois a principal meta do filme ele cumpriu, que é ser bom.

Entre prós e contras, com muito mais prós, dessa vez acho o cinema nacional vem muito forte.

OBS: Acredito que a galera está deixando muito o viés político "cegar seus corações" no momento de avaliar o filme. Não gostar do filme ? Ok. Agora dar "meia estrela" para esse filme é sacanagem. E olha que quem vos fala aqui é uma pessoa de direita.
Iá M.
Iá M.

13 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de janeiro de 2026
É um filme que aborda uma miríade de questões sociais e também de questões puramente humanas, universais .Tem o lado do imaginário, da memória. Tem a crítica ao controle das autoridades políticas, ao controle midiático, com a manipulação de informações. Esse filme também se expande a ponto de alcançar o fator preconceito, seja denunciando a xenofobia ou escancarando os problemas sociais. É um filme de cores diversas, de sabores diversos, que fala do local sendo universal. Vale muito a pena assistir.
Antonio Medeiros
Antonio Medeiros

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 28 de janeiro de 2026
Fui ao cinema para assistir a O Agente Secreto com a expectativa de quem entra em um museu. E, justiça seja feita, o museu é belíssimo. A direção de arte é minuciosa, quase obsessiva. A fotografia trata a luz como quem pede licença ao passado. O figurino não veste personagens, veste décadas. A ambientação de época é tão bem resolvida que, por instantes, esquecemos o presente. E os veículos, ah, os veículos, são personagens silenciosos, metálicos e elegantes. Carros que contam mais história do que muitos diálogos.

Até aí, aplausos.

O problema começa quando o filme decide existir por duas horas e quarenta minutos. Tempo demais para dizer tão pouco. Há obras que pedem silêncio e duração. Esta pede edição e contenção. Permaneci por duas horas. Saí não por cansaço físico, mas por exaustão intelectual. Os diálogos são fracos, desidratados de tensão e sentido. As cenas parecem não se reconhecer entre si, como estranhos que dividem o mesmo vagão, mas seguem destinos distintos.

O enredo se dispersa. A narrativa é frouxa, lenta, insegura de si. Falta eixo, falta urgência, falta propósito dramático. Há uma sensação constante de que algo vai começar e nunca começa. O filme caminha, caminha, caminha, mas não chega. Confunde densidade com lentidão, profundidade com silêncio prolongado.

Ironia das ironias. Um filme sobre espionagem que não consegue manter o espectador sob vigilância. Um agente secreto que revela demais sua maior fragilidade. A incapacidade de prender, de conduzir, de justificar o próprio tempo.

Saí do cinema com uma certeza incômoda. Vi um grande exercício estético abrigando um filme pequeno em narrativa. Uma embalagem sofisticada envolvendo um conteúdo que se perde no próprio excesso. Como diria a história, nem todo segredo merece duas horas e quarenta minutos para ser contado. Alguns pedem apenas um corte preciso e a coragem de terminar antes.
Jordana Feltrin
Jordana Feltrin

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 27 de janeiro de 2026
Lento, longo, cansativo. Não consegui me conectar com a história e personagens. Não despertou emoções. Decepção.
Marcelo Ribeiro
Marcelo Ribeiro

10 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de outubro de 2025
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Vhii
Vhii

20 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de janeiro de 2026
Um filme muito bom, daqueles que você não vê passar o tempo na sala de cinema. Uma história bem construída, só com ator mineiríssimo, misturando vários elementos, o horror da ditadura, o folclore brasileiro. Massa demais.

KMF e WM que dupla boa.
Jack Campello
Jack Campello

1 seguidor 141 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 8 de abril de 2026
O filme só começa a ser entendível com 1h e 20 min., spoiler: quando a personagem de Wagner Moura começa a explicar, através de flashbacks.
Então, não tem isso de ser filme “cult” , que nem todo mundo entende. Uma hora e vinte de filme são devaneios do diretor, que só são explicados com os flashbacks de Wagner Moura. No mais, elenco fraco, um Brasil, como sempre, retratado de forma feia para o mundo. Diálogos fracos tb. Aplausos realmente para Maria Fernanda Cândido. Ela se destaca.
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