Cara de um, focinho de outro é uma animação da Disney com produção da pixar. O filme contou com a direção de Daniel Chong, que tbm participou do roteiro ao lado de Jesse Andrews. Na trama, acompanhamos Mabel, uma jovem universitária, que interessa pela causa animal. Mabel procura combater o prefeito Jerry, pois está construindo um anel rodoviário que irá cortar um lago que possui diversos animais. Com isso, Mabel consegue se infiltrar em meio aos animais por meio de uma tecnologia descoberta por cientistas da sua Universidade. Após 6 longos anos produzindo este filme, Chong nos trás até aqui a melhor animação de 2026. O ponto de partida da trama é extremamente batido: uma jovem ativista pela causa ambiental batendo de frente com o prefeito de sua cidade que está pouco se lixando pra tal causa, embora que se gaste alguns minutos mostrando o motivo dela se importar tanto e tem relação com sua falecida avó. Porém, ainda no primeiro ato, o filme ganha novos contornos, quando finalmente Mabel consegue realizar transferir a sua mente para um castor robô e com isso passa a conviver e entender os animais. Roteiro foi inteligente, pois usa a mesma metaliguistica de Avatar e cita isso brevemente. Outro ponto interessante, ainda no campo da linguagem, é a forma em que o olhar dos animais (especialmente do castor) muda durante o entendimento da comunicação. É nessa interação que o filme ganha ótimos contornos, pois os animais se comportam como animais, diante de suas regras e mostrando sua visão esperançosa com relação aos humanos. A parte política tbm dos animais foi interessante, ao mostrar o conselho dos animais, com cada um rei do seu reino: peixe, inseto, anfíbio, mamífero... ainda digo que gostei de colocar um castor com rei dos mamíferos no lugar do já batido leão (acredito que pela impossibilidade do ecossistema seria impossível um leão ali). No terceiro ato, o filme ganha uma nova virada com os animais interagindo com os humanos, usando a tecnologias de forma revessa : animais usando robôs humanoide para se infiltrar entre os humanos. Entre esses acertos, ainda temos o interessante vilão que começa como um simples inseto, e por meio da metafora da transformação de lagarta para borboleta, mostra a sua evolução enquanto vilão. Acredito que a Pixar demonstrar que este filme é superior aos seus outros. Realizar um critica consciente sobre os limites humanos e sua interferência na natureza e principalmente nos animais. Coloca isso com um dose de diversão e emoção em seu desfecho genial.
Será que a Disney finalmente entendeu que quem lacra não lucra? Agora que estão voltando pra formula clássica com a boa e velha animação . Recomendo!! Ótima animação
Cara de Um, Focinho de Outro é aquele tipo de filme que não tenta reinventar a roda — e justamente por isso funciona tão bem. Com uma proposta leve e despretensiosa, ele entrega uma narrativa divertida, com um roteiro surpreendentemente bem amarrado e cheio de pequenas sacadas que mantêm o espectador engajado do início ao fim.
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